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Exposições

EXPOSIÇÂO: Variações do Tempo

RELEASE DA EXPOSIÇÃO: Com trabalhos em diferentes linguagens - vídeos, textos e desenho -, a exposição VARIAÇÕES DO TEMPO, de Claudia Zimmer, busca refletir sobre a volatilidade do tempo que faz lá fora e a constância do tempo que passa, levando em consideração que essas duas dinâmicas são co-implicadas. No entanto, não costumamos contar o tempo minuto a minuto, assim como não temos por hábito passar as horas analisando as intempéries. Apenas existimos.

CURRÍCULO: Claudia Zimmer é artista, formada em Artes Plásticas pela UDESC, mestre e doutora em Artes Visuais pela UFRGS, com pós-doutorado em Processos Artísticos Contemporâneos pelo PPGAV-UDESC. É professora do Instituto Federal Catarinense. Interessa-se por questões relacionadas ao tempo, à semivisibilidade e à paisagem, pelo deslocamento na arte contemporânea, bem como por títulos e topônimos, desenvolvendo trabalhos em fotografia, vídeo e outros meios.















 

EVENTO: Exposição: Sobre fabulosos e também outros

SOBRE FABULOSOS E TAMBÉM OUTROS: Narrativas inventadas pelos artistas que se apropriam do real para recriá-lo numa atmosfera de mito e fantasia, em uma intrigante e exuberante “fabulação”, que foram sendo tramadas e processadas a partir das diferenças e semelhanças encontradas no humano e animal e/ou animal e humano. Híbrido ou outro ser? Leão, dragão, cervo, cachorro, cavalo, peixe, demônio, duende, medusa, princesa, extraterrestre, mulata, homem de charuto, de bigode, ‘o grito’, - compõem universos paralelos que se encontram e se misturam em um devaneio sem compromisso entre o real e o simbólico, habitando o mesmo cenário ainda que provisoriamente. Experiências que tocam o impossível para fazer possível a fantasia das diferenças para um mesmo lugar, do sensível (Odete Calderan, abril de 2018).

PROMOTORES: Curso de Artes Visuais - Bacharelado e Licenciatura com apoio da Sala Edi Balod – Espaço de Exposições e Laboratório de Artes Visuais.

DATA: Abertura dia 10/04, visitação até 30/04.

SOBRE O EVENTO: Exposição que potencializa experimentações em processos tridimensionais no campo ampliado da escultura, pelos artistas (acadêmicos) nas disciplinas Ateliê de Escultura, Cerâmica e Pesquisa, Ateliê de Cerâmica, Escultura e Pesquisa, com a supervisão da Professora Odete Calderan, realizada em períodos distintos, segundo semestre de 2017 e primeiro de 2018. A exposição conta com a curadoria de Daniele Zacarão e Odete Calderan.

OBJETIVO: Incentivar e valorizar processos de criação no Ateliê de Escultura e Cerâmica Jussara Guimarães (Bloco Z, Sala 5), promovendo e ampliando as possibilidades de pesquisas tanto individuais quanto coletivas, bem como apresentá-las em exposição aguardando a troca com o público.















OBJETIVO DA DIVULGAÇÃO: Ampliar e valorizar as pesquisas individuais e do coletivo em processos artísticos realizados dentro da universidade, promovendo uma abrangência maior da arte contextualizada na esfera da contemporaneidade.

EVENTO: Pintura & Pesquisa

Primeira exposição da turma de Pintura e Pesquisa do curso de Artes Visuais Licenciatura da Unesc

PROMOTORES: Sala Edi Balod - Espaço de Exposições e Laboratório de Artes Visuais Curso de Artes Visuais

DATA: Abertura da exposição: 09 de março de 2018, às 19h30min
Visitação: de 12 a 30 de março de 2018, das 14h às 18h.

SOBRE O EVENTO: O evento destina-se a apresentar a produção desenvolvida pelos acadêmicos do curso de Artes Visuais Licenciatura no ano de 2017/1. Todas as produções são o resultado da caminhada de cada um deles e manifesta o inicio da busca por uma linguagem pessoal dentro da pintura contemporânea, refletindo as inquietações e desejos dos acadêmicos.

OBJETIVO: O evento tem a intenção de apresentar a produção de pesquisa em pintura contemporânea dos acadêmicos do curso de Artes Visuais Licenciatura. As atividades foram desenvolvidas no segundo semestre de 2017 dentro do ateliê de Pintura incentivando a pesquisa e a criação crítica em artes visuais.











OBJETIVO DA DIVULGAÇÃO: Divulgar as ações da Sala Edi Balod, do Curso de Artes Visuais e as atividades de pintura do curso de Artes Visuais Licenciatura, provocando a participação da comunidade acadêmica, além do público externo.

EVENTO: OBA-OBA

PROMOTORES: Exposição organizada pelos acadêmicos da disciplina de Museologia em Arte e Expografia do Curso de Artes Visuais da Unesc, com coordenação da professora Daniele Zacarão.

DATA: Abertura da exposição: 14/11, às 20h30
Visitação: de 15/11/17 a 23/02/18, de segunda a sexta, das 14h às 18h.

