Engenharia Ambiental e Sanitária

Engenharia Ambiental e Sanitária: uma profissão do futuro

Engenharia Ambiental e Sanitária: uma profissão do futuro
Profissionais da área são cada vez mais requisitados para projetos de recuperação e gestão ambiental (Foto: Divulgação) Mais imagens

Engenharia Ambiental e Sanitária, uma carreira nova, apontada por pesquisas como uma das mais promissoras do século, mas já consolidada mundialmente. Sua palavra-chave pode ser definida como sustentabilidade, fator que clama por profissionais formados na área. No Sul de Santa Catarina, região que por alguns anos esteve entre as áreas críticas nacionais quanto à poluição ambiental gerada pela mineração de carvão, foi fundamental a criação de um curso superior na área, projeto colocado em prática em 1999 na Unesc.

Ao longo destes 21 anos de curso foram mais de 450 engenheiros ambientais e sanitaristas formados que hoje atuam em diversos setores da economia. Através do desenvolvimento de projetos de pesquisa e extensão, professores, acadêmicos e profissionais formados na área deixaram um legado teórico e prático para a recuperação e gestão ambiental na região Sul de Santa Catarina. Foram projetos transformadores que envolveram a recuperação de áreas degradadas pela mineração, controle e monitoramento nos diversos compartimentos ambientais, desenvolvimento de tecnologias ambientais, entre outras áreas de atuação. Entre seus egressos há hoje engenheiros atuando no Brasil e no exterior, bem como em grandes projetos como da usina de Belomonte e na Petrobrás.

Ao longo dos últimos cinco anos o curso ganhou novos horizontes por conta da necessidade de redução dos impactos ambientais gerados por empreendimentos e a ampliação da visão de sustentabilidade nos mais diversos setores da economia mundial. Em paralelo a tudo isso os anos 2000 viram uma evolução do rigor das leis que vieram corrigir uma lacuna que deixou feridas abertas em séculos de descaso e que o impacto ambiental foi desconsiderado e tolerado. No caso das empresas um maior controle ambiental gerenciado por profissionais especificamente formados também permitiu, em muitas situações, a otimização dos processos produtivos sem impactos ambientais adversos.  Muitas destas inclusive investiram em processos que lhes garantiram a certificação ambiental, um diferencial estratégico para a competitividade.

Conforme a coordenadora do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária da Unesc, Paula Tramontim Pavei, a Universidade hoje também atende a uma crescente demanda na área de saneamento, incluindo o gerenciamento de resíduos sólidos, tratamento de água e efluente, implantação de sistemas de drenagem, bem como as atividades de planejamento e educação ambiental vinculada a estas áreas. Outro mercado que tem se aberto, de acordo com Paula, é o de consultoria ambiental, que permite ao engenheiro criar negócios próprios e empreender. “Para preparar o aluno da melhor forma para cada uma das situações a Unesc conta com 33 laboratórios de grande porte, além de cinco laboratórios de pequeno porte a disposição do curso”, salienta.

Oportunidades diferenciadas

Além do empenho na sala de aula, uma das grandes oportunidades de o acadêmico conquistar grandes diferenciais é a participação no projeto Empresa Júnior. Criada em 2012, a Eco Jr. Consultoria e Gestão Ambiental tem como principal objetivo integrar os acadêmicos com o mercado de trabalho. Com registro totalmente formalizado, a empresa gera demandas de trabalhos para os seus membros, gerando experiências seja no campo de atuação da engenharia quanto na gestão empresarial.  Isso representa o cumprimento de metas, atendimento ao cliente, planejamento e estratégia, finanças e liderança. Como qualquer empresa júnior, o empreendimento não visa à obtenção de lucro, onde todo recurso obtido é reinvestido na empresa ou aplicado em projetos sociais.

Ainda entre as ricas vivências oportunizadas nos anos de Universidade estão as saídas de campo. Nestas viagens de estudo os acadêmicos ganham em conhecimentos práticos que lhes servem de base para as disciplinas em sala de aula.

Já na área de extensão o foco se volta a ações solidárias de sustentabilidade e inovação com projetos em parceria com cooperativas de recicladores para gestão de resíduos; educação ambiental em escolas públicas, condomínios residenciais, associações e demais parceiros.

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

22 de julho de 2019 às 17:30
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