Notícias
Saúde Pública
Publicado em: 22/09/2023 - 14:45
Autor (a): imo@unesc.net
O Observatório de Desenvolvimento Socioeconômico e Inovação da UNESC apresenta dados sobre a segurança alimentar e nutricional mundial, com base nas informações da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) sobre a prevalência de desnutrição no mundo em 2022, evidenciando em tonalidades mais intensas de vermelho os países com níveis mais elevados de fome. Os dados indicam um aumento global de 1,1% entre 2021 e 2022, totalizando 9,3% da população mundial em situação de fome crônica, acima dos níveis pré-pandêmicos. Em 2019, esse índice era de 7,9%. Estima-se que a fome tenha afetado 735 milhões de pessoas em 2022, representando 122 milhões a mais que em 2019.
A recuperação econômica pós-pandemia contribuiu para mitigar parcialmente o aumento da fome. Entretanto, fatores como conflito na Ucrânia, aumento nos preços de alimentos, insumos agrícolas e energia, além de eventos climáticos extremos e conflitos regionais, impactaram negativamente a segurança alimentar.
Regionalmente, observam-se diferenças significativas: a África registra quase 20% da população em situação de fome, enquanto a Ásia apresenta 8,5%, a América Latina e Caribe 6,5%, e a Oceania 7,0%. Apesar de progressos na Ásia e América Latina, regiões como Ásia Ocidental, Caribe e partes da África ainda apresentam crescimento da desnutrição.
O relatório projeta que, em 2030, aproximadamente 600 milhões de pessoas enfrentarão desnutrição crônica, destacando os desafios para atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável de erradicação da fome.
Os países mais afetados incluem:
África: Madagascar, Somália, Zimbábue, Libéria, Lesoto, Guiné-Bissau, República Democrática do Congo, Congo, República Centro-Africana, Uganda e Ruanda.
Ásia: Coreia do Norte, Iêmen, Afeganistão, Índia, Iraque, Paquistão, Síria e Timor-Leste.
América Latina e Caribe: Haiti, Venezuela, Bolívia, Honduras e Nicarágua.
Oceania: Papua Nova Guiné e Ilhas Salomão.
Os dados reforçam a complexidade da insegurança alimentar global, que envolve fatores econômicos, climáticos e geopolíticos, e evidenciam a necessidade de políticas globais e regionais mais eficazes.
Voltar para informativosSaúde Pública
Saúde Pública
Saúde Pública
Saúde Pública
Saúde Pública
Saúde Pública
Saúde Pública
Saúde Pública
Saúde Pública
Saúde Pública