SOBRE O EVENTO: OBA-OBA foi o apelido usado nas décadas de 70 e 80 para referir-se ao bloco das Artes da Fucri, atual Bloco Z da Unesc. Neste contexto, a exposição OBA-OBA vem com o intuito de resgatar parte da história de Gilberto Pegoraro e Jussara Guimarães, nomes eternizados nas portas do Ateliê de Gravura e Serigrafia e do Ateliê de Escultura e Cerâmica do Curso de Artes Visuais da UNESC. Tal proposta surge diante da ausência de registros sobre esses artistas, que vieram de Porto Alegre para atuarem como docentes no Curso de Desenho e Plástica da Fucri. Gilberto ministrou aulas de desenho e gravura, e Jussara, foi professora de escultura e cerâmica. Ambos são importantes referências para a formação de várias gerações de artistas e movimentos culturais na região de Criciúma, em especial durante os anos 80 e 90. Deixaram para história obras públicas, organização de feiras e associações, contribuições a festas populares e um importante legado no Curso de Artes Visuais da UNESC. As obras expostas fazem parte de acervos particulares de amigos e familiares.

OBJETIVO: Aproximar os acadêmicos das práticas da museologia e expografia, a partir da pesquisa e divulgação dos acervos artísticos de Gilberto Pegoraro e Jussara Guimarães.

















OBJETIVO DA DIVULGAÇÃO: Divulgar as ações da Sala Edi Balod, do Curso de Artes Visuais e estimular a participação do público acadêmico e externo.

PROJETO: Y/Rembe'y

ARTISTAS: Fran Favero

VISITAÇÃO: 13 de outubro a 30 de outubro de 2017.

TEXTO CURATORIAL: Y/Rembe'y é composta por vídeos, sons, instalações e publicações de artista, trabalhos propostos a partir de um lugar fronteiriço, complexo, um espaço de encontros, tanto no sentido de reunião quanto de confronto presente neste termo: a tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina. Os trabalhos funcionam como fragmentos que pensam cada um à sua maneira sobre esse espaço múltiplo e fazem reverberar as potências de estar à margem e no limite.
Rembe em guarani significa margem, borda, orla. Já o termo Y significa água, rio, sendo rembe’y a fronteira, a margem do rio. Na tríplice fronteira, os limites entre países são marcados pelos rios que se encontram e se cruzam. Essa relação entre água e fronteira permeia os trabalhos propostos para a exposição, seja através da fluidez encontrada nas trocas fronteiriças e nas águas do rio, ou da barreira que muitas vezes o rio e a fronteira podem representar.  Além de orla, rembe também pode significar lábios. Nesse sentido, as aproximações entre os três países criam uma zona em que podem existir idiomas mesclados, atravessados, como o portunhol ou o jopara (mistura entre espanhol e guarani ou português e guarani). A exposição propõe um mergulho nesta fronteira, uma experimentação de habitar/ser/estar no entre, sempre à beira de tornar-se outro.



PROJETO: Mostra de Palhaços - 20 anos do Cirquinho do Revirado

ARTISTAS: Sérgio Honorato

VISITAÇÃO: 19 de setembro a 06 de outrubro de 2017.



PROJETO: Espaço do Possível

CURADORIA: Daniele Zacarão

ARTISTAS: Silemar, Odete, Juliana Veloso, Alan Cichela, Bruna Ribeiro, Mateus Abel, C.J Bonroy, Angélica, Henry, Caco Montovani, Bel Duarte, Larissa Soares.

VISITAÇÃO: 28 de agosto a 12 de setembro de 2017.

TEXTO CURATORIAL: Mais do que instantes de experiência, fluxos. A experiência se configura nesta proposta de exposição/investigação como um Espaço do Possível, um espaço de criação, de partilha a partir de perspectivas teóricas com desdobramentos políticos, com teóricos que dizem que por meio da arte é ainda possível voltar a acreditar no mundo, pois o reencantamento com o mundo é uma atitude política. Espaço de sobrevivência.
O Grupo de Pesquisa em Arte – GPA – UNESC/CNPq vem se constituindo um importante espaço de discussão para a ampliação do conhecimento da pesquisa em arte e sobre arte. Muitos pesquisadores das universidades brasileiras que trabalham na formação de profissionais da área da arte buscam caminhos de ruptura com os modos estabelecidos de se fazer pesquisa, pois em oposição ao positivismo estes pesquisadores buscam apontar que o domínio social e cultural demonstra ser um agente basilar na construção do conhecimento.
As produções aqui apresentadas, que se pautam nos espaços de memória, discutem formas de oportunizar o exercício do pensar a pesquisa em arte como uma forma de agenciar pesquisadores e espectadores na ampliação da compreensão da experiência como um espaço do possível.



PROJETO: Coletiva dos Trabalhos de Conclusão de Curso de Artes Visuais Bacharelado - Turma 2017.1

CURADORIA: Ana Zavadil e Marcelo Feldhaus

ARTISTAS: Adriano Ângelo Vieira (Vinicius), Andréia Soares Gonçalves, Elisabete Agostinho Karp, Gislaine Berto Serafim, Jhonatan Mendonça, Juliano Bueno Barbosa, Larine Nando Alano, Laura dos Santos Goulart, Leisla Costa Pereira, Marine Spader Daniel, Paula Caroline Pereira Borges, Rafaela Ribeiro Pereira, Raquel Homem Teixeira e Tiago Fernandes Laurindo.

VISITAÇÃO: 20 de junho a 20 de julho de 2017.

