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Oficinas e Minicursos

As inscrições em oficinas e minicursos poderão ser feitas do dia 05 de abril até o dia 06 de maio de 2018. O congressista pode fazer a inscrição através da Área do Inscrito:

23 de maio – Das 8h30min às 12h30min

Título: A Educação Patrimonial como caminho para a transdisciplinaridade
Ministrantes: Almir Félix Batista de Oliveira
Duração: 4h
Vagas: 30
Local: Bloco N, sala 01
Ementa:
A presente de minicurso ora apresentada tem por objetivo analisar e discutir teórica e metodologicamente a Educação Patrimonial como caminho para a transdisciplinaridade. Entendendo que a transdisciplinaridade constitui-se em uma abordagem que procura discutir e trabalhar com a unidade do conhecimento, para se conseguir uma efetiva relação de ensino-aprendizagem de qualidade para a compreensão da complexidade do mundo real e certo de que a Educação Patrimonial possibilita trabalharmos, através do patrimônio cultural, juntando os conhecimentos produzidos em todos os componentes curriculares, seja no ensino fundamental, seja no ensino médio, para efetivação do aprendizado, esperamos a partir dessa analise estarmos contribuindo para essa prática, cientes de que “os humanos, necessariamente, mobilizam informações em suas práticas de agir, pensar e sentir, visando à proposição de futuros, como também da constatação de que o conhecimento histórico permeia todos os espaços de vivência”. Essa metodologia, para além do uso nos setores educativos dos museus, passou a ser usada em outros locais, incluindo-se aí as salas de aula nos diversos níveis de ensino, passou a ser comum a aplicação da mesma com o intuito de reconhecimento do patrimônio, como também da possibilidade dela poder vir a florescer e fortalecer um sentimento de pertencimento e de identidade nos membros participantes das comunidades.
Código: MC 01

Título: Ambiência racial para a diversidade como possibilidade de implementação das leis 10639/03 e 11645/08
Ministrantes: Carolina Chagas Schneider e Cristiane Silveira dos Santos
Duração: 4h
Vagas: 30
Local: Bloco N, sala 02
Ementa:
Acreditamos que a escola brasileira reproduz um currículo eurocêntrico dando pouco destaque às contribuições de outras culturas ao processo de formação nacional. A forma estereotipada como a escola retrata tanto a população negra quanto a indígena contribui circunscrever o negro e o índio a uma posição de inferioridade. Foi visando romper com essa postura pedagógica perversa, que o Brasil implementou a Lei nº10639/03, que torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana, em todas os níveis de ensino e posteriormente a Lei nº11.6459/08, que amplia a anterior inserindo a obrigatoriedade inerentes aos povos indígenas. Nesse sentido, buscando implementar essas leis no contexto escolar, o coletivo de professoras Canjerê vem atuando em sala-de- aula (da educação básica), produzindo e refletindo práticas antirracistas e no âmbito da formação de professores, buscando sensibilizá-los para a necessidade de construirmos práticas pedagógicas pautadas numa perspectiva de educação antirracista. Nessa visão, o conceito de ambiência racial para diversidade assume grande importância, apontando para uma linha de atuação que visa dar visibilidade a população negra e indígena em todos os momentos do ano e de forma positiva, superando a ideia destes estereótipos. Neste minicurso nos propomos a explorar os conceitos-chaves acima descritos através de mostra de atividades pedagógicas já desenvolvidas e de vivências que serão realizadas com o público presente.
Código: MC 02

Título: Análise Textual Discursiva: pressupostos teóricos e possibilidades de uso
Ministrantes: Valderez Marina do Rosário Lima e Isabel Cristina dos Santos Martins
Duração: 2h
Vagas: 30
Local: Bloco N, sala 03
Ementa:
O processo de emprego do método de Análise Textual Discursiva (ATD), proposto por Moraes e Galiazzi (2011), contribui à realização qualificada da análise de dados qualitativos. A qualificação dessa análise depende do prévio conhecimento do método e do desenvolvimento cuidadoso de suas fases, para não confundi-lo com outros métodos de análise qualitativa. Contudo, a escassez de trabalhos acadêmicos que apresentem o detalhamento das fases que foram realizadas na aplicação do método, impossibilita que outros pesquisadores, iniciantes no seu uso, compreendam, minimamente, o desenvolvimento prático do método, desde a fase preparatória para coleta dos dados até a comunicação dos resultados. O objetivo deste Minicurso é apresentar o método em suas fases de aplicação, promovendo a compreensão do processo de construção e a troca de experiências. Principais tópicos que serão abordados: 1. Introdução ao método; 2. Fonte de dados (corpus); 3. Desconstrução; 4. Unitarização; 5. Categorização e 6. Metatexto. A metodologia contemplará aula expositiva-dialogada, uso de PowerPoint e de quadro branco (se houver), para apresentação das fases do método a partir do emprego de dados exemplificativos, extraídos de pesquisas. Público máximo de 30 participantes, com duração de 2h.
Código: MC 03

