Coronavírus

Unesc aposta no conhecimento para garantir a segurança no campus e a excelência nas aulas

Unesc aposta no conhecimento para garantir a segurança no campus e a excelência nas aulas
Mais de cem monitores foram capacitados para questões de biossegurança e tecnologia (Fotos: Leonardo Ferreira) Mais imagens

A Unesc segue atuando para proporcionar um retorno seguro e assertivo no segundo semestre de 2020. Nesta quinta-feira (17/9) mais de cem monitores passaram por  capacitação, respeitando a capacidade pandêmica das salas, ministrada por equipes do DDH (Departamento de Desenvolvimento Humano), DTI (Departamento de Tecnologia da Informação), Diretoria de Ensino de Graduação, Assessoria Pedagógica Universitária e Reitoria. “A Universidade tem mobilizado sua expertise em nome da vida. Esta importante ação possibilitará a preservação da saúde das pessoas e a excelência no desenvolvimento das aulas híbridas deste semestre”, evidenciou a reitora, Luciane Bisognin Ceretta.



O momento, conforme o diretor de Ensino de Graduação, Marcelo Feldhaus, faz parte da organização da Universidade para a retomada gradual das atividades práticas, quando as condições sanitárias possibilitarem. A proposta é entregar uma equipe capacitada para auxiliar os professores e as equipes da Instituição. “Como principal premissa, a Universidade tem a valorização da vida como uma de suas centralidades em todo este tempo de afastamento social. Estes monitores estarão distribuídos em todo o campus, cuidando da aferição de temperatura, controlando o acesso aos blocos, mantendo o distanciamento e proporcionando o suporte ao processo de adaptação tecnológica”, explicou. 

Em um ambiente preparado para receber o encontro, a troca de conhecimentos teve teoria e prática, oportunizando o domínio completo dos equipamentos e dos procedimentos de biossegurança. “Os monitores estarão atuando a partir do dia 21. Teremos a presença destas equipes nos três períodos, manhã, tarde e noite. Hoje eles também estão conhecendo o perfil do profissional da Unesc, os métodos e processos de biossegurança e a tecnologia implantada na Instituição”, contou a assessora da Gestão do Campus, Elisangela Machado.

A estudante de Arquitetura e Urbanismo Andressa Flores atua no Setor de Arte e Cultura. Ela foi convidada para desempenhar o papel de monitora e não pensou duas vezes antes de aceitar. “Vivemos um desafio. Acredito que a função desta equipe será de grande importância. Quando recebi a ligação não tive dúvidas em aceitar. Sei da importância deste papel diante do que vivemos”, destacou. 

O DDH foi responsável pelo recrutamento para a função. A coordenadora do setor, Mariléia Maciel, destacou a necessidade de uma busca por pessoas engajadas para contribuir.  “É um novo momento na Universidade. Existe uma grande importância neste processo, que exige engajamento, comprometimento e pró-atividade para um só objetivo”, afirmou. 

Procedimentos para uma retomada segura 

O segundo semestre iniciou em 2 de setembro. Como preparação, a Universidade investiu em equipamentos e treinamentos sobre biossegurança para professores e colaboradores. Para garantir a excelência nas aulas, o modelo híbrido ganhou ainda mais destaque. Neste formato, o professor estará no campus e suas explicações serão transmitidas em tempo real. Os acadêmicos que tiverem interesse em participar das aulas presencialmente poderão fazer participando de um rodízio de quando a matriz de risco permitir, no momento temos autorização apenas para presencialidade em atividades práticas e estágios. Todas as condições ocorrerão de acordo com as condições pandêmicas. 

As aulas transmitidas continuarão sendo gravadas. Para atender da melhor maneira aos estudantes de todos os cursos, a Unesc equipou os espaços formativos com câmera, áudio, vídeo e microfone de lapela (individual para cada professor). Das 250 salas, 145 terão dois equipamentos de data show (para a ampliar a interação do professor com os estudantes que estiverem presencialmente e os que acompanharão de modo remoto pelo Google Meet), quadro adaptado para melhorar a captação pela câmera, iluminação adaptada para melhor qualidade na captação e transmissão das imagens.