NÚMERO DE VISITANTES: 175 (número de assinaturas no livro)

SOBRE A EXPOSIÇÃO: A exposição apresenta um conjunto de 14 pesquisas relativas aos Trabalhos de Conclusão de Curso de Artes Visuais Bacharelado - Turma 2017-1, em torno de experiências com as linguagens da instalação, performance, fotografia, vídeo, escultura, lambes, dentre outros territórios.

TEXTO CURATORIAL: O interesse da exposição reside em apresentar um conjunto de 14 pesquisas relativas aos Trabalhos de Conclusão de Curso de Artes Visuais Bacharelado, em torno de experiências com as linguagens da instalação, performance, fotografia, vídeo, escultura, lambes, dentre outros territórios.
Diante de nós, delineiam-se cenários, veredas, lugares imaginários e contextos inóspitos. Esses campos, uma vez adentrados, conduzem para novas experiências. Despertam a poesia e a subjetivação em contextos de pesquisa, processo. Assim, somos levados a um exercício de ampliação dos sentidos. Passamos a sentir as superfícies do chão, as paredes que nos comportam e, às vezes, até nos comprimem. O inusitado se revela tangível. Há um mergulho nas fissuras da pele que recobre os lugares. Dessas aberturas, brotam raízes e planetas diminutos, rizomas. Então, derivamos entre espaços.
O jogo conceitual produzido pelo eixo curatorial acentua a vontade de colocar em contato experiências que aconteceram nos últimos quatro anos no campo das relações da pesquisa em arte, presente nos percursos formativos dos acadêmicos participantes.
O principal intuito é apresentar as produções como uma plataforma de discussão, em estado laboratorial articuladas a uma produção textual, relacionadas a um conjunto de atividades e não necessariamente apresentá-las sob o aspecto de obra acabada, no sentido convencional do termo.
Ao se pronunciarem tais desafios, a intenção é colocar em discussão as relações e os paradoxos existentes entre arte contemporânea e pesquisa em arte traduzidos aqui sob a forma de uma pluralidade de linguagens de determinadas experiências e tendo como princípio o convívio ampliado das ideias artísticas na decodificação da vida em seus sinais.
As produções artísticas que aqui residem mostram-se como proposições. Dão vozes aos silêncios dos ambientes esquecidos, tornando-os profusos e significantes. Ao visitar distintos tempos e espaços, elas alcançam sutilezas da memória e estabelecem terrenos simbólicos edificados por composições formais. Eis, assim, retóricas visuais que apostam na exploração de discursos mais sutis. Essa trama macia e vaporosa nos pausa delicadamente. Em seguida, passamos a sentir.
O entorno tornou-se mais perto de nós.



PROJETO: LABOR

CURADORIA: Daniele Zacarão

ARTISTAS: Alan Cichela, Angelica Neumaier, Bel Duarte, Claudia Zimmer, Cleandro Tombini, Edi Balod, Gilberto Pegoraro, Helene Sacco, Jorge Ferro, Jussara Guimarães, Leticia Cardoso, Marlene Just, Odete Calderan, Roberta Tassinari, Sérgio Horonato, Silemar Silva e Virginia Yunes

VISITAÇÃO: 29 de março a 07 de maio de 2016.

NÚMERO DE VISITANTES: 263 (número de assinaturas no livro)

SOBRE A EXPOSIÇÃO: Exposição organizada pelo Curso de Artes Visuais. Coletiva que reuniu professores e ex-professores artistas que fazem parte da história do Curso de Artes Visuais.

TEXTO CURATORIAL: A exposição Labor reuniu trabalhos de professores e ex professores do Curso de Artes Visuais da Unesc, e apresentou como abordagem curatorial o processo artístico movido pela pesquisa; ou seja, o labor diário do artista-professor-pesquisador. Dentre as várias aberturas da arte contemporânea, uma permite que os artistas investiguem teoricamente sua própria produção poética. Vale lembrar, no entanto, que todo o processo (conceitual e material) da construção artística, já é em si mesmo uma pesquisa. Sendo assim, a Universidade se torna um espaço possível e potente para a atuação de indivíduos interessados na discussão aqui em pauta.
É cada vez mais comum encontrarmos artistas desenvolvendo estudos, ministrando aulas, orientando alunos, organizando eventos e até mesmo ocupando cargos administrativos nessas instituições. Não à toa àquele que desempenha esse conjunto de funções Ricardo Basbaum denominou artista-etc. Assim, o artista-professor-pesquisador tem flexibilidade para atravessar fronteiras, romper limites e transitar livremente pelo campo da pesquisa e da arte. Essas mediações trazem um novo fôlego para a área das artes visuais na Universidade, incentivando novas outras conexões.



PROJETO: INVENTÁRIO

CURADORES: Eduardo Peixoto, Laura Goulart e acadêmicos da quarta fase do bacharelado do Curso de Artes Visuais. Disciplina de Museologia em Arte e Expografia – Professores responsáveis: Alan Figueiredo Cichela e Ana Zavadil.

ARTISTAS: Neusa Milanez e Simone Milak

VISITAÇÃO: 14 de maio a 27 de maio de 2016.

NÚMERO DE VISITANTES: 128 (número de assinaturas no livro)

SOBRE A EXPOSIÇÃO: Exposição organizada pela disciplina de Museologia em Arte e Expografia da quarta fase do curso de Artes Visuais – Bacharelado da Unesc com artistas convidadas da região, egressas do Curso de Artes Visuais.


