Núcleo de Estudos Étnico-raciais, Afro-brasileiros e Indígenas

Indígenas expõem artesanatos na Feira Solidária da Unesc

Indígenas expõem artesanatos na Feira Solidária da Unesc
Diversos produtos foram expostos; Núcleo da Universidade fez o convite para as visitantes oriundas de aldeia gaúcha (Fotos: Décio Batista / AgeCom) Mais imagens

A Feira de Economia Solidária da Unesc acolheu visitantes ilustres nesta quarta-feira (16). A convite do Núcleo de Estudos Étnico-raciais, Afro-brasileiros e Indígenas (Neabi) da Universidade, as mulheres indígenas artesãs da aldeia Takua Hovy, de Viamão, no Rio Grande do Sul, estiveram comercializando suas peças criadas à base de fibra de bambu, pintadas com corantes naturais.

Pulseiras, chocalhos, cestas, colares, arco e flecha e uma infinidade de objetos que demonstram a cultura guarani estiveram entre os itens oferecidos. Para a indígena Ara, cujo nome civil é Jocelaine da Silva, poder mostrar um pouco da arte da sua aldeia é muito gratificante. “A gente está aqui para vender o nosso artesanato e para mostrar a nossa cultura e como sobrevivemos em uma terra indígena. Isto aqui é um pouco da nossa aldeia que vive da venda de artesanatos fabricados por nós”, explicou

Para o professor e membro do Neabi para assuntos indígenas, João Batanolli, a presença das indígenas faz parte da história dos últimos anos no campus da Universidade. “Sempre tivemos essa aproximação com essa cultura tão importante aqui da nossa região. São habitantes originários das nossas terras e que estão novamente se fazendo presentes, trazendo um pouco da sua cultura e da sua história através do artesanato”, pontuou. “Além de ser o único meio mais original de sobrevivência que eles têm”, emendou.
Batanolli lembrou, ainda, do empenho da Unesc para valorizar a cultura indígena. “Uma importante ação que temos que agradecer ao apoio do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCA), do coordenador da Feira Solidária, professor Dimas Estevam de Oliveira e do Neabi”, finalizou.

A Feira de Economia Solidária acontece às quartas-feiras no hall da reitoria, no campus da Unesc.

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

15 de dezembro de 2021 às 19:40
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No Dia da Consciência Negra, Unesc marca presença no Aquilombar

No Dia da Consciência Negra, Unesc marca presença no Aquilombar
Foi a primeira edição do evento que assinala o Dia da Consciência Negra em Criciúma / Fotos: Divulgação Mais imagens

Para assinalar o 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, diversas entidades representativas dos movimentos negros de Criciúma se reuniram no Parque Altair Guidi neste sábado (20/11) em um evento repleto de atrações. A programação compôs o “1º Aquilombar: Essa Terra Também é Nossa!”.

A Unesc marcou presença. “O ideal é que não precisasse mais de uma data. Que essa atenção fosse reproduzida diariamente”, assinalou a coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas da Unesc (Neabi), professora Normélia Ondina Lalau de Farias. “Quando chegarmos a esse ideal, esse dia será tão somente para relembrar a contribuição dos negros para o Brasil”, afirmou.

A Secretaria de Diversidades e Políticas de Ações Afirmativas da Unesc também tomou parte na programação do Aquilombar. “O parque recebeu um grande público, e os membros dos movimentos sociais fizeram falas referentes a casos de racismo que estão ocorrendo em Criciúma”, contou a coordenadora da Secretaria, Janaína Damásio Vitório. “Foi apresentado, também, o compromisso de tornar esse evento anual, já que o 20 de novembro está instituído, com lei municipal, como o Dia Municipal da Consciência Negra também”, reforçou.

Também fizeram parte do Aquilombar entidades como Anarquistas contra o Racismo (ACR), Coletivo Chega de Racismo, Confraria Amigos de Mandela (ConMadiba), Entidade Negra Bastiana (ENEB), Organização Não-Governamental de Mulheres Negras Professora Maura Martins Vicência (MUNMVI), Pastoral Afro Antônio Luiz Costa, Sociedade Recreativa União Operária e Programa Municipal para Educação Étnico-Racial da Prefeitura de Criciúma (PEMEDER).


