Congresso traz debates sobre educação nos países Ibero-Americanos
O 2º Congresso Ibero-Americano de Humanidades, Ciências e Educação trouxe para a Unesc diversos especialistas, de vários países da América, e até mesmo da Europa. Muitos deles se reuniram na noite de quinta-feira (20/5) em mesas-redondas para debater a educação e suas perspectivas. Eles trazem o conhecimento e a experiência dos modelos educacionais nos países onde residem para serem discutidos com os participantes do evento.
Uma das mesas redondas tinha como tema “Perspectivas de Formação nos Países Ibero-Americanos” e contou com a presença dos doutores Roxana Perazza (Argentina), António Nóvoa (Portugal) e Helena Costa Lopes de Freitas, membro da Anfope (Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação).
Roxana apresentou aos congressistas reflexões sobre o sistema educacional argentino, onde as políticas educacionais deram um salto recentemente. “A Argentina avançou muito com normativas e políticas voltadas à educação nos últimos 10 anos. O país entendeu a educação como um direito e esse é o grande desafio para os governos”, pontua ela, acrescentando que o evento é positivo, no sentido de observar exemplos que deram certo para pensar o futuro da educação nos países ibero-americanos.
Os desafios na educação superior
Já na outra mesa-redonda o tema foi “Os Desafios da Docência no Contexto da Educação Superior Ibero-Americana”, que contou com a presença dos doutores Miguel Ángel Santos Rego (Espanha), Alicia Villagra de Burgos (Argentina) e Carlinda Leite (Portugal). Para a professora portuguesa, o valor atribuído à docência no ensino superior tem de estar intimamente relacionado à investigação.
“Precisamos ir além das lógicas de aula e de estruturas curriculares rígidas. A docência deve se apoiar no envolvimento dos estudantes em procedimentos de investigação, para que realmente haja a transmissão e a geração de conhecimento. O ensino e a investigação devem andar juntos, um completa o outro”, ressalta Carlinda.
Para a coordenadora de extensão da UNA HCE (Unidade Acadêmica de Humanidades, Ciências e Educação da Unesc) e presidente da comissão organizadora do Congresso, Ana Lucia Cardoso, as mesas redondas trazem conhecimentos que são aplicados na educação em outros países e fazem os congressistas refletirem. “Eles podem ouvir o que tem nos outros países que é diferente do Brasil e isso ajuda a problematizar questões que podem melhorar a educação aqui. Precisamos ver o que deu errado lá para não repetir e aproveitar os bons exemplos”, comenta ela.
*Colaboração: Ápice Comunicação
20 de maio de 2016 às 09:42
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