PROJETO: 5 in Loco

CURADOR: Amalhene Baesso Reddig

ARTISTAS: Adrieli Roman, Amanda Emerim, Andréia Soares, Bruna Bonifácio, Cristal Graeff, Elisabete Karp, Felipe Arcenio, Felipe Tonetto, Gislaine Serafim, Jean Ferreira, Jhonatan Mendonça, Juliano Bueno, Larine Nandi, Larissa Soares, Laura Goulart, Leisla Costa, Maíra Vefago, Marine Spader, Paula Borges, Rafaela Riper, Raquel Homem, Tiago Fernandes, Billie Andrade, Vinicius.

VISITAÇÃO: 01 de junho a 16 de junho de 2016.

NÚMERO DE VISITANTES: 165 (número de assinaturas no livro)

SOBRE A EXPOSIÇÃO: Comunicou a produção de vinte e quatro universitários, da sexta fase de Artes Visuais (Bacharelado) – disciplina Arte e Agenciamento Cultural – Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC) que expõem suas criações a partir das percepções do campus Unesc e do curso, através das mais variadas linguagens artísticas.



PROJETO: COLETIVA DOS TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO DE ARTES VISUAIS BACHARELADO TURMA 2016/1

CURADOR: Marcelo Feldhaus

ARTISTAS: Felipe Pezente Gomes, Henry Goulart, Jéssica Cardoso Fernandes, Maicon Marcelino Montovani e Rafael Borges Teodoro.

VISITAÇÃO: 22 de junho a 08 de julho de 2016.

NÚMERO DE VISITANTES: 117 (número de assinaturas no livro)

SOBRE A EXPOSIÇÃO: A Coletiva apresentou as produções artísticas de 05 acadêmicos da oitava fase do Curso de Artes Visuais – Bacharelado e compõem a poética, a pesquisa, os territórios, o mercado e os diferentes suportes na perspectiva das linguagens, tecnologias teoria e crítica nas artes visuais.

TEXTO CURATORIAL: A pesquisa em arte é o eixo norteador de reflexão da Coletiva dos Trabalhos de Conclusão de Curso – Artes Visuais Bacharelado – 2016/1. São apresentados cinco acadêmicos e acadêmicas e seus processos de criação que resultam dos Trabalhos de Conclusão de Curso e que neste espaço articulam suas propostas em conexão. Pelas produções apresentadas, com suas definições e com o espaço expositivo que as unem perpassam as diversas formas de expressão que vão deixando nelas renovadas camadas de compreensão.
A proposta expográfica parte do conceito minimalista, ou seja, a de que é o estritamente necessário para que as produções artísticas apresentadas sejam experimentadas sem perda, permitindo o desenvolvimento de todo o seu potencial comunicativo, conceitual e estético de forma sensorial pelos visitantes.
São trabalhos que caminham nas linguagens da escultura, instalação, videoarte, desenho e fotografia. Estes se relacionam a partir de diferentes territórios e percursos, o que exige da curadoria um conceito orgânico que priorize o diálogo entre eles.
As produções apresentadas constituem-se, num sentido crítico, em pesquisas artísticas que abordam as relações e os trânsitos sociais e culturais, as extensões espaciais da memória pessoal ou coletiva, a apreensão fenomenológica do corpo pela mediação da tecnologia em nossa percepção, a proposição de novos sentidos para a cidade e os seus fluxos e a problematização dos próprios lugares da exposição e da formação do artista.



PROJETO: Lugares de Memórias

ARTISTAS: Larissa Soares, Renata Monteiro, Adriele Roman, Kellen Fernandes, Chaiene, Tais Teixeira, Gabriela R. Beterli, Airana Elias, Camila Verzon, Cristal Graeff, Isabela Brogni, Taiana, Patricia, Priscila Borges, Gianne Rech, Maíra Vegafo, Ariane Antony, Ellen Gomes, Amanda Emerin, Thais Klima, Caio de Lucca, Leonardo Dambrowski, Nathália Florencio, Leyne Oliveira, Maiara Orben, Luana Bento, Fernanda L. Mazuchelli, Rita de Cassia Cittadin, Frank Raupp, Paloma Motta, Samanta Batista, Letícia Vieira, Elisane de Borba Ramos, Mariane Ancelmo, Michele Rodrigues, Gabriela Kubaski, Clarice Nascimento, Kenia Goulart, Joice Cardoso, Joana Moreira, Mikael Miziescki, Silvana Rodrigues, Billie Andrade, Gessika Castilho, Victoria Jorge, Tamiris Tasca, Halbertina R. Wiggers, Leonardo Pinheiro, Eliete S.M Cardoso, Maria Candido, Catharina Figueiredo, Aline do None dos Santos, Isabel Cadorin, Thauana Perin, Taianara Quadros, Raquel, Lara Biava Sachet, Giordana Machado, Scheila Maria Patricio, Joice Paris Demétrio, Natalia Duarte Demétrio, Farley, Rosana Peruchi, Taís Rabelo, Dani Mezari, Sheila, Cíntia Lopes Ribeiro, Fabiany Mattia, Ana Carolini F. Bosa, Suelen Guessi Mendes, Marine Spader Daniel, Kariane Pavan, João Petrillo, Maurício Stradioto

CURADORAS: Giani Rabelo e Angélica Neumaier

VISITAÇÃO: 25 de julho a 19 de agosto de 2016.

