Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais

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Comunidades Quilombolas é tema de palestra na Unesc

Comunidades Quilombolas é tema de palestra na Unesc
Meio ambiente, território e biodiversidade serão abordados (Foto: Carlos Penteado) Mais imagens

Povos e comunidades tradicionais Quilombolas: meio ambiente, território e biodiversidade” é o tema da palestra da próxima segunda-feira (30/10) na Unesc. O evento ocorre às 19h15 na sala 13 do Bloco S, é gratuito, aberto ao público em geral e vai ter a participação do vice-presidente da Associação Quilombo São Pedro, de Eldorado, São Paulo, Luiz Marcos de França Dias. Graduado em Letras e Pedagogia e professor na Escola Estadual Quilombola Maria Antônia Chules Princesa, o palestrante vai falar sobre realidade dos povos Quilombolas e a sua luta pelo reconhecimento e respeito aos seus direitos, história e cultura.

A palestra é promovida pelo curso de Ciências Biológicas, pelo PPGCA (Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais) e pelo NEAB (Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros, Indígenas e Minorias) da Unesc.

Segundo a professora do PPGCA da Unesc Márcia Cristina Américo, os quilombos e suas formas de existência só foram reconhecidos a partir da Constituição Federal de 1988, e por isso, a reflexão sobre esse movimento histórico, social, político e econômico ainda está em construção. “A compreensão do conceito de comunidades Quilombolas está pautada na história de grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, possuem forma própria de organização social e territorial, utilizam conhecimentos e práticas da agricultura, da pesca, da edificação das casas, modos de vida, crença, entre outras, se autodeclaram e se identificam como descendentes de africanos escravizados e mantêm laços de parentesco, conservam suas tradições culturais, suas histórias e seu código de ética, que são transmitidos oralmente de geração a geração”, explica Márcia.

A professora ainda chama a atenção para o fato de que essas comunidades tradicionais no Brasil têm função importante na conservação dos recursos ambientais necessários não só para eles, mas para toda a população e para a busca dos Quilombolas pelo reconhecimento e legalização de suas terras e para que a sua memória não desapareça. Para Márcia, o debate do assunto no meio acadêmico é importante uma vez que se trata de um ambiente de formação profissional que se preocupa também com a formação de cidadãos conscientes de seu papel na sociedade.

Fonte: Setor de Comunicação Integrada

26 de outubro de 2017 às 20:00
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