Título: Carto(grafias) de si entre si: ateliê de invenções escritas
Ministrante: Jonathan Taveira Braga e Rafael Caetano do Nascimento
Duração: 4h
Vagas: 30
Local: Bloco N, sala 04
Ementa:
Como um convite à experimentação, o minicurso é um espaço de invenção e partilha, cujos objetivos consistem em: (a) construir um ambiente que proporcione encontros de si e entre si para pensar o lugar da escrita nos processos de invenção/subjetivação e alteridade; (b) provocar e compartilhar leituras a partir de certos dispositivos (imagens, sons e textos) que acionem a produção de escritas e sentidos; (c) refletir sobre a prática cartográfica enquanto perspectiva metodológica para a produção de narrativas de si e do outro (ROLNIK, 2007). O minicurso divide-se em dois atos, sendo o primeiro um momento de encontro consigo mesmo e um convite à escrita: “Aqui, hoje: imagens, sons... O que te passa?”. O segundo é destinado às trocas de escritas, leituras, impressões e de novas produções coletivas. Partindo das reflexões de Jorge Larrosa (1994) sobre as relações entre formação, narração e experiência de si, e Michel Foucault (1992) sobre a escrita como uma técnica de constituição de si, o minicurso se movimenta no exercício das seguintes proposições: o que pode um acontecimento na invenção de si? O que pode a escrita enquanto partilha entre si? Na experimentação e atenção consigo como um dos trabalhos do minicurso, podemos nos atentar aos processos que constroem seus sentidos enquanto este se faz, sem dar ou pretender de antemão o lugar de chegada. Processos estéticos, éticos e políticos que se constroem, se perdem, se reconstroem nos limiares do acontecimento.
Código: MC 04

Título: Criando mapas de discussão online com o LiteMap
Ministrante: Luziana Quadros da Rosa
Duração: 4h
Vagas: 24
Local: Bloco XXIC, sala 20
Ementa:
O ensino, na atualidade, exige que educadores proponham metodologias efetivas em prol da aprendizagem, envolvendo ativamente os estudantes. O uso das TIC – Tecnologias da Informação e Comunicação possibilitam processos inovadores na educação. Assim, para aproveitar algumas das vantagens das tecnologias educacionais é que apresentamos o recurso LiteMap como um ambiente no qual podem ser desenvolvidos mapas de discussão online. A proposta deste minicurso é apresentar o LiteMap como uma ferramenta para mapear visualmente, em forma de gráficos de redes, as discussões de uma comunidade. Dessa forma, o participante atua diretamente na discussão, gerenciando ideias e criando conexões das informações construídas nos mapas. O LiteMap foi desenvolvido pelas pesquisadoras Anna De Liddo e Michelle Bachler, no KMi - Knowledge Media Institute, em The Open University (UK). Projetos europeus como o ENGAGE utilizam amplamente os recursos do LiteMap devido as potencialidades de sua análise global que propõe debate, interação e coaprendizagem. Este minicurso contemplará ainda a fala do Prof. Dr. Márcio Vieira de Souza, do PPGEGC UFSC, especialista no tema de análise de redes  sociais, que abordará a importância da funcionalidade da apresentação do recurso “Rede Social” que aparece no LiteMap.
Código: MC 05