NÚMERO DE VISITANTES: 165 (número de assinaturas no livro)

SOBRE A EXPOSIÇÃO:



PROJETO: O Céu e o Silêncio

CURADORAS: Ana Zavadil e Odete Calderan

ARTISTAS: Adrieli Guidarini Roman, Adriano Biz Mezari, Adriano Angelo Vieira [Vinícius], Airana Da Silva Elias, Alessandra Barbosa Da Rosa, Alice Da Silva Meis, Aline Delavechia Rodrigues, Amanda Nunes De Emerim, Ana Paula Gallas Fernandes, Ana Caroline Moro Campos, Ana Carolini Francisco Bosa, Ana Paula Ferreira Sena, Ane Caroline Bonazza Batista, Andréia Soares Gonçalves, Ariane Regina Antony Alves, Bianca Ricken De Jesus, Bruna Vieira Filomeno, Bruna De Sousa Bonifácio, Camila Rodrigues Venzon De Oliveira Da Silva, Camila Paz Da Cruz, Cibele Luiz Borges Da Silva, Cláudia Guimarães Mormêllo, Chaiane Alexandre Machado, Daiane Cardoso Paes, Danieli Mezari Damin, Débora Bitencourt De Oliveira, Eduardo Pioner Peixoto, Ellen Santos Gomes, Elisabete Agostinho Karp, Fabiany Mattia Da Silva, Farley Eduarda Alves Da Silva De Jesus, Fernanda Serafim Silvestre, Gabriela Recco Beterli, Gislaine Berto Serafim, Gianna Grey Rech, Giodete Fernandes Da Silva Boaroli, Guilherme Borges, Gregory Gean Napp Gobbi, Helen Faustino Macedo, Isadora Ramos Klein, Iolanda Luiza Vitoria Maciel Peres, Jaline Nunes Eufrasio, Jean Ferreira, Jessica Andressa Machado Pereira, Jéssica Gregório Landin, João Luiz Ribeiro Junior, José Roberto Da Silva [Zé Das Artes], Josileyne De Oliveira, Juliana Ribeiro Da Silva, Julio Cesar Gonçalves Soares, Juliano Bueno Barbosa, Jheniffer De Oliveira Pereira, Jhonatan Armindo Mendonça, Kênia Bitencourt Goulart, Kauê Belettini De Souza, Kariane Do Nascimento Pavan Da Silva, Kellen Américo Fernandes, Kianny Colle Von Wangenheim, Lara Biava Sachet, Laura Dos Santos Goulart, Laura May Gonçalves, Larine Nandi Alano, Larissa Rocha Soares, Lucas Borges Da Silva, Luiz Fernando Coutinho De Aguiar, Leisla Costa Pereira, Maicon Marcelino Montovani, Maíra Deyse Ferreira Vefago, Marcos Paulo Da Silva Costa, Marine Spader Daniel, Patricia Da Silva Martins, Paula Caroline Pereira Borges, Rafaela Ribeiro Pereira, Renata Ayani Monteiro, Raquel Homem Teixeira, Rodrigo Martins Medeiros, Roselaine Cardoso Soares Rezende, Silvana Rodrigues Dos Santos, Suelen Guessi Mendes, Sheila De Souza Brigido, Tainara Quadros De Aguiar, Tais Dos Santos Rabelo, Tailan Borges Elias, Tiago Fernandes Laurindo, Thauana Fernandes Perin, Thuany Bittencourt Oenning, Oniela Machado João, Paloma De Souza Marques, Vilcionei De Andrade Macedo, William Fernandes Bombazaro

VISITAÇÃO: 22 de outubro a 16 de novembro de 2016.

NÚMERO DE VISITANTES: 263 (número de assinaturas no livro)

SOBRE A EXPOSIÇÃO: Exposição organizada pelo Curso de Artes Visuais. Coletiva que reuniu professores e ex-professores artistas que fazem parte da história do Curso de Artes Visuais.

TEXTO CURATORIAL:
Esta exposição teve origem no Ateliê de Cerâmica e Escultura Jussara Guimarães (Unesc), em que os alunos-artistas foram instigados à produção de trabalhos articulados em torno da apropriação do corpo e ainda tivesse a cor branca e azul no resultado final. A resposta veio nas mais variadas formas e muitas são as mãos que parecem tocar o céu e se tingirem de azul.
Do ateliê cerâmico ao cubo branco[i] significou um longo processo de criação, em que o barro foi experienciado em sua plenitude, ora se rendendo ao fazer, ora demonstrando sua capacidade de transformação, principalmente quando submetido ao calor do forno.
A ideia de trazer o ateliê para a galeria se evidencia através de seus componentes como as mesas e prateleiras, entretanto, os trabalhos que ficam no ateliê sobre elas são estudos e no cubo branco considerados trabalhos concluídos mesmo que, o caráter seja de arte experimental, pois representam o processo que cada um busca realizar nas disciplinas.
Nos últimos anos os ateliês de artistas passaram a ser investigados com maior intensidade, porém ainda é pouco explorado em exposições. O céu e o silêncio traz esta experiência de ateliê coletivo na galeria.
O artigo Fonction de l’atelier (A Função do Atelier, 1971) de Daniel Buren aponta a discussão da problemática da transferência da obra de arte do ateliê do artista para o espaço expositivo, no caso da galeria. O autor assinala que a obra sofre mudanças relevantes em seu significado, pois passa do lugar de sua criação à exposição e consequentemente ao mercado, alterando o seu contexto e a sua função.
O peso dessa mudança é sentido primeiro pelo artista ao visualizar a sua obra em um espaço público, dentro do qual sofrerá crítica e ganhará autonomia própria exigindo a partir de então o seu lugar no mundo.
Os trabalhos em cerâmica ganham um acompanhante, ou seja, um livro de artista, feito por cada um a partir de seu processo. Esta ação tem a sua importância no que tange à reflexão do aluno e propicia a escrita sobre o seu fazer, imprescindível para o artista contemporâneo.
Postas as questões conceituais da exposição, resta apreciar os trabalhos que possuem uma linguagem visual muito particular a partir das cores e dos objetos e exige do observador a atenção necessária, pois estão em grande número e se irradiam no espaço expositivo.



