Ciências Biológicas - Licenciatura

Curso de Ciências Biológicas reúne acadêmicos e profissionais em semana de aprendizados

Curso de Ciências Biológicas reúne acadêmicos e profissionais em semana de aprendizados
Semana Acadêmica e Simpósio integram programação especial preparada pelo curso (Foto: Arquivo) Mais imagens

Os apaixonados pelo universo da biologia e temas ligados ao meio ambiente, sejam eles estudantes, profissionais ou comunidade em geral, terão oportunidade ímpar entre os dias 13 a 17 de setembro. Ao longo dos cinco dias o curso de Ciências Biológicas da Unesc promoverá a edição 2021 da Semana Acadêmica e o primeiro Simpósio de Biologia Marinha da Instituição. Além de uma semana inteira com convidados compartilhando conhecimento, o evento contará com o lançamento oficial da Pós-Graduação em Biologia Marinha, uma parceria com o curso de graduação e o Museu de Zoologia Professora Morgana Cirimbeli Gaidzinski.

A escolha de convidados de todas as regiões do país para compor a programação de palestras e mesas-redondas, conforme a coordenadora-adjunta do curso, Mainara Figueiredo Cascaes, busca dialogar com as mais diferentes áreas de atuação do profissional biólogo. “Nos cinco dias de programação temos todas as áreas do Brasil, de Norte a Sul, dialogando sobre as áreas de botânica, zoologia, ecologia, genética, entre outras. Queremos oportunizar a troca e a multiplicação de conhecimento entre acadêmicos do nosso curso com colegas de todo o país e de fora dele”, destaca.

A edição da Semana Acadêmica do curso de Ciências Biológicas (Sacib) tem como diferencial em 2021 o lançamento do curso inédito de Pós-Graduação, ofertado a partir dos próximos meses pela Universidade. “Essa será a primeira oportunidade do lançamento oficial do curso de Pós-graduação em Biologia Marinha, um curso esperado e que tem muito a contribuir com a produção de conhecimento em torno dessa temática da biologia em âmbito nacional e internacional”, aponta.

Toda a programação de atividades da Semana Acadêmica e do Simpósio será realizada de forma mediada por tecnologia, o que, para Mainara, foi a maneira escolhida para oportunizar a maior troca de experiências possível. “Realizamos o evento em 2020 de forma síncrona e percebemos quão engrandecedora foi, do ponto de vista acadêmico, a oportunidade de receber convidados de diferentes localidades. Neste ano escolhemos seguir com o mesmo formato, seguindo ainda todas as normas de biossegurança necessárias, mas também aproveitando a oportunidade incrível que a virtualidade nos mostrou”, acrescenta.

Para acompanhar a Sacib e o Simpósio e receber Certificado de Participação é necessário que os interessados façam uma inscrição simples por meio dos formulários abaixo:

Inscrição para a Semana Acadêmica do curso de Ciências Biológicas

Inscrição para o 1º Simpósio de Biologia Marinha

Mais informações podem ser acessadas ainda na página do curso no Instagram: @BiologiaUnesc.

Mayara Cardoso - Agência de Comunicação da Unesc

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

09 de setembro de 2021 às 20:00
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Professor da Unesc participa de projeto de monitoramento de animais marinhos no Espírito Santo

Professor da Unesc participa de projeto de monitoramento de animais marinhos no Espírito Santo
Rodrigo Machado é professor do curso de Ciências Biológicas e pós-doutorando em Desenvolvimento Socioeconômico na Universidade (Fotos: Divulgação) Mais imagens

As pesquisas do professor do curso de Ciências Biológicas da Unesc, Rodrigo Machado, ganharam mais um importante capítulo. Nos últimos dias Rodrigo participou de projeto de monitoramento aéreo de megafauna marinha no estado do Espírito Santo, por meio do Grupo de Pesquisa de Mamíferos Marinhos do Rio Grande do Sul (Gemars), do qual também faz parte. A experiência foi a segunda na carreira do professor voando e observando a presença de animais marinhos e as condições ambientais.

O cenário de tirar o fôlego visto da aeronave há aproximadamente 1.500 metros de altura e em velocidade média de 200 km/h, é o campo de estudo do professor, que leva todas essas experiências para a sala de aula.