Título: "Deixem movimentar os corpos: o movimento livre dos bebês e o papel dos educadores no contexto de creche"
Ministrantes: Andréa Costa Garcia
Duração: 4h
Vagas: 30
Local: Bloco N, sala 05
Ementa:
Partindo da análise do ambiente educativo e o uso pelos educadores, no cotidiano da creche, de equipamentos e materiais como: berços, cercados, cadeirões, bebê- conforto, rolos de apoio..., o minicurso propõe construir alternativas e problematizar os educadores quanto às escolhas pedagógicas, a partir de uma perspectiva pedagógica participativa, na análise do movimento livre e o papel do educador diante das necessidades de desenvolvimento dos bebês, no contexto institucional da creche. Como referências teóricas serão abordadas as pedagogias participativas (Pedagogia-em- Participação, Proposta de Elinor Goldschmied e a Abordagem Pikler). Dentre os tópicos principais a serem abordados destacam-se: as pedagogias participativas e necessidades formativas dos bebês, especificidades da docência com bebês, o ambiente educativo do berçário. Como metodologias dialógicas serão realizados estudos de caso, análise de cenas e materiais, acompanhadas de exposições dialogadas.
Código: MC 06

Título: Democracia e jornalismo: reflexões sobre os processos de desinformação
Ministrantes: Criselli Maria Montipó Jorge Kanehide Ijuim Cândida de Oliveira
Duração: 4h
Vagas: 30
Local: Bloco N, sala 06
Ementa:
A partir da ideia de que a democratização e a difusão de informações de qualidade são fundamentais para a vitalidade democrática e ao exercício da cidadania, o minicurso busca estimular a formação crítica para a identificação de notícias falsas que circulam nas mídias tradicionais e emergentes, como forma de potencializar o acesso e a produção de conhecimento. A manipulação de informações é uma prática antiga e pode causar danos irreversíveis à vida social. No contexto atual, o assunto ganha novos contornos com as transformações geradas pela internet nos processos de comunicação/jornalismo e exige debate aprofundado sobre a tensão permanente de interesses políticos e econômicos, vinculados a grupos e indivíduos que participam dos processos de produção, circulação e consumo da informação que, cobertos pelo fetichismo da tecnologia, apoiam a desinformação/disseminação de falsas informações. O minicurso pretende abordar como temas: 1) a relação entre jornalismo, democracia e cidadania; 2) a contextualização histórica sobre a disseminação de notícias falsas a partir de experiências internacionais e brasileiras; 3) a circulação de notícias na internet e a hiperinformação; 4) os prejuízos individuais e coletivos causados por processos de desinformação; 5) o debate atual sobre regulação de mídia; 6) a circulação, o consumo de informações em redes sociais e o fact checking. A metodologia adotada prevê exposição, exibição de cenas de filmes, debate e exercícios práticos.
Código: MC 07

Título: Educação para a Paz como expressão do movimento da Educação para a Cidadania Global.
Ministrantes: Virgínia Ostroski Salles, Nei Alberto Salles Filho e Thais Cristina dos Santos
Duração: 4h
Vagas: 30
Local: Bloco N, sala 07
Ementa:
A Cultura de Paz e a Educação para a Paz tem são discutidas, com mais densidade, pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Organização das Nações unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), a partir da Década da Cultura de Paz (2001-2010). Este movimento da UNESCO objetivou promover conceitos e ações de não-violência, diálogo, tolerância, cooperação e outros que contribuíssem para a construção da Cultura de Paz. Ao mesmo tempo em que este movimento ganhou visibilidade, igualmente desvelou grandes e graves problemas da humanidade para construir uma cultura de não-violência. Além das guerras e conflitos entre países, a pobreza e a miséria, além dos problemas relacionados ao meio ambiente são entraves à construção de uma perspectiva de paz. Neste contexto, a UNESCO lança em 2015 o Programa "Educação para a cidadania global (ECG): preparando alunos para os desafios do século XXI", como tentativa de tratar destes temas necessários para o desenvolvimento humano. Fazendo interface à ECG, a ONU lança no mesmo ano a "2030 para o desenvolvimento sustentável", que estabelece 17 metas para melhoria da vida e do planeta. Considerando este contexto, o mini-curso vai dialogar sobre estes temas, tomando como base o conceito de Educação para a Paz como expressão crítica, porém sensível e humanizadora. A proposta integrará teoria e atividades vivenciais baseada em cinco pedagogias: valores humanos, direitos humanos, conflitologia, ecoformação e vivênciais/convivências.
Código: MC 08