PROJETO: À DERIVA, À ESPREITA

CURADORES: Marcelo Feldhaus e Amalhene Baesso Reddig

ARTISTA: E. Balod

VISITAÇÃO: 13 de setembro a 14 de outubro de 2016.

NÚMERO DE VISITANTES: 376 (número de assinaturas no livro)

SOBRE A EXPOSIÇÃO: Exposição que retrata toda a trajetória do artista que dá nome a sala de exposição.

TEXTO CURATORIAL: À DERIVA, À ESPREITA
O sonhador e seu devaneio entram de corpo e alma na substância da felicidade. [...] A quem deseja devanear bem, devemos dizer: comece por ser feliz. Então o devaneio percorre o seu verdadeiro destino: torna-se devaneio poético: tudo, por ele e nele, se torna belo.
Gaston Bachelard

de·ri·va (francês dérive) substantivo feminino.
À deriva: ao sabor das correntes ou dos ventos.

es·prei·ta (derivação regressiva de espreitar) substantivo feminino
À espreita. Numa posição ou postura que permite estar a espreitar ou alerta para algo.
Fonte: http://www.priberam.pt/dlpo/deriva

Circulando por estradas, atalhos, correntezas ou ventos, Edi Balod não se desvia do caminho da arte. De ascendência Leta, é um artista que podemos perceber que está sempre à espreita. Com olhar aguçado e interessado pela vida, circula livre pelo cotidiano e ao sabor dos acontecimentos, sem rumo certo, se descobre investigador e é descoberto artista.

Daqueles artistas que com paciência elabora sua produção experimentando técnicas. Iniciadas com a escultura em madeira e pedra, seguidas por desenhos, entalhes, pinturas, instalações, poesias, dobraduras...

Embalado por contos e causos, celebra cada dia e faz deles um acontecimento. Aberto ao diálogo, reconta histórias vividas/ouvidas e nos apresenta grandes memórias afetivas do que fez, ensinou, aprendeu com pessoas, lugares, viagens, paisagens...

Nos anos oitenta, ao viajar para Alemanha, Inglaterra e Escócia, fez residência com artistas escultores. Estranhou a produção de esculturas no processo semi-industrializado e compreendeu ainda mais o valor da criação e da peça única.

Espírito livre, pensamento contemporâneo e derme pictórica, reverencia o sagrado e evidencia sua forte relação com a natureza em sua arte. Lagoas, rios, mares, caícos, botecos, composições etílicas artesanais, lugares - em especial Morro dos Conventos onde poetisa: “Morro por ti de amores”.

Aquariano, apaixonado por cultura popular, assíduo leitor, grande professor, aprecia canções do folclore americano, a cor vermelha, cactos e girassóis, surf a remo, alimentos frugais, colecionismo, céu colorido, misticismo, antiquários, encontros com amigos, cantorias e assim vai gestando ideias e práticas culturais no seu cotidiano lírico.

Edi Balod, deriva somente como medida do desvio à impulsão criativa e intensidade de sua vida. Feito biruta, adaptado ao mastro da cultura popular, respira/faz poesia e nos indica a direção e a importância da identidade cultural regional e brasileira.

De carro amarelo, Harley preta ou a pé, segue ao sabor da vida com sensibilidade, profusão de ideias, palavras, conceitos, criações... descobrindo lugares, apreciando, imaginando, deslocando, provocando, criando, estabelecendo relações rizomáticas e poéticas em tudo o que vê. Sua busca interior se materializa em cenários artísticos e obras de arte que encantam pela multiplicidade de temas, sensibilidade e denúncia.

É na onírica Casa Arte Ana Frida Antigues (Criciúma/SC) e por aí afora que devaneia esse flâner dans les rues que ora apresentamos, respeitamos e acreditamos na sua potencialidade e legado artístico.



PROJETO: DIREITOS HUMANOS FOTOGRAFADOS

CURADORES: Sérgio Honorato e Daniele Zacarão

ARTISTAS: Adriano Biz Mezari, Alessandra Barbosa Da Rosa, Alice Da Silva Meis, Aline Delavechia Rodrigues, Ana Paula Gallas Fernandes, Ane Caroline Bonazza Batista, Camila Paz Da Cruz, Débora Bitencourt De Oliveira, Eduardo Pioner Peixoto, Iolanda Luiza Vitoria Maciel Peres, Josileyne De Oliveira, Juliana Ribeiro Da Silva, Kianny Colle Von Wangenheim, Lucas Borges Da Silva, Marcos Paulo Da Silva Costa, Maria Cristina Pacheco Teixeira, Marine Spader Daniel, Oniela Machado João, Paloma De Souza Marques, Thuany Bittencourt Oenning, William Fernandes Bombazaro VISITAÇÃO: 21 de novembro de 2016 a 06 de fevereiro de 2017.