O propósito do trabalho, conforme Rodrigo, é realizar censos populacionais de golfinhos, baleias, tartarugas, aves, tubarões e raias. “O monitoramento consiste na observação direta pelos pesquisadores para baixo através de janelas específicas que permitem a projeção. Nesta observação o pesquisador registra em áudio, à medida que algum animal é avistado, gravando a narração sobre a espécie e o número de animais observados. Também é observada a presença de barcos de pesca e as condições ambientais, como cor da água, reflexo solar e ondulação”, explica.

As vivências acumuladas nos dias de trabalho em campo, conforme o professor, certamente se refletem nos olhos atentos dos alunos que o escutam com atenção e encantamento com as histórias compartilhadas em aula. “Toda a experiência profissional na área biológica que tenho a oportunidade de atuar contribui muito na minha atuação como professor. São experiências como essa que enriquecem as aulas, que cativam os alunos e que lhes dão mais vontade para seguir em frente. Os acadêmicos se sentem motivados quando exploramos exemplos próprios. Isso é gratificante e ajuda a fortalecer o elo entre aluno e professor”, acrescenta.

Além de professor do curso de Ciências Biológicas, Rodrigo é pós-doutorando em Desenvolvimento Socioeconômico na Universidade. No PPGDS o professor se dedica à pesquisa em biologia pesqueira, desenvolvimento socioeconômicos, políticas, programas e práticas socioambientais para o manejo e gestão de comunidades tradicionais e recursos naturais.

Trabalho realizado há três décadas

O Grupo de Estudo de Mamíferos Aquáticos do Rio Grande do Sul (Gemars) trabalha, desde 1991, com populações de megafauna. De 2010 para cá amplia a atuação com sobrevoos em diferentes regiões do país.

O projeto, conforme o professor, vem ganhando força nos últimos anos com a participação de pesquisadores e alunos de graduação, mestrados, doutorado.

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

26 de agosto de 2021 às 21:34
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Vem aí a XVIª Semana do Meio Ambiente e Valores Humanos da Unesc

Vem aí a XVIª Semana do Meio Ambiente e Valores Humanos da Unesc
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Em comemoração ao dia do Meio Ambiente, no dia 5 de junho, acontece na Unesc, nos dias 27 e 31 de maio e 01 e 02 de junho, a XVI Semana do Meio Ambiente e Valores Humanos. O evento é organizado pela Comissão Permanente de Meio Ambiente e Valores Humanos – Comavh/Unesc, Fórum de Restauração do Rio Mãe Luzia, Âmago/Unesc e Fundação do Meio Ambiente de Nova Veneza – Fundave. O tema central escolhido para este ano será: Crise Civilizatória e Restauração Ecológica.

Para o presidente da Comavh/Unesc, professor Carlyle Torres de Bezerra Menezes, o evento será intenso e com muitas atividades. “A Semana terá como temática de fundo a crise civilizatória e as possibilidades da restauração ecológica, assuntos que vão ao encontro da recomendação da Assembleia Geral da ONU, que instituiu entre os anos de 2021 a 2030, como a década da restauração dos ecossistemas. Nosso objetivo é socializar o conhecimento na questão ambiental e nos valores humanos”, ressaltou o professor.

Os encontros; em forma de mesas redondas, palestras e oficinas, serão online e gratuitos, com transmissão ao vivo pelo YouTube, no canal  oficial da Unesc Tv. No dia 27, às 19h, acontece a abertura com uma mesa redonda com quatro especialistas discutindo o tema: “Recuperação da Mata Atlântica em Santa Catarina: Práticas e Desafios”. clique aqui: 

Neste ano busca-se dar ênfase a mobilização das pessoas em torno das discussões ambientais, com o intuito de sensibilizá-las à participação efetiva no movimento pela conservação e recuperação da biodiversidade e da sustentabilidade socioambiental do planeta.

Também apoiam a XVIª Semana do Meio Ambiente e Valores Humanos, o Programa pós-graduação em Ciências Ambientais (PPGCA), os cursos de graduação em Engenharia ambiental e Sanitária, Ciências Biológicas e Geografia e do Colégio da Unesc.

A Semana do Meio Ambiente é aberta aos acadêmicos, profissionais da área e público em geral. Para participar os interessados poderão efetuar suas inscrições através do site (clique aqui).