Título: História fora da sala de aula: ensino e divulgação da história em espaços não-formais
Ministrantes: Cristina Meneguello
Duração: 4h
Vagas: 30
Local: Bloco N, sala 08
Ementa:
A proposta desse minicurso é convidar a uma reflexão sobre as possibilidades do saber histórico para além do espaço tradicional da sala de aula, em suas conexões com o ensino e com a sociedade de forma geral. Assim, propõe uma reflexão que inclua a comunicação pública do conhecimento histórico (divulgação científica), as possibilidades da história digital e os limites da história pública. Desse modo, avalia as relações entre história e memória e a percepção da história para além do espaço escolar, com as diferentes formas de representação e usos do passado no espaço público, o que inclui as questões associadas ao patrimônio (arquitetônico, histórico, urbano, imaterial), o turismo de caráter histórico, museus exposições, monumentos, entre outros. Ainda, a dimensão do ensino e da aprendizagem está presente, em especial com estudos de caso de propostas tais como Olimpíadas Científicas Escolares, cursos de Ensino à Distância, sites e blogs, revistas de grande circulação (papel ou digital) e atividades de aprendizagem específicas.
Código: MC 12

Título: O lúdico e o letramento midiático: o Game Comenius na formação de professores para o uso das mídias na educação

Ministrantes: Ana Cristina Nunes Gomes Müller e Dulce Márcia Cruz
Duração: 4h
Vagas: 24
Local: Bloco XXI-C, sala 21
Ementa:
Discutir a importância de planejar uma aula com o uso das mídias é um desafio para a educação na contemporaneidade. Diante disso, a importância de conhecer as principais características dos jogos digitais como de outras mídias e saber como incluí-los em sala de aula. Na oficina pretende-se refletir sobre os conceitos de letramentos digitais, mídia-educação, planejamento e didática para compreender essas questões. Exemplos e ideias sobre como planejar uma aula com jogos digitais serão mostrados. Por fim, avaliar de que forma a oficina ajudou nas questões do uso das mídias em sala de aula. Metodologia: Proporcionar atividades práticas e reflexão sobre o uso de jogos digitais no processo de ensino e aprendizagem, tanto para professores quanto para alunos. A dinâmica da oficina é propor uma reflexão em que a experiência e conhecimento dos participantes sobre o uso dos games no processo de ensino e aprendizagem sejam debatidos.
Principais tópicos do curso:
- Contextualização dos jogos digitais;
- (Re)Planejamento docente com o uso das mídias;
- Game Comenius;
- Reflexão crítica sobre a utilização dos jogos digitais na educação por meio do Game Comenius.
Código: MC 18

Título: (Re)pensando a temática latino-americana na Educação Básica: uma proposta de inovação curricular a partir de uma perspectiva decolonial.
Ministrantes: Edson Antoni e Evelin Cunha Biondo
Duração: 4h
Vagas: 30
Local: Bloco O, sala 02
Ementa:
O Ensino de História é um campo de pesquisa bastante profícuo. Acreditamos, contudo, que ainda persiste uma importante lacuna no que se refere à História Latino-americana. Lacuna esta que, de alguma forma, contribui com o processo de marginalização das temáticas latino-americanas, principalmente quando nos referimos à Educação Básica. O caráter marginal ao qual nos referimos pode ser representado, por exemplo, pela pouca presença dos conteúdos de história latino-americana nos livros didáticos. É possível também perceber que grande parte dos conteúdos encontram-se submetidos à uma narrativa essencialmente eurocentrada. Buscando superar os limites apresentados, foi implementado em 2015, no Colégio de Aplicação da UFRGS, o componente curricular de Estudos Latino-americanos. Com um caráter transdisciplinar, o referido componente analisa diferentes aspectos do contexto latino-americano. Dividiremos este minicurso em duas etapas, quais sejam: uma primeira na qual analisaremos as diferentes representações acerca da história latino-americana; e em um segundo momento, com base em uma perspectiva decolonial, analisaremos, em conjunto com os participantes do minicurso, alguns dos materiais didáticos desenvolvidos e utilizados no componente curricular de Estudos Latino-americanos.
Código: MC 22

