Engenharia Ambiental e Sanitária

Unesc e Famcri avançam no projeto de monitoramento ambiental das águas do Rio Criciúma

Unesc e Famcri avançam no projeto de monitoramento ambiental das águas do Rio Criciúma
Serão realizadas analises físico químicas em seis pontos do rio Criciúma, no período de um ano (Fotos: Divulgação) Mais imagens

A Unesc e a Famcri (Fundação do Meio Ambiente de Criciúma) estão juntas pela recuperação e preservação do Rio Criciúma. Na última quinta-feira (18/7) uma reunião entre a Fundação e representantes da Universidade pontuou os próximos passos do Projeto de Revitalização e Monitoramento do Rio Criciúma.

O professor do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária da Instituição, doutor Carlyle Torres Bezerra de Menezes, conta que a iniciativa por parte da Universidade surgiu a partir de uma mobilização, envolvendo a Expedição do Rio Criciúma. O grupo é formado por professores e acadêmicos de cursos de graduação da Unesc e também professores e alunos de escolas de Criciúma.

A conversa realizada entre as instituições resultou em avanços na metodologia de análise e apresentação dos índices de qualidade da água, dos parâmetros considerados para apresentação das informações e os pontos de coleta de água do Rio. A previsão de início das ações é agosto de 2019. Até a data, serão feitas atividades de reconhecimento dos pontos de coleta.

Segundo a Presidente da Famcri, Anequésselen Bitencourt Fortunato, a iniciativa incentivará práticas de educação ambiental, promoverá a recuperação de mata ciliar e tornará a cidade de Criciúma em exemplo no monitoramento ambiental. “O objetivo é reforçar a importância de preservação do principal rio da cidade. Para ter sucesso, buscaremos dados informativos e qualitativos que destaquem a necessidade”, explica.

De acordo com o diretor de Licenciamento e Fiscalização, Felipe Soratto Monteiro, a expectativa é pela continuidade da parceria após a conclusão das atividades. “Inicialmente o trabalho em conjunto terá vigência em período de um ano, tempo necessário para que seja possível observar um ciclo hidrológico que contemple as quatro estações do ano”, esclarece.

Para a aplicação do projeto, a metodologia escolhida é utilizada há mais cinco décadas. Criada pela Fundação Nacional de Saneamento dos Estados Unidos, foi adotada pela CESTESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo). Conforme a coordenadora do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária, Paula Tramontin Pavei, um estudo dos acadêmicos da graduação apontou a necessidade de a metodologia passar por adaptações, pela influência da mineração nas águas da região.

Estão envolvidos no projeto o Grupo de Pesquisa de Gestão de Recursos Hídricos e Ambientes Alterados da Universidade e professores e estudantes do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária e do PPGCA (Pós-Graduação em Ciências Ambientais).

Leonardo Ferreira - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

23 de julho de 2019 às 08:57
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