As apresentações do Aquilombar



O Neabi e a Secretaria de Diversidades e Políticas de Ações Afirmativas da Unesc realizaram a mostra de banners com notícias de jornais referindo casos de racismo em Criciúma. A ONG MUNMVI apresentou a mostra “Dandaras”, homenageando seis mulheres negras de Criciúma pro seu protagonismo.

A Escola Serafina Milioli Pescador levou a exposição Caixas de Tesouro, com Raquel Pereira Ferreira. Davi Chagas fez uma exibição de balé neoclássico e dança urbana, recebendo os aplausos do público. A coreógrafa Paula Gregório Gonçalves levou o grupo de dança da Escola José De Patta com a coreografia “Minha Primeira Vez” e o grupo Ms. Estúdio de Dança, que apresentou “Na vibe”. Também da coreógrafa Paula Gonçalves, com o colega Claudson Correa, o grupo Mult Style apresentou “Old Style”.

O empreendedor cultural e educador social Frank dos Passos promoveu reflexões sobre a luta antirracista em Criciúma. Houve a participação, ainda, do Movimento pela Voz da Periferia com o projeto Favela em Movimento.
 

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

23 de novembro de 2021 às 16:14
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Acesso de indígenas e quilombolas ao ensino superior em debate

Acesso de indígenas e quilombolas ao ensino superior em debate
Primeiro indígena mestrando da Unesc, Fabiano Alves participou da programação Mais imagens

O racismo e o preconceito foram as temáticas do “3º Diálogo: Acesso e permanência dos povos indígenas e quilombolas no ensino superior”, que faz parte do Seminário online “Diálogos institucionais: reflexões e proposições de práticas antirracistas nas Universidades Brasileiras”. O evento realizado na última segunda-feira (25/10) contou com transmissão da Unesc TV e a participação do graduado em pedagogia, pesquisador do Núcleo de Estudos afro-brasileiros e indígenas (Neabi) e mestrando do programa de Pós-graduação em Ciências Ambientais da Unesc, o indígena Fabiano Alves, da aldeia Tekoha Marangatu, de Imaruí.

Fabiano Alves, cujo nome específico em guarani é Caraí, é o primeiro indígena a cursar pós-graduação na Unesc. Ele apresentou durante a roda de conversa detalhes sobre o modo de viver na sua aldeia. “Sempre mantemos a nossa cultura, a nossa tradição, os nossos costumes e principalmente, dentro da reserva, a nossa língua. Assim fortalecemos a cultura e a nossa identidade, repassando conhecimento e sabedoria no dia a dia, de geração para geração. Considero o momento muito importante para debater e falar na atualidade, sobre como a sociedade não indígena e não quilombola nos enxerga na atualidade e dentro da Universidade”, comentou Fabiano. “Nós, povos indígenas, sempre sofremos muito preconceito, discriminação e desigualdade desde a invasão, que para os não indígenas foi o descobrimento das Américas. Queremos o respeito da sociedade, porque, afinal de contas, os indígenas e os quilombolas são a base da construção da população brasileira”, afirmou.

O outro palestrante da noite foi o estudante da última fase do curso de Agronomia da Udesc, Rodolfo Claudemir Lemos. Negro e natural de Garopaba, ele é membro da comunidade Quilombola Aldeia. Rodolfo desempenha atividades de apicultor e socorrista resgastista. Rodolfo apresentou sua comunidade e comentou sobre o preconceito e racismo sofrido enquanto acadêmico.