24 de maio – Das 8h30min às 12h30min

Título: Educação Sexual Emancipatória e Formação de Professores: princípios e orientações para uma educação promotora do pensamento crítico
Ministrantes: Yalin Brizola Yared
Duração: 4h
Vagas: 30
Local: Bloco N, sala 01
Ementa:
Em tempos de retrocessos sociais, políticos e de projetos de lei como o “Escola Sem Partido” – que implicam em consequências diretas aos Direitos Humanos e à sexualidade – o mini curso objetiva estabelecer um espaço intencional de reflexão crítica sobre processos de educação sexual vividos na formação inicial e continuada de professores/as, com vistas ao enfrentamento à toda e qualquer forma de discriminação, preconceitos e violências, na busca de uma sociedade mais justa, democrática, inclusiva e com qualidade de vida para todo/as os/as cidadãos. Proposta também representa a criação de espaço de diálogo e democratização de conhecimento elaborado a partir de pesquisa de doutoramento e estágio sanduíche em
Portugal. Uma primeira versão, mais extensa, foi ofertada na forma de ‘curso de extensão’ aos acadêmicos de Licenciatura em Ciências Biológicas da Unisul, em 2017/02. Processo metodológico está pautado em John Dewey (educação problematizadora), Paulo Freire (educação dialógica e diálogo), Rui Vieira (promoção do pensamento crítico) e na importância de metodologias ativas no processo de ensino-aprendizagem para sensibilização de sujeitos. Principais tópicos abordados compreendem reflexões sobre: vertentes pedagógicas de educação sexual; diversidade sexual e de gênero; Declaração dos Direitos Sexuais e Reprodutivos; Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s); o pensamento crítico como potencializador de processos de educação sexual numa perspectiva emancipatória.
Código: MC 09

Título: Estratégias de leitura: leitor, texto e construção de sentido
Ministrantes: Angela Cristina Di Palma Back, Talita Duarte de Jesus e Claudia Milanez Sachet
Duração: 4h
Vagas: 30
Local: Bloco N, sala 02
Ementa:
A leitura pode ser considerada um dos maiores suportes de acesso ao conhecimento e à comunicação em nossa sociedade grafocêntrica, sendo que, de tarefas pequenas do cotidiano às atividades que exigem o exercício de cidadania plena (VIANA,
RIBEIRO, BAPTISTA, 2014), faz-se presente. Enquanto processo cognitivo, a prática leitora demanda engajamento das memórias, bem como controle metacognitivo para a construção de significado. Esse controle, todavia, não é inerente ao sujeito, ou seja, precisa ser ensinado (KLEIMAN, 2002). Quando a construção de significado é interrompida por falhas no processo de leitura, o sujeito pode se limitar ao acesso ao código e informações isoladas, em detrimento da compreensão global do conteúdo do texto, o que impossibilita a reflexão desejada (KLEIMAN, 2008). O ensino para a utilização de estratégias de leitura potencializa o ato de ler, sendo que é capaz de fazer com que o aluno ultrapasse as dificuldades pessoais a fim de obter um bom sucesso na compreensão da leitura. Logo, o docente exerce um importante papel, pois, além de propiciar o aprendizado da leitura, deve ensinar explicitamente a compreender o texto. Dessa forma, a presente oficina, por meio de uma metodologia dialógica, direciona-se a acadêmicos e docentes que buscam aperfeiçoar o processo de interação com o conhecimento por meio do texto escrito, oportunizando o acesso às estratégias de leitura com vistas a contribuir para a formação de leitores autônomos.
Código: MC 10

Título: Gestão Escolar e Cultura Docente: democratização do conhecimento sobre o mercado editorial do livro didático
Ministrante: Rita Schane Roberta Ravaglio Gagno e Andréa Garcia Furtado
Duração: 4h
Vagas: 30
Local: Bloco N, sala 03
Ementa:
Este minicurso tem como objetivo principal refletir sobre a construção da cultura profissional docente em um ambiente de gestão escolar democrática, a compreensão do mercado editorial e sua interferência nessa construção e na própria gestão. Concebe-se a educação enquanto um fenômeno histórico condicionado pelos acontecimentos que a circundam. É nos espaços e momentos históricos, sociais, culturais e econômicos que o ser humano está sujeito às regras sociais, a concepção de mundo é formada e a construção de valores se dá. Esse é um movimento contínuo, ininterrupto, porém que não se dá de forma linear e nem da mesma maneira para todos. Não é possível discutir a cultura docente sem transitar pelos conceitos que constituem essa relação. Faz-se necessário identificar em que contexto esse profissional da educação está inserido, quais as relações de poder que permeia a sua atuação e de que forma se relaciona com elas. Destaca-se ainda, que a educação é um
desdobramento da política e que seu conceito, na sociedade capitalista, caracteriza-se como um processo pelo qual o indivíduo adapta-se às exigências e necessidades do modo de produção capitalista e é treinado para desempenhar as funções em uma hierarquia que divide os dirigentes dos dirigidos. A metodologia de trabalho é a explanação teórica do tema, discussão em grupos acerca dos principais conceitos discutidos e fechamento dessas por meio da conclusão de cada grupo relacionada aos aspectos teóricos em questão.
Código: MC 11