Leonardo Ferreira - Agência de Comunicação da Unesc

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

17 de setembro de 2020 às 17:16
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Unesc apresenta modelo inovador e seguro de respirador mecânico para o enfrentamento da Covid-19

Unesc apresenta modelo inovador e seguro de respirador mecânico para o enfrentamento da Covid-19
Protótipo já tem potencial para ser reproduzido e utilizado em hospitais (Fotos: Leonardo Ferreira) Mais imagens

Pesquisadores da Unesc apresentaram, nesta terça-feira (1º/8), o primeiro projeto de respirador mecânico constituído em uma instituição de ensino do Sul catarinense capaz de ser funcional e seguro para ser usado em uma UTI (Unidade de Tratamento Intensivo). Desenvolvido no Iparque (Parque Científico e Tecnológico), por professores do curso de Engenharia Mecânica, o protótipo já tem potencial para ser entregue à sociedade como um modelo a ser reproduzido, e também pode seguir como objeto de pesquisas e aprimoramentos.

A ideia deste projeto nasceu com a chegada da pandemia. A necessidade por este equipamento ganhou proporções únicas, e como resposta a este cenário a reitora da Unesc, Luciane Bisognin Ceretta, buscou soluções na expertise tecnológica e na união das áreas de conhecimento da Universidade.  

Na tarde desta terça-feira, ela acompanhou a primeira demonstração da funcionalidade, e comemorou mais esta conquista.  “O protótipo do respirador é um equipamento resultante do empenho de um grupo de professores do curso de Engenharia Mecânica. Altamente avançado, e com grande sustentabilidade, demonstra as capacidades inovadora, tecnológica e científica de uma Universidade, que mesmo em tempo de forte crise sanitária se reinventa e coloca a ciência a favor da vida nas diferentes áreas do conhecimento. Esse protótipo também demonstra a importância das engenharias, principalmente a relevância de sua aplicação à saúde”, evidenciou Luciane. 

O professor doutor Adriano Bernardim coordena a iniciativa há mais de cinco meses, desde sua implantação, e conta que todas as decisões foram debatidas por um grupo de especialistas formado para entregar um produto com maior assertividade. Entre adequações, importação de peças e busca de parcerias, foi possível concluir o protótipo. “Foram várias reuniões, simulações e outras atividades, até que chegássemos a este modelo apresentado. É um projeto impressionante, principalmente diante de um desafio para a presencialidade”, destacou. 

Projeto inovador e aprovado por profissionais de saúde

Durante os primeiros passos de desenvolvimento, o professor, médico e pesquisador da Unesc, Felipe Dal Pizzol, chamou atenção para a necessidade de um respirador diferente do que já havia sido entregue às instituições de saúde. As ressalvas do profissional levaram a uma alteração do projeto, com o desenvolvimento de novas pesquisas e uma tecnologia pioneira. 



Após o estudo, construção, testes e aprovação, o respirador mecânico da Unesc é diferente dos já entregues por outras instituições de ensino. Conforme o professor doutor Mauro Eduardo Benedet, o profissional de saúde tem controle completo sobre o sistema, que conta com sensores de monitoramento e aquisição de dados para o controle via software. O modelo conta com:

- Reguladores de pressão para a entrada de ar comprimido e oxigênio;

- Controle da entrada de ar comprimido e oxigênio via software;

- Medidores de vazão para o ar comprimido e oxigênio, com leitura via software;

- Pulmão artificial que permite a simulação precisa da realidade em UTIs;

- Válvula de expiração e temporizador via software; 

- Conexões de mangueiras, válvulas de contenção e outros componentes auxiliares.

Segundo o professor doutor Fábio José De Souza, apesar de já ser considerado um modelo capaz de suprir as necessidades do paciente, ainda são esperadas melhorias no componente. Este processo será realizado com o acompanhamento de um profissional da saúde, que poderá  apontar os pontos fortes e fracos do projeto, permitindo a entrega de um produto de excelência. 

O futuro do projeto conta com a contribuição de professores do curso de Design - ênfase em desenvolvimento de produtos da Universidade. Os pesquisadores têm o papel de desenvolver a instalação final do respirador, garantindo a usabilidade e a segurança para seu deslocamento.


Leonardo Ferreira - Agência de Comunicação da Unesc

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

01 de setembro de 2020 às 17:16
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Reitoras de universidades comunitárias dialogam sobre o pós-pandemia

Reitoras de universidades comunitárias dialogam sobre o pós-pandemia
Protagonismo do evento terá Luciane Bisognin Ceretta, da Unesc; Marcia Cristina Sardá Espíndola, da Furb, e Solange Sprandel da Silva, da UnC (Foto: Arquivo Unesc) Mais imagens

Qual o futuro das universidade comunitárias no pós-pandemia? Esta é a pergunta norteará o “Colóquio APEC (Associação de Pesquisadores em Economia Catarinense)”. Evento virtual ocorre na quinta-feira (26/8), a partir das 16 horas, e tem a participação confirmada da reitoras Luciane Bisognin Ceretta, da Unesc; Marcia Cristina Sardá Espíndola, da Furb (Universidade Regional de Blumenau), e Solange Sprandel da Silva, da UnC (Universidade do Contestado).

