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Macroeconomia
Publicado em: 07/05/2021 - 13:30
Autor (a): imo@unesc.net
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Em uma decisão unânime durante sua 238ª reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, para 3,50% ao ano. Essa medida marca um ponto de inflexão na política monetária recente e tem implicações diretas na vida de todos os cidadãos, influenciando desde o custo de empréstimos e financiamentos até a rentabilidade de investimentos.
A taxa Selic funciona como a principal ferramenta do Banco Central para o controle da inflação. De forma simplificada, quando os preços sobem, a elevação dos juros tende a desestimular o consumo e o crédito, ajudando a frear a alta inflacionária. A decisão do Copom reflete uma preocupação com o cenário atual, especialmente com o risco inflacionário associado ao descontrole das contas públicas. O mercado já projeta novas altas, com a expectativa de que a Selic possa ultrapassar 5,5% ao ano até o final de 2021.
Historicamente, a taxa Selic passou por grandes variações, chegando a 14,25% em 2016 antes de iniciar um ciclo de quedas que a levou ao patamar mínimo de 2,25% em 2020. Apesar da recente alta e da perspectiva de novos aumentos, os níveis atuais ainda são considerados estimulantes para a atividade econômica. As projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2021 giram em torno de 3,2%.
É crucial entender que a Selic é a taxa básica, e não a que chega ao consumidor final. As taxas médias de juros cobradas pelas instituições financeiras para pessoas físicas e jurídicas são consideravelmente mais altas, girando em torno de 25% e 12% ao ano, respectivamente. A Selic também afeta diretamente o câmbio, impactando os custos de exportações e importações, além de alterar a remuneração de investimentos no exterior. A decisão do Copom, portanto, é um movimento estratégico com amplas consequências para o cenário econômico do país.
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