O “3º Diálogo: Acesso e permanência dos povos indígenas e quilombolas no ensino superior” pode ser visualizado clicando aqui

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

28 de outubro de 2021 às 18:11
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Alunos do Colégio Unesc têm experiência como autores de obras literárias

Alunos do Colégio Unesc têm experiência como autores de obras literárias
Ação faz parte do projeto (Re) Conectando Leituras e aborda temáticas diferentes em cada turma (Fotos: Mayara Cardoso/ Divulgação) Mais imagens

Os pequenos estudantes de 1º a 5º ano do Ensino Fundamental do Colégio Unesc terão obras publicadas para chamar de suas. Eles estão trabalhando no projeto (Re) Conectando Leituras, proposta iniciada após o período de aulas remotas com foco no estímulo à leitura e à escrita e que terá como resultado um livro publicado com a história escrita por cada um dos alunos. A temática das obras é diferente em todas as turmas e aborda o gênero e o assunto escolhidos pelos grupos sob comando dos professores regentes.

O projeto, conforme a coordenadora dos Anos Iniciais do Colégio Unesc, Wânia Inácio da Silva Ramos, tem o propósito de estimular a leitura e a escrita por meio de atividades que envolvam diferentes habilidades, sejam elas artísticas, literárias ou corporais que visem despertar no aluno o seu potencial cognitivo, criativo e literário. “A meta é qualificar leitura e escrita e nada melhor para esse estímulo que proporcionar que eles sejam os autores dos seus próprios livros. Para isso, o Colégio Unesc fez uma parceria com a Estante Mágica, que já atendeu mais de quatro mil escolas, culminando com a produção individual das obras”, explica.

Os enredos construídos pelas crianças envolvem os temas Contos de Fadas Modernos, Eu e o Outro, Brincadeiras Indígenas, Refugiados e O Lixo, assuntos abordados de diferentes formas em sala de aula. “Semanalmente a escrita, a ilustração e a biografia têm sido realizadas e aprimoradas com o olhar do próprio estudante, da professora e com a parceria das famílias que têm se envolvido entusiasmadas com a construção. O enredo da obra é de autoria de cada criança, construído durante as aulas a partir do gênero textual estudado e pesquisas sobre a temática proposta pela turma”, completa Wânia.

No 3º ano, por exemplo, no qual o assunto dos livros envolverá as brincadeiras da tradição indígena, a turma recebeu, de forma virtual, o mestrando do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCA) da Unesc, integrante da Comunidade Guarani, de Imaruí, Fabiano Alves, e do pesquisador Laboratório de Arqueologia Pedro Ignácio Schmitz (Lapis) professor do PPGCA, Juliano Bitencourt Campos, integrantes do Núcleo de Estudos Étnico-raciais, Afro-brasileiros e Indígenas (Neabi).

Na tarde de conversas os pequenos tiveram a oportunidade de fazer perguntas ao convidado e ver de perto alguns dos objetos e brinquedos produzidos na aldeia. Para a professora da turma, Vanuza Martinello Rocha, essa foi uma forma excepcional de fazer com que eles se envolvessem diretamente com o tema. “Quando conhecemos algo de perto nós aprendemos, entendemos e respeitamos”, comentou.

Nas outras turmas a empolgação com a escrita do primeiro livro também é evidente. No segundo ano, nas aulas da professora Gladis Gisele, o assunto em pauta é “Eu e o Outro”. Por lá, os alunos não veem a hora de estar com a obra em mãos. “Eu estou gostando muito e animado para ver como vai ficar o livro pronto”, comprova o pequeno Enzo Ambrosio.

Para a aluna Ayla Fernandes Moreira, além de interessante estar escrevendo a história, o projeto está ajudando no aprimoramento do traçado da escrita. “Estou gostando muito. Eu mesma estou criando e usando minha criatividade”, comenta também Gabriely Mendes Abatti.

Todo o trabalho de desenvolvimento do livro, que para a estudante Maria Luiza Alves Lage Pinto também está auxiliando no aprendizado sobre pontuação, por exemplo, será coroado com uma noite de autógrafos, na qual os pequenos autores receberão seus exemplares.

Além do exemplar entregue pelo Colégio Unesc, as famílias poderão adquirir mais unidades do material diretamente com a empresa Estante Mágica. O evento de autógrafos está programado para o mês de novembro.

