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Educação em números: Sul de Santa Catarina registra mais de 238 mil matrículas em 2023, aponta Observatório da Unesc

Publicado em: 02/05/2024 - 13:15

Autor (a): imo@unesc.net

Educação em números: Sul de Santa Catarina registra mais de 238 mil matrículas em 2023, aponta Observatório da Unesc

 

O Observatório de Desenvolvimento Socioeconômico e de Inovação da Unesc divulgou, em 2 de maio de 2024, o Informe 15/2024, com uma análise detalhada sobre o número de matrículas nas redes de ensino do Sul de Santa Catarina. O estudo reúne dados de 2023 do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) e abrange as regiões da AMREC, AMESC e AMUREL, contemplando desde a educação infantil até o ensino de jovens e adultos (EJA).

A pesquisa mostra que a Associação dos Municípios da Região Carbonífera (AMREC) registrou o maior volume de matrículas: 101.429 alunos. Em seguida, vem a Associação dos Municípios da Região de Laguna (AMUREL), com 85.687 registros, e a Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (AMESC), com 50.944 matrículas. Segundo o IBGE (2022), essas regiões têm, respectivamente, 446.745, 381.532 e 222.182 habitantes, o que demonstra correlação direta entre o tamanho populacional e o número de alunos matriculados.

Ao analisar a distribuição por nível de ensino, observa-se que a educação infantil representa 25% das matrículas em todas as regiões, refletindo a importância da base educacional. O ensino fundamental lidera em volume, com mais da metade das matrículas (entre 53% e 55%), enquanto o ensino médio apresenta queda, registrando apenas 15% a 16% dos alunos.

A AMUREL teve 21.778 matrículas na educação infantil e 46.966 no ensino fundamental. Já a AMREC registrou 25.714 alunos na educação infantil e 53.592 no fundamental. Na AMESC, o cenário é semelhante, com 12.830 e 27.408 inscrições, respectivamente. O ensino profissionalizante e o EJA somam percentuais menores, variando entre 2% e 4% das matrículas totais.

O relatório destaca a redução significativa de alunos entre o ensino fundamental e o médio, uma tendência que desperta preocupação em relação à permanência escolar e à transição para etapas mais avançadas da educação. “O levantamento aponta a necessidade de políticas voltadas à continuidade dos estudos e à ampliação do acesso ao ensino médio e profissionalizante”, observa a equipe técnica do Observatório.

O estudo também reforça a importância de análises mais aprofundadas sobre indicadores educacionais regionais, de modo a compreender os fatores que influenciam na evasão e nas desigualdades entre municípios. “Entender a dinâmica educacional é essencial para planejar políticas públicas que fortaleçam a educação básica e garantam oportunidades em todas as fases da vida escolar”, conclui o informe.

O material foi elaborado com apoio da FAPESC e está disponível no portal do Observatório da Unesc.

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