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Macroeconomia
Publicado em: 21/09/2021 - 08:00
Autor (a): imo@unesc.net
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O Observatório de Desenvolvimento Socioeconômico e de Inovação da Unesc divulgou uma análise sobre o Índice Global da Paz (IGP) 2021, elaborado pela revista The Economist em parceria com universidades e institutos internacionais da Austrália, Reino Unido e Suécia. O levantamento tem como objetivo medir o nível de paz em 163 países, considerando fatores como segurança interna, conflitos externos e grau de militarização.
De acordo com o relatório, a Islândia mantém-se como o país mais pacífico do mundo, seguida por Nova Zelândia, Dinamarca, Portugal e Eslovênia. O grupo dos dez primeiros colocados se completa com Áustria, Suíça, Irlanda, República Tcheca e Canadá, todos reconhecidos por políticas estáveis e elevados índices de bem-estar social.
Em contraste, o Brasil ocupa a 128ª posição no ranking, refletindo uma piora significativa nos indicadores de segurança e estabilidade social. Nos primeiros anos de medição, entre 2008 e 2011, o país apresentava avanços, saltando da 93ª para a 74ª colocação. Contudo, a partir de 2012, o desempenho começou a declinar, acompanhando o aumento de índices de violência, tensões políticas e desigualdades estruturais.
Segundo o relatório, a piora está relacionada à elevação das taxas de homicídios, ao baixo investimento em segurança pública preventiva e à polarização política crescente observada na última década. A tendência negativa é um reflexo não apenas de questões criminais, mas também de desafios institucionais que comprometem o fortalecimento da paz interna.
Especialistas do Observatório apontam que a posição do Brasil no ranking evidencia a necessidade de políticas públicas integradas e duradouras. “A promoção da paz não depende apenas de ações de segurança, mas de investimentos consistentes em educação, inclusão social e fortalecimento democrático”, destacam os pesquisadores responsáveis pelo estudo.
O Índice Global da Paz é uma das mais amplas referências internacionais sobre estabilidade e convivência social. Produzido anualmente, ele permite identificar avanços e retrocessos nos esforços de cada país para garantir ambientes seguros e justos para suas populações.
Para os pesquisadores, o desafio brasileiro está em reverter a trajetória de deterioração observada na última década. “Recuperar posições no ranking global passa pela reconstrução da confiança nas instituições e pelo fortalecimento das políticas de prevenção à violência. O caminho para a paz é resultado de escolhas coletivas e de compromissos duradouros”, conclui o relatório.
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