Título: Iniciativas de divulgação cientifica no começo do século XX
Ministrantes: Thaís de Melo
Duração: 4h
Vagas: 30
Local: Bloco N, sala 04
Ementa:
O curso pretende apresentar e problematizar iniciativas que promoveram a difusão de temas científicos,econômicos e culturais entre os séculos XIX e XX.Podemos destacar as Conferências da Glória,que ocorreram entre 1870 e 1890 funcionando como espaço de circulação de ideias e conhecimentos científicos,literário e educacionais.As palestras também circularam de forma impressa,reunidas em publicações chamadas de Conferencias Populares.Na esteira do interesse pelo incentivo ao conhecimento o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro(IHBG)também promoveu um ciclo de palestras,no início dos anos 1910.As Conferências Abertas,voltadas para o público externo ao Instituto,foram impulsionados pelas discussões de Alberto Torres acerca do papel cultural e social da instituição.Este cenário antecedeu as movimentações de criação da Academia de Altos estudos do IHGB e fomentou vários debates,dentro e fora do Instituto,sobre questões de ensino e políticas educacionais no país.Tais movimentos configuram a cena cultural e cientifica entre os séculos XIX e XX,com as criações de Academias e instituições de ensino,expressando a efervescência cientifica e cultural do período.Nesse sentido,propomos no minicurso observar a relação desses movimentos de divulgação e institucionalização dos conhecimentos cientificas com os debates,e processo de construção de círculos acadêmicos e intelectuais nesse período. Metodologia: Apresentações expositivas e projeção de imagens,documentos e quadros para análises.
Código: MC 13

Título: Juventudes, Territorialidades e Direitos Humanos na Era da Globalização
Ministrante: Ana Patrícia Barbosa Giovane Antônio Scherer
Duração: 4h
Vagas: 30
Local: Bloco N, sala 05
Ementa:
A presente oficina procura analisar o contexto contemporâneo para as juventudes na realidade brasileira, buscando problematizar a base conceitual de “juventudes” e apontando para o processo histórico de conquistas de direitos desse segmento social no Brasil, ao analisar a atual Política Nacional de Juventude. Com base em estudos etnográficos das experiências dos jovens que vivem nas camadas mais pobres da população brasileira, contextualiza-se como vem se constituindo a realidade das juventudes no Brasil e os principais desafios para a materialização de direitos humanos para esse segmento social. Nesse debate, serão realizadas reflexões, com bases em autores das Ciências Sociais, sobre as formas de vida social dos jovens nos espaços urbanos das grandes cidades, frente às condições estruturais de pobreza e segregação social em que vivem, marcados pela precarização de políticas públicas e por uma intensa violência estrutural. Analisa-se o contexto da criminalidade e da mortalidade juvenil em tais territórios e a perspectiva da descartabilidade na vida humana, no qual são encobertos por concepções ideológicas conservadoras que estigmatizam determinados segmentos como sujeitos catalizadores da violência. Desta forma, os conceitos de juventudes, territorialidades e direitos humanos serão articulados por meio de aulas expositivas dialogadas e dinâmicas em grupos, possibilitando a ativa participação dos inscritos nos debates.
Código: MC 14