Confira a programação completa:

XVI – SEMANA DO MEIO AMBIENTE E VALORES HUMANOS
Dias 27 e 31 de maio e 01 e 02 de junho

27/05 - Quinta-feira

19:00 - Mesa-redonda

RECUPERAÇÃO DA MATA ATLÂNTICA EM SANTA CATARINA: PRÁTICAS E DESAFIOS

Palestrantes:
Marcos Maes
Leandro Casanova
Donato Lucieti
Carlyle Torres Bezerra de Menezes

Clique aqui:

31/05 – Segunda-feira 

14:00 – Oficina 

ACOMPANHAMENTO DA COMUNIDADE LINDEIRA IMPACTADA NO CONTEXTO DA GESTÃO AMBIENTAL DA BR-285/RS/SC.

Palestrantes:
Carlyle Torres Bezerra de Menezes - Coordenador
Bárbara Regina Alvarez - Coordenadora
Ieda Cristina Alves Ramos
Nina Rosa de Souza Machado

Clique aqui: 

19:00 - Mesa-redonda 

CRISE CIVILIZATÓRIA E RESTAURAÇÃO ECOLÓGICA

Palestrantes:
Carlyle Torres Bezerra de Menezes
João Alberto Ramos Batanolli
Mário Ricardo Guadagnin
Miriam da Conceição Martins

Clique aqui:

01/06 – Terça-feira

08:00 - Oficina

EDUCAÇÃO, COMUNICAÇÃO E PROCESSOS CRIATIVOS NO CONTEXTO DO LICENCIAMENTO AMBIENTAL

Palestrantes:
Carlyle Torres Bezerra de Menezes - Coordenador
Bárbara Regina Alvarez - Coordenadora
Amanda Montagna
Cauê Canabarro
Gustavo Arruda

Clique aqui:

14:00 - Mesa-redonda

ECOLOGIA PROFUNDA, AS LUTAS AMBIENTAIS MUITO ALÉM DA UTILIDADE DOS RECURSOS NATURAIS

Palestrantes:
João Alberto Ramos Batanolli - Mediador
Kerexu Yjapiry
Fabiano Alves
Geraldo Milioli
Elenice de Freitas Sais

Clique aqui:

19:00 - Palestra

O AMANHÃ DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA PERSPECTIVA DA ECOLOGIA COSMOCENA

Palestrantes:
Carlyle Torres Bezerra de Menezes - Mediador
Vilmar Alves Pereira
Miriam da Conceição Martins – Mediadora
Bárbara Regina Alvarez - Mediadora

Clique aqui:

02/06 – Quarta-feira 

09:00 - Mesa-redonda

AÇÕES DESENVOLVIDAS PELOS COMITÊS VISANDO A QUALIDADE DOS RECURSOS HÍDRICOS

Palestrantes:
Carlyle Torres Bezerra de Menezes - Mediador
Miriam da Conceição Martins - Mediador
Lourenço Paim Zanette
Fernando Damian Preve Filho
Bárbara Regina Alvarez

Clique aqui:

14:00 - Palestra 

RELAÇÃO ENTRE OS IMPACTOS AMBIENTAIS E O SURGIMENTO DE DOENÇAS

Palestrantes:
Tiago Moreti
Miriam da Conceição Martins - Mediadora
Rodrigo Ribeiro de Freitas - Mediador

Clique aqui:

19:00 - Mesa-redonda

GESTÃO TERRITORIAL E AMBIENTAL DA BACIA CARBONÍFERA DE SANTA CATARINA

Palestrantes:
Carlyle Torres Bezerra de Menezes - Mediador
Nadja Zim Alexandre
Dermeval Ribeiro Vianna Filho

Clique aqui:

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

26 de maio de 2021 às 17:24
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Vem aí a XVIª Semana do Meio Ambiente e Valores Humanos da Unesc

Vem aí a XVIª Semana do Meio Ambiente e Valores Humanos da Unesc
Serão quatro dias para discutir e abordar temas sobre a restauração do ecossistemas e a sustentabilidade socioambiental do planeta (Imagem de Gerd Altmann por Pixabay) Mais imagens

Em comemoração ao dia do Meio Ambiente, no dia 5 de junho, acontece na Unesc, nos dias 27 e 31 de maio e 01 e 02 de junho, a XVI Semana do Meio Ambiente e Valores Humanos. O evento é organizado pela Comissão Permanente de Meio Ambiente e Valores Humanos – Comavh/Unesc, Fórum de Restauração do Rio Mãe Luzia, Âmago/Unesc e Fundação do Meio Ambiente de Nova Veneza – Fundave. O tema central escolhido para este ano será: Crise Civilizatória e Restauração Ecológica.

