Notícias
Saúde Pública
Publicado em: 26/11/2024 - 08:45
Autor (a): imo@unesc.net
O Observatório de Desenvolvimento Socioeconômico e Inovação da UNESC divulgou o informe sobre neoplasias malignas da próstata na região da AMREC (Associação dos Municípios da Região Carbonífera), abrangendo o período de 2018 a 2023. Os dados foram extraídos do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM/DATASUS) e ajustados pela população masculina estimada pelo IBGE em 2021.
No total, o município de Criciúma apresentou o maior número de óbitos, com 62 casos em seis anos, seguido por Içara (16 casos) e Orleans (9 casos). O município de Treviso não registrou mortes por essa causa no período analisado.
Ao padronizar os dados por população masculina (taxa por 10.000 habitantes), as maiores taxas de mortalidade foram observadas em Siderópolis (11,3) e Balneário Rincão (10,5), mostrando que municípios menores podem apresentar risco relativo elevado, mesmo com menor número absoluto de óbitos.
A faixa etária mais afetada é a dos homens acima de 70 anos, representando 68,1% dos casos, enquanto nenhum óbito foi registrado antes dos 50 anos. Esse padrão confirma que o câncer de próstata é mais prevalente em idades avançadas, como apontam estudos recentes (Chandrasekar, 2023).
O diagnóstico precoce é recomendado para homens com sintomas, como sangue na urina ou obstrução urinária com dor, por meio de exame de toque retal e dosagem do PSA. Caso haja alteração nos exames, a biopsia confirma o diagnóstico. Embora o rastreio em homens assintomáticos não seja indicado pelo Ministério da Saúde, a atenção a sintomas sugestivos é essencial, com prioridade para atendimento na rede de atenção primária.
O informe reforça a importância de monitorar taxas de mortalidade para identificar fatores de risco regionais e orientar políticas públicas de saúde, principalmente no contexto do Novembro Azul, incentivando homens a cuidar da saúde com atenção preventiva.
Voltar para publicações