Título: Mediações étnicas, conhecimentos e violências
Ministrantes: Amarildo Luiz Trevisan, Geraldo Antonio da Rosa e Christian Muleka Mwewa
Duração: 4h
Vagas: 30
Local: Bloco N, sala 06
Ementa:
A sociedade brasileira é constituída por diferentes grupos étnicos que a caracterizam, em termos culturais, como uma das mais ricas do mundo. Entretanto, a história dos sujeitos pertencentes a alguns desses grupos, negros e indígenas, por exemplo, é marcada por violências, desigualdades, preconceitos e discriminações que impedem, em certa medida, o acesso aos bens culturais produzidos pela sociedade como um todo. A escola torna-se local privilegiado onde se explicitam os critérios residuais da macro-sociedade que qualificam e desqualificam os sujeitos por meio de dispositivos sociais (gênero, poder aquisitivo, faixa etária, pertencimento étnico etc.) e culturais (desempenho linguístico, viagens a outros países, acesso à Arte etc.). Esse procedimento de qualificação e desqualificação é potencializado quando se agrega o critério étnico. EMENTA: Abordagem, tratamento e intervenção na temática da diversidade étnica na Educação (Igualdades. Diferenças. Identidades); LEI 9493/96 LDB/96; práticas pedagógicas. Ao final os participantes, em grupos, devem realizar um relato testemunho sobre algum caso de preconceito/discriminação (violência) do seu conhecimento para análise à luz das referências estudadas.
Código: MC 15

Título: Museu de Zoologia Prof.ª Morgana Cirimbelli Gaidzinski da Unesc como Espaço de Produção e Difusão do Conhecimento
Ministrantes: Rodrigo Ribeiro de Freitas, Morgana Cirimbelli Gaidzinki e Silvia Damiani Simões
Duração: 4h
Vagas: 30
Local: Museu de Zoologia Prof.ª Morgana Cirimbelli Gaidzinski
Ementa:
O Museu de Zoologia Prof.ª Morgana Cirimbelli Gaidzinski da Unesc, ao longo de seus dezesseis anos de atividades vem contribuindo de forma significativa com a vida cultural da comunidade sul catarinense, posicionando-se na sociedade como um local de transformação social e cultural, promovendo e se responsabilizando pela democratização como espaço envolvido com criação, comunicação e produção de conhecimentos. Com o objetivo de promover reflexões e o fortalecimento da importância da produção e democratização do conhecimento, o Museu propõe a apresentação de seus Relatos de Experiência: O Museu como espaço de Produção e Difusão do Conhecimento. O minicurso será realizado nos espaços expositivos do Museu durante o período matutino, com carga horária de 4h. Serão realizadas visitas técnicas no Museu, apresentação dos programas educativos e oficinas em que os alunos e professores participantes poderão vivenciar as atividades lúdico- educativas desenvolvidas pelo Museu a toda comunidade escolar da região sul do estado.
Código: MC 16

Título: “Nosso norte é o sul”. Uma aproximação às epistemologias do sul
Ministrantes: Fredy Gabriel Tolosa Chacón
Duração: 4h
Vagas: 30
Local: Bloco N, sala 07
Ementa:
Neste curso estudaremos parte das chamadas Sociologias do Sul, nas versões de Orlando Fals Borda, Silvia Rivera Cusicanqui e Boaventura de S. Santos, cujos trabalhos constituem alternativas ao eurocentrismo vigente nas Ciências Sociais e promovem uma renovação nas formas de ser/fazer ciência nos nossos países. Desde há lustros é comum a noção de crise nas Ciências Sociais. Para autores metropolitanos, como Beck e Elster, as Ciências Sociais estão num momento sombrio, incapazes de explicar as mudanças posteriores à apoteose neoliberal. Aliás, a produção dos cientistas sociais tem incrementado, quanto também a participação em diversos cenários sociais. A situação pode se apresentar como paradoxal porque teríamos um maior envolvimento social ao tempo que nossas disciplinas estariam na beira do colapso. Desde o Sul global vem-se constituindo paradigmas outros de fazer Ciências Sociais, como consequência de genealogias societais diferentes, onde o híbrido, o misturado e o co-presente têm um estatuto diferente, contrastando com os purismos fundantes das epistemologias euro-norteamericana. Várias destas formas de ciências sociais do Sul questionam a ideia costumeira da crise, propondo que a crise está no paradigma europeu de fazer ciência e não nas ciências como prática humana geral.
Código: MC 17