Para o presidente da Comavh/Unesc, professor Carlyle Torres de Bezerra Menezes, o evento será intenso e com muitas atividades. “A Semana terá como temática de fundo a crise civilizatória e as possibilidades da restauração ecológica, assuntos que vão ao encontro da recomendação da Assembleia Geral da ONU, que instituiu entre os anos de 2021 a 2030, como a década da restauração dos ecossistemas. Nosso objetivo é socializar o conhecimento na questão ambiental e nos valores humanos”, ressaltou o professor.

Os encontros; em forma de mesas redondas, palestras e oficinas, serão online e gratuitos, com transmissão ao vivo pelo YouTube, no canal Unesc Tv. No dia 27, às 19h, acontece a abertura com uma mesa redonda com quatro especialistas discutindo o tema: “Recuperação da Mata Atlântica em Santa Catarina: Práticas e Desafios”.

Neste ano busca-se dar ênfase a mobilização das pessoas em torno das discussões ambientais, com o intuito de sensibilizá-las à participação efetiva no movimento pela conservação e recuperação da biodiversidade e da sustentabilidade socioambiental do planeta.

Também apoiam a XVIª Semana do Meio Ambiente e Valores Humanos, o Programa pós-graduação em Ciências Ambientais (PPGCA), os cursos de graduação em Engenharia Ambiental e Sanitária, Ciências Biológicas e Geografia e do Colégio da Unesc.

A Semana do Meio Ambiente é aberta aos acadêmicos, profissionais da área e público em geral. Para participar os interessados poderão efetuar suas inscrições através do site (clique aqui).

Confira a programação completa:

XVI – SEMANA DO MEIO AMBIENTE E VALORES HUMANOS
Dias 27 e 31 de maio e 01 e 02 de junho

27/05 - Quinta-feira

19:00 - Mesa-redonda

RECUPERAÇÃO DA MATA ATLÂNTICA EM SANTA CATARINA: PRÁTICAS E DESAFIOS

Palestrantes:
Marcos Maes
Leandro Casanova
Donato Lucieti
Carlyle Torres Bezerra de Menezes

http://www.youtube.com/unesctv

31/05 – Segunda-feira 

14:00 – Oficina 

ACOMPANHAMENTO DA COMUNIDADE LINDEIRA IMPACTADA NO CONTEXTO DA GESTÃO AMBIENTAL DA BR-285/RS/SC.

Palestrantes:
Carlyle Torres Bezerra de Menezes - Coordenador
Bárbara Regina Alvarez - Coordenadora
Ieda Cristina Alves Ramos
Nina Rosa de Souza Machado

http://www.youtube.com/unesctv

19:00 - Mesa-redonda 

CRISE CIVILIZATÓRIA E RESTAURAÇÃO ECOLÓGICA

Palestrantes:
Carlyle Torres Bezerra de Menezes
João Alberto Ramos Batanolli
Mário Ricardo Guadagnin
Miriam da Conceição Martins

http://www.youtube.com/unesctv

01/06 – Terça-feira

08:00 - Oficina

EDUCAÇÃO, COMUNICAÇÃO E PROCESSOS CRIATIVOS NO CONTEXTO DO LICENCIAMENTO AMBIENTAL

Palestrantes:
Carlyle Torres Bezerra de Menezes - Coordenador
Bárbara Regina Alvarez - Coordenadora
Amanda Montagna
Cauê Canabarro
Gustavo Arruda

http://www.youtube.com/unesctv

14:00 - Mesa-redonda

ECOLOGIA PROFUNDA, AS LUTAS AMBIENTAIS MUITO ALÉM DA UTILIDADE DOS RECURSOS NATURAIS

Palestrantes:
João Alberto Ramos Batanolli - Mediador
Kerexu Yjapiry
Fabiano Alves
Geraldo Milioli
Elenice de Freitas Sais