O tema do encontro será “Educação superior na atual crise: desafios e ações em entidades comunitárias catarinenses”, e a proposta principal é ouvir a realidade de cada instituição, para entender o cenário interno, as dificuldades e perspectivas para o futuro. 

Para Luciane, o diálogo é necessário e pode trazer importantes perspectivas, refletindo em ações positivas para além das universidades. “Em meio a uma crise, a exemplo da pandemia de coronavírus, as instituições comunitárias assumem o protagonismo e lideram ações de enfrentamento à diversidade e suporte à vida.  Por isso precisam estar cada vez mais fortes. Nos últimos meses, a Unesc foi responsável por mais de 20 projetos de apoio à comunidade, e iniciativas como o Plano de Desenvolvimento Regional da Amrec (Associação dos Municípios da Região Carbonífera), identificando potencialidades e pontos de atenção para a retomada social e econômica”, evidencia.

Conforme Dimas de Oliveira Estevam, integrante da Associação e coordenador do PPGDS (Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Socioeconômico) da Unesc, a iniciativa busca ouvir entidades catarinenses dos mais diversos segmentos. “A APEC está realizando colóquios sobre os efeitos da crise em Santa Catarina. Desta vez, devido a importância destas instituições, o protagonismo será das universidade comunitárias, fomentando um debate que possa levar a iniciativas que auxiliem diante deste desafio”, explica.

O link para participação já está disponível. O evento será transmitido no canal de YouTube da APEC. Clique aqui.

Leonardo Ferreira - Agência de Comunicação da Unesc

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

26 de agosto de 2020 às 14:28
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Pandemia acelera crescimento da área profissional de Psicologia

Pandemia acelera crescimento da área profissional de Psicologia
Profissão já estava em evidência e foi potencializada nos últimos meses Mais imagens

O bem-estar, consigo e com o próximo, é um sentimento cada vez mais valorizado e buscado. Estar bem, e assim permanecer, traz compensações em aspectos pontuais da vida, como no trabalho, na faculdade, em casa ou com os amigos. São por estes aspectos, acelerados pela rotina cada vez mais intensa, e multiplicados na pandemia, que a área da Psicologia vem em constante crescimento nos últimos anos. 

De acordo com a plataforma Vittude, uma das maiores redes on-line ligadas à Psicologia, 86% dos brasileiros lidam com algum problema de saúde mental. Porém, fazer terapia, há muito tempo, não é mais exclusivamente ligada às necessidades ou preconceitos, gerando uma expressiva procura pelo profissional. “Atualmente, não só em questões clínicas, mas empresas e organização estão cada vez mais interessados no ser humano, em quanto ele está bem. A inteligência emocional, habilidades sociais e empatia são outros pontos que também estão em evidência”, afirma a coordenadora do curso de Psicologia da Unesc, Karin Martins Gomes.

A necessidade deste profissional, já em constante evidência, ganhou ainda mais destaque com a chegada da pandemia. Conforme Karin, fatores como o isolamento social, a instabilidade na sociedade e o medo constante reafirmaram a necessidade de uma atenção especial à saúde da mente. “A pandemia criou um nicho de mercado que é fundamental para o psicólogo. Ter que lidar com a imprevisibilidade é um fator já presente na vida de todos, nos impedindo de pensar projetos pessoais para médio e longo prazo. Fisiologicamente o ser humano não está preparado para isso, para lidar com incertezas e isso pode ter como consequência o estresse, tristeza, depressão e outros fatores que se somam à necessidade do profissional com conhecimento especializado sobre relações humanas, pensamentos e sentimentos”, explica. 

Crescimento da área traz novos requisitos à formação 

Humanidade, empatia, capacidade de entendimento e de reinvenção. Diante da expansão da área, o fator excelência se faz presente como pré-requisito da formação. E assim está sendo no curso de Psicologia da Unesc, que ressignificou sua grade curricular para propor uma experiência acadêmica que soma o contemporâneo e o clássico. “É uma nova abordagem que desenvolve competências necessárias ao profissional, com um olhar mais completo à saúde coletiva”, evidencia a coordenadora. 