Título: O samba como resistência cultural e luta política
Ministrantes: Renan Dias Oliveira
Duração: 4h
Vagas: 30
Local: Bloco N, sala 08
Ementa:
Este mini-curso tem o objetivo de atentar para a importância do samba, como uma forma de manifestação popular, principalmente da população negra e trabalhadora, em momentos decisivos da história política do país. A formação tratará de dois momentos históricos específicos da vida do país, a fim de melhor compreender o contexto social, econômico, cultural e político nesses períodos. São eles: do início da década de 1960 até o início da década de 1970 e do início da década de 1990 até o início dos anos 2000. Compreende-se a importância do samba, como manifestação popular, significa entender a expressão cultural e a luta política que o movimento do samba como um todo representou nesses dois momentos. se compreende o samba como um movimento amplo, genuíno e advindo das classes populares, que expressa muitas características e anseios de tais grupos, principalmente da população negra. Através da música, da dança e das festas, o samba está diretamente ligado à cultura negra e às manifestações sociopolíticas de cunho étnico-racial de tradições africanas. Por mais incorporado e constantemente recriado, uma manifestação como o samba guarda suas raízes nas manifestações oriundas das classes populares e da população negra. A expressão cultural de manifestações populares como o samba está estritamente ligada a determinado conteúdo político, que se manifesta como “voz das periferias”, a forma musical de expressar a vida das classes e grupos marginalizados na sociedade brasileira.
Código: MC 19

Título: O uso de documentários no ensino de Ciências Humanas: construções narrativas,interpretações e representações do meio social
Ministrantes: Rodrigo Luis dos Santos
Duração: 4h
Vagas: 30
Local: Bloco O, sala 02
Ementa:
Objetivamos neste minicurso analisar a construção de narrativas, interpretações e representações sociais através da produção de documentários, assim como as perspectivas de pesquisa destes produtos culturais por pesquisadores vinculados ao campo das Ciências Humanas. Na atualidade, os documentários ganharam espaço significativo de difusão de acontecimentos históricos, geográficos, educacionais, entre outros. Assim, determinadas visões sobre os fatos são repassadas, podendo ser assimiladas pelo público como verdades absolutas. Cabe ao pesquisador perceber os processos de produção, as intencionalidades e os enquadramentos embutidos nessas construções fílmicas. Além disso, do ponto de vista didático e pedagógico, os documentários também podem ser importantes recursos docentes. Desse modo, também se faz necessário promover a reflexão e fornecer subsídios adequados para instrumentalizar os professores e alunos para a utilização adequada desta ferramenta.
Cabe ressaltar que defendemos que deve haver uma relação próxima e constante entre o exercício docente e discente com a prática de pesquisa, contribuindo assim para um processo mais profícuo de ensino-aprendizagem. Desta forma, a proposta deste minicurso se desdobrará metodologicamente em três eixos principais: 1) Análise dos conceitos principais sobre documentários, representação e sociedade; 2) Reflexão sobre possibilidade metodológicas de utilização dos documentários em sala de aula; 3) Análise prática de documentário.
Código: MC 20

Título: Possibilidades de Organização do Ensino do Jogo na Educação Física Escolar
Ministrantes: João Fabrício Guimara Somariva, Sonia Regina Silveira Gonçalves e Bruno Dandolini Colombo
Duração: 4h
Vagas: 30
Local: Bloco O, sala 03
Ementa:
A proposta de oficina busca problematizar a Educação Física escolar a partir do processo de organização do ensino numa perspectiva histórico cultural. Objetiva-se abordar ações de ensino que dialoguem com os estudos da área apoiados nessa teoria, numa práxis articulada a uma concepção crítica na Educação Física Escolar. (Coletivo de Autores, 1992; Nascimento, 2014). Partimos do pressuposto que o desenvolvimento humano é resultado do processo de interação do indivíduo com o mundo, mediada pelos objetos construídos pelos homens, apropriando-se das formas históricas e sociais da cultura. (NASCIMENTO, 2014). Como forma particular dessa relação, destaca-se a atividade de estudo, foco de problematização desta proposta de oficina, tendo por referência o jogo nas aulas de Educação Física. A oficina visa contribuir para a organização do ensino de jogos numa perspectiva desenvolvimental, identificando possibilidades que contribuam para a superação da abordagem empírica dessa atividade. Vislumbra-se o desenvolvimento da atividade criadora, do pensamento teórico e da personalidade dos estudantes na Educação Física escolar.
Código: MC 21