NÚMERO DE VISITANTES: 250 (número de assinaturas no livro)

TEXTO CURATORIAL: DIREITOS HUMANOS FOTOGRAFADOS - Uma questão foi levantada: quais são os direitos humanos? Os entrevistados não souberam responder. Quantos são? O silêncio se fez presente novamente. Curiosamente a maioria dos acadêmicos não sabiam que existe uma Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH). Uma pesquisa rápida mostrou indícios de que, no mundo todo, uma grande parte da população desconhece tais direitos. Outra questão foi apresentada: como uma pessoa poderia lutar pelo respeito aos direitos que ela nem se quer sabe que existe? A Declaração Universal dos Direitos Humanos é um documento marco na história da humanidade. Composta de trinta artigos, elaborados por representantes de diferentes origens jurídicas e culturais de todas as regiões do mundo, foi proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em Paris, em 10 de dezembro de 1948. Os direitos humanos são direitos inerentes a todos os seres humanos, independentemente de raça, sexo, nacionalidade, etnia, idioma, religião ou qualquer outra condição. Tais direitos incluem o direito à vida e à liberdade, à liberdade de opinião e de expressão, o direito ao trabalho e à educação, entre muitos outros. As imagens fotográficas que compõe esta mostra foram construídas pelos acadêmicos do curso de Artes Visuais Bacharelado da UNESC, a partir de estudos sobre os direitos humanos, incluindo os que deles derivaram, como o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Lei Maria da Penha. O processo de criação destas imagens está diretamente ligado à forma que cada autor reagiu frente ao desrespeito e violação dos direitos mais básicos. Neste contexto, a fotografia propõe reflexões críticas, torna-se um instrumento para à conscientização de uma cidadania democrática.
Projeto aprovado no Edital de Inovação Pedagógica da PROGRAD – N.198-2016



PROJETO: PROJETO ARMAZÉM

CURADORAS: Juliana Crispe, Daniele Zacarão e Letícia de Brito Cardoso

ARTISTAS:

VISITAÇÃO: 24 de março a 21 de abril de 2017

NÚMERO DE VISITANTES: 350 (número de assinaturas no livro)

TEXTO CURATORIAL:



PROJETO: ÚVULA DE ÍSIS: A voz da mulher na arte

CURADORIA: Adriano Mezari - Adrieli Roman - Alessandra Barbosa - Alice Meis - Ana Paula Gallas - Aline Delavechia - Billie Andrade - Daniel Amante - Débora Bitencourt - Eduardo Peixoto - Fabrício Silva - Iolanda Peres - Kianny Colle - Lucas Borges -Marcos Paulo Costa - Maria Cristina - Oniela Machado - Paloma Marques - William Fernandes Bombazaro.

COORDENAÇÃO DO PROJETO: Ana Zavadil

ARTISTAS: Alexandra Eckert ( Porto Alegre-RS, 1971), Angela Waltrick – (Lages-SC, 1967), Beatriz Harger - ( Joinville-SC, 1961), Bel Duarte – ( Criciúma-SC, 1974), Berenice Gorini – (Nova Veneza-SC, 1941), Bruna Ribeiro– (Criciúma-SC, 1993), Chana de Moura – (Porto Alegre-RS, 1989) Cheyenne Luge – (Quaraí – RS, 1990), Daniele Zacarão – (Criciúma-SC, 1987), Evenir Comerlato – (Caxias do Sul- RS, 1952), Juliana Veloso – (Porto Alegre – RS, 1992), Laura Goulart –(Torres-RS, 1994), Letícia Cobra Lima – (Rio de Janeiro-RJ, 1989), Magna Sperb- (Novo Hamburgo-RS, 1953), Meg Roussenq- (Rio do Sul-SC, 1958), Natasha Barricelli – (São Paulo-SP, 1975), Neca Sparta- (Santo Ângelo-RS, 1948), Umbelina Barreto – (Porto Alegre-RS, 1954)

VISITAÇÃO: 9 de maio a 9 de junho de 2017

NÚMERO DE VISITANTES: Aproximadamente 200 visitantes

SOBRE A EXPOSIÇÃO: Uma exposição desenvolvida na disciplina Seminário I – Crítica e Curadoria do Curso de Artes Visuais Bacharelado, que busca apresentar artistas mulheres e suas produções como fontes de poder e resistência.

