Notícias
Saúde Pública
Publicado em: 03/10/2021 - 15:00
Autor (a): imo@unesc.net
O Brasil ocupa a última colocação entre 29 países no ranking mundial de prática de atividades físicas, segundo estudo do Instituto Ipsos, sistematizado pelo Observatório de Desenvolvimento Socioeconômico e de Inovação da Unesc. O levantamento revelou que os brasileiros dedicam, em média, apenas três horas por semana à prática de esportes ou exercícios, índice bem inferior ao dos países europeus que lideram o ranking.
De acordo com o estudo, os cinco países que mais praticam exercícios estão na Europa. A Holanda aparece em primeiro lugar, com 12,8 horas semanais dedicadas à atividade física. Em seguida, estão Alemanha (11,1 horas), Romênia (11 horas), Rússia (9,2 horas) e Hungria (8,8 horas). A pesquisa aponta um contraste marcante entre o ritmo de vida europeu, mais voltado à integração entre lazer e bem-estar, e a realidade brasileira, onde os desafios socioeconômicos limitam a adesão às práticas saudáveis.
A pesquisa global também mostrou que a falta de tempo é o principal obstáculo enfrentado pelos brasileiros para se exercitar, mencionada por 32% dos entrevistados. Outros fatores incluem a falta de dinheiro (21%), a ausência de instalações próximas (13%), a falta de companhia para a prática (13%) e o clima desfavorável (8%). Esses dados reforçam a importância de políticas públicas e ações comunitárias que incentivem o acesso e a inclusão em atividades esportivas regulares.
Globalmente, o estudo revelou que as modalidades mais praticadas são fitness (20%), corrida (19%), ciclismo (13%), futebol (10%) e natação (9%). Esses números refletem a diversidade de hábitos ao redor do mundo, mas também reforçam o papel da cultura e da infraestrutura na promoção do exercício.
Para especialistas, a baixa adesão dos brasileiros à atividade física está relacionada à rotina intensa de trabalho e à carência de espaços públicos adequados. O estímulo à prática esportiva, portanto, deve partir não apenas de iniciativas individuais, mas também de investimentos em políticas urbanas, educação física escolar e campanhas de conscientização.
A pesquisa do Instituto Ipsos, organizada e divulgada pelo Observatório da Unesc, alerta para a necessidade de repensar o estilo de vida no Brasil. Promover o movimento é promover saúde, qualidade de vida e longevidade. Sem isso, o país corre o risco de continuar parado literalmente no último lugar do ranking mundial do bem-estar físico.
Voltar para informativosSaúde Pública
Saúde Pública
Saúde Pública
Saúde Pública
Saúde Pública
Saúde Pública
Saúde Pública
Saúde Pública
Saúde Pública
Saúde Pública