Artes Visuais - Bacharelado

Artes Visuais: formação de profissionais que fazem a diferença no cenário artístico e cultural

Artes Visuais: formação de profissionais que fazem a diferença no cenário artístico e cultural
Curso da Unesc oferece graduações voltadas à licenciatura e ao bacharelado na área Mais imagens

Em março de 2020 o curso de Artes Visuais irá comemorar seus 50 anos de história na Unesc. São cinco décadas de ensino formando artistas e professores que fizeram e fazem a diferença no cenário artístico e cultural de toda a região. O que começou sendo chamado de Desenho e Plástica, passando para Educação Artística, hoje é um dos mais tradicionais cursos da Universidade, espaço mais que democrático para todos aqueles se interessam e inspiram arte em alguma de suas esferas.

Quem procura pelo curso encontra as opções de habilitação em Licenciatura e Bacharelado. Conforme a coordenadora de ambos, Aurélia Regina de Souza Honorato, tamanha a importância da formação e a qualidade da graduação, que hoje a própria Universidade absorve egressos como professores. “Dos 22 professores de Artes Visuais, oito são ex-alunos que se destacaram e hoje repassam seus conhecimentos lecionando”, comenta.

De acordo com Aurélia, a base das formações é comum, com foco do conhecimento da arte por meio da história. “Eles diferenciam nos demais aspectos. Na Licenciatura pela formação de professores de artes, habilitados a dar aula para ensino infantil até adulto, e no Bacharelado pela atuação com foco na produção artística e cultural”, explica.

Entre os diferenciais encontrados na Universidade, única que oferece o curso de forma presencial no Sul, está a criação da Sala Edi Balod. O Espaço de Exposições e Laboratório de Artes Visuais localizado no Bloco Administrativo da Unesc, inaugurado em 2016, passou a ser um grande trunfo dos cursos. O local recebe ocupações de artistas, coletivos, pesquisadores, produtores, críticos e curadores das áreas de artes visuais, cinema, dança, literatura, música e teatro. “Além de encontrarem ali uma fonte riquíssima de aprendizado, a Sala oferece ainda a oportunidade de laboratório de expografia, de como receber exposições”, acrescenta a coordenadora.

Com trabalho fundamentado em teorias, pesquisas artísticas e científicas, o curso permite que, bem além do básico da teoria, o acadêmico tenha contato com os mais variados materiais e diferentes produções artísticas, acrescentando ainda o aprendizado interpessoal. “A gente põe a mão na massa mesmo e cria. O mais interessante é que isso ultrapassa o ‘belo’ e acaba, a cada geração, representando coisas diferentes e que estão em alta no período. É um espaço de fala”, completa Aurélia.

A construção crítica do pensamento, conforme a coordenadora, é uma constante ao longo dos anos de graduação. “Trabalhamos diretamente na perspectiva da crítica e da criação usando diferentes linguagens, das clássicas as contemporâneas”, explica.

Espaço para a pesquisa

Além do ambiente plural de uma Universidade comunitária, o curso oferece a possibilidade de o acadêmico iniciar uma trajetória no ramo da pesquisa. Nesta área há 15 anos o GPA (Grupo de Pesquisa em Arte) reúne professores, alunos, egressos e estudiosos do assunto de forma geral em torno de projetos de pesquisa científica. “Isso acrescenta uma oportunidade especial aos alunos. Temos diversos relatos de estudantes que nos destacam como a pesquisa mudou suas visões nesse universo das artes”, comenta Aurélia.

As transformações daqueles que entram na graduação e dos profissionais que saem dos portões da Universidade já com o diploma em mãos, de acordo com a professora, são emocionantes. “É lindo de ver como eles se encantam e vão muito além daquilo que imaginavam quando chegaram no curso. Muitas vezes os alunos chegam com a ideia de que vão ensinar ‘desenho’, mas logo veem que é muito, muito mais que isso. Eles vão para o mercado realmente transformados e prontos para fazer a diferença no cenário artístico e cultural”, destaca.

Apesar dos inúmeros desafios encarados não só no universo da arte e da cultura, mas também das licenciaturas e dos pesquisadores, a luta é também é uma constante daqueles que escolhem as Artes Visuais. “Estamos sempre resgatando esse espírito nos alunos, pois eles escolheram a profissão e estão dispostos a lutar por ela e por aquilo que acreditam. A valorização da educação é necessária e nunca saíra da pauta”, completa.

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

13 de agosto de 2019 às 13:34
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