Boletim
Comércio Exterior
Publicado em: 15/04/2025 - 00:00
Autor (a): imo@unesc.net
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O desempenho das exportações do Sul de Santa Catarina entre abril de 2024 e março de 2025 evidencia a força e os desafios do comércio exterior regional. O maior volume exportado foi registrado em março de 2024, com US$ 145,1 milhões, seguido de novembro, com US$ 104,2 milhões. Já os meses de janeiro e fevereiro de 2025 mostraram retração, refletindo a sazonalidade da produção industrial e agrícola.
A estrutura exportadora da região continua marcada pelo peso da agropecuária e da agroindústria. Os cereais lideraram as vendas externas, somando US$ 17,9 milhões, seguidos por sementes e frutos oleaginosos (US$ 11,8 milhões) e carnes e miudezas (US$ 7,9 milhões). Produtos cerâmicos e máquinas e equipamentos mecânicos também se destacam, revelando diversificação produtiva e o papel crescente das indústrias de transformação.
Entre os municípios, Imbituba lidera as exportações, com US$ 29,8 milhões, impulsionada pelo porto e pelas operações logísticas. Criciúma (US$ 8,8 milhões), Forquilhinha (US$ 4,1 milhões) e Nova Veneza (US$ 3,9 milhões) completam o ranking, reforçando a importância da indústria cerâmica e metalúrgica na economia regional.
As importações, por sua vez, mantiveram patamares elevados, com pico em janeiro de 2025 (US$ 112,1 milhões). O perfil é altamente industrial, com destaque para alumínio e suas obras (US$ 15,4 milhões), máquinas e equipamentos mecânicos (US$ 14,4 milhões) e plásticos e suas obras (US$ 14 milhões). Essa composição revela a dependência da região por insumos e bens de capital estrangeiros.
Entre os municípios importadores, Criciúma aparece isoladamente à frente, com US$ 44,5 milhões, seguida por Imbituba (US$ 17 milhões), Morro da Fumaça, Forquilhinha e Tubarão. Essa concentração reforça o papel de Criciúma como polo industrial e de transformação regional.
A balança comercial regional apresentou déficit em 9 dos 12 meses analisados, com o pior saldo em janeiro de 2025 (–US$ 50,9 milhões). Os únicos superávits ocorreram em maio (US$ 20,8 milhões) e novembro de 2024 (US$ 12,5 milhões).
Entre as associações regionais, a AMUREL liderou as exportações com cereais e oleaginosas, enquanto a AMREC destacou-se pela cerâmica e carne e a AMESC pelo tabaco. O Irã foi o principal destino das exportações (US$ 17,8 milhões), seguido por China (US$ 8,9 milhões), Argentina, Estados Unidos e Países Baixos. Já as importações são dominadas pela China (US$ 32,1 milhões), indicando forte dependência asiática.
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