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

18 de agosto de 2021 às 14:39
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Debate sobre negritude e pandemia abre a 16ª edição do Maio Negro na Unesc

Debate sobre negritude e pandemia abre a 16ª edição do Maio Negro na Unesc
Evento promovido pelo Neabi continua na próxima quinta e sexta-feira (13/5 e 14/5). Foto: (Reprodução) Mais imagens

“Vidas negras na pandemia importam”, esse foi o principal alerta dado no primeiro encontro da 16ª edição do Maio Negro na Unesc, promovido pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi), que iniciou nesta segunda-feira (10/5), com a mesa redonda “Negritude e Pandemia: Onde estamos em meio ao caos?”. O evento é transmitido pelo canal da Unesc Tv no Youtube e continuará nas próximas quinta e sexta-feira (13/5 e 14/5). A ação tem a parceria do Colégio Unesc, do Museu Virtual Afro Brasil Sul (Mabsul) e do curso de História.

Para abordar o tema de abertura, o encontro, que reuniu acadêmicos, professores, pesquisadores e comunidade externa, contou com a participação de mulheres negras de destaque em suas áreas de atuação. “A pandemia de Covid-19 impactou a todos, mas a comunidade negra, que representa uma expressiva parcela da população brasileira, sentiu ainda mais as consequências deste período. Esse é um segmento da sociedade que vem ao longo dos anos enfrentando vários desafios e que agora se acentuaram mediante à pandemia”, comentou a prof. Normelia Ondina Lalau de Farias, coordenadora do Neabi.

De acordo com o diretor de Ensino de Graduação, prof. Marcelo Feldhaus, o Maio Negro também diz respeito à identidade cultural negra, na perspectiva de ocupar um espaço para o reconhecimento das diferenças e identidades étnico-raciais do debate educacional, além de constituir-se como espaço de construção de conhecimento. “As atividades realizadas no evento se colocam também, como um subsídio para que a Lei 10.639/03, que prevê a inclusão da história e da cultura africana e afro-brasileira nos currículos universitários e escolares, se concretize a partir destas experiências, demonstrando nosso reconhecimento e valorização destas histórias, por vezes invisíveis e silenciadas”, alertou.

O encontro de abertura mediado pela professora Normélia, contou com as convidadas: Louvani De Fatima Sebastião Da Silva; Jucelia Vargas Vieira de Jesus; Mãe Preta D’Ogum; Janaina Vitório e Larielly Donini Gonçalves.

Vídeo homenageia comunidade vítima da pandemia

Intitulado “Negritude e Pandemia - Onde e como estamos em meio ao caos”, um vídeo produzido pelo prof. Alexander da Silva em homenagem às pessoas da comunidade negra que foram vítimas da pandemia, tocou a todos os participantes, que se emocionaram ao ver as imagens do professor e Procurador Jurídico da Unesc, João Carlos Medeiros Rodrigues Júnior, que faleceu em decorrência de complicações da Covid-19, em março.  

Museu virtual

O Maio Negro também será um espaço para uma novidade: o Museu Afro da Região Sul (Mabsul). A Unesc e a Universidade Federal de Pelotas irão fechar um convênio para lançar o Mabsul, um museu totalmente virtual envolvendo os três Estados do Sul do Brasil. A iniciativa quer, dentre outras coisas, ser uma ferramenta para que as escolas públicas trabalhem a questão racial em sala de aula. “Há muitos negros, que mesmo sem formação formal, tiveram importância nas suas comunidades. As parteiras, as lavadeiras, as passadeiras e as benzedeiras são exemplos disso”, lembrou a coordenadora do Neabi.

Programação

13 de maio

Às 19 horas, ao vivo pela Unesc TV 
Temática: “Dia 13 de Maio: A verdadeira história”
Convidados: professores Claudia Daiane Garcia Molet e Diego Luiz Caetano
Mediadora: Myrella Olívia Alves

14 de maio

Às 19 horas, ao vivo pela Unesc TV 
Temática: “Museu Afro Brasil Sul e a extensão como possibilidade de coexistir na universidade”
Convidadas: professoras Rosemar Lemos e Fernanda Sônego
Mediador: Denis Moraes

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

10 de maio de 2021 às 21:54
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