TEXTO CURATORIAL: A exposição Úvula de Ísis: a voz da mulher na arte, reúne 18 artistas brasileiras e suas produções como fontes de poder e resistência no cenário feminista vigente, e canalizando através da arte, as conquistas alcançadas por sua militância coletiva e as lutas constantes por respeito e igualdade. Num cenário sombrio de competição por poder e autoridade, elas encontram forças umas nas outras para resistir e transformar antigos paradigmas e crenças obsoletas sobre seus sexos, seus corpos, suas ideias, onde as tentativas de ocultar a voz da mulher, a potencializa para que atravesse todos os densos muros da ignorância e construam os novos pilares da liberdade humana.
A voz da mulher na arte surge para alertar sobre a presença potente que se manifesta e não se dobra aos caprichos de sistemas patriarcais. É a vontade pictórica que invade a matéria e deixa registrado marcas de resistência e necessidades que precisam ser compreendidas e incorporadas por todos. A Úvula de Ísis se manifesta como arquétipo da Grande Mãe, provedora da vida, que concede as mulheres os poderes para caminhar ao lado do homem, e não sob sua sombra. É a antiga sabedoria inata na figura feminina que ensina e protege. A Deusa Negra egípcia aparece como símbolo de renovação e transformação, por isso a necessidade de voltar a olhar os arquétipos femininos de poder.
A união entre mulheres que marcham contra sistemas opressivos, o fim de símbolos associados a fragilidade e submissão, são apenas partes de um grande conjunto de “arquétipos fracos” contra os quais as mulheres lutam há séculos. Construir uma identidade, é transformar a maneira como enxerga a si mesmo e o mundo, é construir um corpo político, econômico, que contesta e transforma o meio.
De acordo com Simioni (2008, p. 22)
Ao invés de colocar em suspenso a ideia de inferioridade comumente atrelada ao pertencimento do sexo feminino, acaba-se por corroborar preconceitos dominantes. Nesse sentido a crença de que existem “mulheres notáveis” pode servir como exemplo de que as posições de desigualdade não resultam de forças sociais, mas de dons individuais, deixando incólume o cânon, sem identificar sua história e/ou as motivações que orientaram sua emergência e seu uso.
Com a mulher ingressando no mercado de trabalho, por volta de 1950 ela se insere no espaço público e passa a acumular papéis. A presença da mulher na arte, enquanto criadora e não musa, causava incomodo à classe artística masculina, que por sua vez tratava de atribuir aspectos frágeis as suas produções, sendo vistas como delicadas e frágeis, enquanto a produção masculina recebia atributos como potente e viril.
A noção de “arte feminina“ que foi amplamente divulgada na França ao longo de mil e oitocentos, deve ser vista como um rótulo produzido historicamente. Por meio dele se divulgava a ideia de que todas as mulheres possuíam características comuns, como um espírito delicado, além de serem propensas a alguns afazeres, como uma atenção ao detalhe, um sentido decorativo e imitativo que melhor se revelava as pequenas obras etc. Tais determinações as levavam a alguns gêneros artísticos específicos: a cópia, a natureza-morta, as artes aplicadas, as telas em pequenas dimensões com temas de gênero, as pinturas de flores, enfim, modalidade que, recorrentemente, eram desvalorizadas pelos homens, principalmente por as diferirem dos atributos de “gênio”, como a originalidade e o vigor. Tal esfera separada, a de “arte feminina”, por um lado possibilitou que muitas artistas pudessem mesmo viver deles, por outro, afastou-as de uma competição direta com as obras masculinas e relegou-as a um nicho menos valorizado dentro do mundo artístico. (SIMIONI, 2008, p. 44)

Em um meio extremamente machista e conservador, era difícil o acesso para mulheres participarem de aulas em ambientes repletos de homens, sendo que mesmo ao participarem eram oprimidas por seus próprios orientadores. O estudo do modelo-vivo tão necessário para a constituição de um artista na época, (o modelo de gênero, as pinturas históricas que glorificavam feitos era o que consagrava os artistas) era extremamente constrangedor, já que o ambiente não era separado, mesmo quando participavam e o modelo não ficava totalmente nu.
Em 1894 foram abertas aulas noturnas para o público feminino na modalidade livre, no caso, não seguindo as cadeiras impostas pela academia. Para as mulheres era quase impossível ficar transitando nas ruas durante a noite, pois esse fato ocasionava outro problema: seriam tachadas de promíscuas. Como as famílias presavam pela conservação da moral e integridade feminina, muitas vezes era necessário que as mães as acompanhassem.
As produções artísticas de mulheres, ganham mais potência na atualidade porque as causas feministas são abraçadas por responsáveis em dar visibilidade, como curadores e instituições de arte que se propõe romper com o cânone vigente. Cada vez mais estas artistas se unem para mostrar o poder de combate dentro das massas, que não permitem mais serem invisibilisadas, trazendo à luz muito da história ocultada ao longo dos séculos, sobre grandes inventoras visionárias.
Legitimar a produção artística da mulher é construir um espaço justo e igualitário na história da arte, pois, é “em uma sociedade que tivesse superado os estereótipos de gênero em que seríamos capazes de nos ajudar a sustentar direitos fundamentais para todas as pessoas.”¹
A exposição Úvula de Ísis convida a todos para incorporarem a potência do feminino em si, compreender suas múltiplas faces e encontrar o equilíbrio que rege os ciclos de transformação da vida, com menos ênfase na dualidade para caminhar rumo à uma era de unicidade.

Nota:
1 Informação fornecida por Marcia Tiburi, para a Revista Bravo, em São Paulo, 2017. Disponível em: http://bravo.vc/seasons/s01/e02/
Referência:
SIMIONI, Ana Paula Cavalcanti. Profissão Artista: Pintoras e escultoras acadêmicas brasileiras. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo: FAPESP, 2008.