Nesta nova abordagem, os estudantes também têm contato com a inserção comunitária logo na primeira fase, com a oportunidade de participação em projetos de extensão, de pesquisa e de atividades extracurriculares que se somam ao currículo de forma determinante. Também em destaque, o aluno tem a oportunidade de direcionar parte da formação para a área profissional de maior interesse, por meio de uma nova estrutura de estágio. “São aspectos que reafirmam a qualidade da graduação na Unesc, que é acompanhada por uma taxa de 90% na empregabilidade dos egressos”, destaca Karin.

Toda esta nova abordagem da profissão é desenvolvida em uma das poucas Universidades com nota máxima na avaliação do MEC (Ministério da Educação). O curso de Psicologia da Unesc é construído por docentes doutores, mestres e especialistas, tanto no ciclo de formação básica quanto no profissionalizante. 

Para viver a experiência de cursar Psicologia na Unesc, as matrículas para o segundo semestre já estão abertas, por meio do Ingresso sem vestibular e podem ser feitas por meio de contato com o Setor Comercial, no WhatsApp (48) 9 99150433 ou telefone (48) 3431-2500.

Leonardo Ferreira - Agência de Comunicação da Unesc

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

17 de agosto de 2020 às 18:32
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“É muito difícil emitir uma opinião sobre algo que não temos dados liberados para avaliar”, diz pesquisador da Unesc sobre vacina Russa

“É muito difícil emitir uma opinião sobre algo que não temos dados liberados para avaliar”, diz pesquisador da Unesc sobre vacina Russa
Detalhes técnicos do produto desenvolvido no país não foram liberados à comunidade científica (Foto: Divulgação) Mais imagens

Logo após o anúncio de que uma vacina contra a Covid-19 desenvolvida na Rússia recebeu aprovação para ser testada em humanos, nesta semana, a notícia passou a ser o principal assunto nas rodas de conversa, seja pela esperança criada ou pelas dúvidas que giram em torno da novidade. Isso porque, ao contrário dos procedimentos padrões estabelecidos pela comunidade acadêmica mundial, os estudos em torno da vacina não foram publicados e não são de acesso de pesquisadores de outros países.

O assunto, conforme o professor e pesquisador da Unesc, Felipe Dal Pizzol, é de difícil avaliação, justamente pela falta de dados técnicos liberados para avaliação da comunidade científica. “Essa falta de informações não é usual. Além disso, existe a questão de que a Rússia iniciou uma grande quantidade de casos depois da China e Europa, então ele está com um estudo avançado demais tendo começado casos a menos tempo. Isso também é estranho”, comenta.

De acordo com Dal Pizzol, a China e os demais países que tiveram o início da pandemia mais cedo ainda estão desenvolvendo a vacina, o que já demonstra um avanço exagerado diante de algo que necessita de determinado período de avaliações. “Claramente eles têm tecnologia para isso, tem expertise, e até poderiam ter já pré-desenhado algumas vacinas esperando ter a população afetada e, assim, ter iniciado o teste logo que começou a pandemia, mas é difícil acreditar que eles possam estar mais avançados que a vacina chinesa, que a de Oxford ou a americana”, declara.

A realidade, conforme o professor, é de que possivelmente a Rússia tenha, de fato, uma promissora vacina sendo testada, mas a ideia de estar “quase pronta” de logo poder ser feita na população pode ser confusa. “Até podem estar fazendo a Fase 2 e começando a Fase 3 ao mesmo tempo, mas essa fase demora um tempo e a nós precisamos desse período para saber não só a efetividade, mas também a segurança do produto. Seria bom que eles liberassem esses dados para podermos ter uma ideia mais correta do que está acontecendo”, finaliza.

Reconhecimento internacional

Felipe Dal Pizzol participa de pesquisas internacionais acerca da Covid-19 desde o início da pandemia. O pesquisador é um dos dez profissionais brasileiros escolhidos para a elaboração do documento “Diretrizes para Diagnóstico e Tratamento da Covid-19”, do Ministério da Saúde.

Na Universidade, Dal Pizol ainda coordena o PPGCS (Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde), um dos poucos programas nota 6 (de um máximo de 7) pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).

Mayara Cardoso - Agência de Comunicação da Unesc

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

14 de agosto de 2020 às 09:51
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