http://www.youtube.com/unesctv

19:00 - Palestra

O AMANHÃ DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA PERSPECTIVA DA ECOLOGIA COSMOCENA

Palestrantes:
Carlyle Torres Bezerra de Menezes - Mediador
Vilmar Alves Pereira
Miriam da Conceição Martins – Mediadora
Bárbara Regina Alvarez - Mediadora

http://www.youtube.com/unesctv

02/06 – Quarta-feira 

09:00 - Mesa-redonda

AÇÕES DESENVOLVIDAS PELOS COMITÊS VISANDO A QUALIDADE DOS RECURSOS HÍDRICOS

Palestrantes:
Carlyle Torres Bezerra de Menezes - Mediador
Miriam da Conceição Martins - Mediador
Lourenço Paim Zanette
Fernando Damian Preve Filho
Bárbara Regina Alvarez

http://www.youtube.com/unesctv

14:00 - Palestra 

RELAÇÃO ENTRE OS IMPACTOS AMBIENTAIS E O SURGIMENTO DE DOENÇAS

Palestrantes:
Tiago Moreti
Miriam da Conceição Martins - Mediadora
Rodrigo Ribeiro de Freitas - Mediador

http://www.youtube.com/unesctv

19:00 - Mesa-redonda

GESTÃO TERRITORIAL E AMBIENTAL DA BACIA CARBONÍFERA DE SANTA CATARINA

Palestrantes:
Carlyle Torres Bezerra de Menezes - Mediador
Nadja Zim Alexandre
Dermeval Ribeiro Vianna Filho

http://www.youtube.com/unesctv

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

19 de maio de 2021 às 19:28
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Professor da Unesc tem pesquisa reconhecida por revista de divulgação científica nacional

Professor da Unesc tem pesquisa reconhecida por revista de divulgação científica nacional
Estudo sobre a relação entre os leões-marinhos e perdas na produção pesqueira aparece na última edição da Revista Fapesp (Foto: Rodrigo Machado Unesc/Gemars) Mais imagens

O trabalho de investigação científica para verificar possíveis perdas para o setor de pesca devido a presença de leões-marinhos nas redes no litoral do Extremo Sul catarinense e Norte gaúcho, desenvolvido pelo biólogo e professor do curso de Ciências Biológicas da Unesc, Rodrigo Machado, com a parceria de outros profissionais e entidades, foi reconhecido pela Revista Pesquisa Fapesp. Editada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, a revista é a única publicação jornalística do Brasil com foco na produção científica nacional.

Para o pesquisador, o reconhecimento da Revista da Fapesp é importante para o trabalho, especialmente pela maneira como ela trata a ciência, de forma a facilitar o entendimento das pesquisas para o público. “A revista trouxe vários olhares: da gestora da Ilha dos Lobos (em Torres, município que foi o centro da pesquisa), do pescador, de pesquisadores que participaram do estudo. É de extrema importância esse diálogo com a sociedade”, comenta.

A pesquisa

Por meio de entrevista com os pescadores, eles atribuíram uma perda econômica aos leões-marinhos: 88% dos entrevistados acreditavam que cada leão-marinho consumia cerca de 100 quilos de peixes por interação. Além disso, os animais ainda seriam responsáveis por prejuízos ao causar buracos nas redes. No entanto Machado realizou uma pesquisa acompanhando os pescadores nas embarcações que saiam para o mar – barcos com  tamanhos entre 10 e 14 metros, enquadradas na categoria médio porte. E estimou que a cada 100 quilos de peixe, os leões-marinhos comeriam 3 quilos, perfazendo assim um prejuízo de 3%.

“Se levarmos em consideração que barcos menores têm redes menores e capturam menos peixe, temos uma projeção de prejuízo maior para a pesca artesanal, para uma pesquisa realizada no Uruguai, por exemplo, Machado menciona que os pesquisadores estimaram uma projeção de 20% para a pesca artesanal. É preciso observar ainda que a estimativa de 3% de prejuízo na quantidade de peixes é para o setor pesqueiro como um todo, mas o sistema é de partilha em cotas não iguais. Para o dono do barco, que muitas vezes fica com 50% da produção, o prejuízo é um. Para o mestre do barco, já é maior e para os pescadores de convés, é ainda mais elevado. Sem contarmos os danos nas redes. Os animais são grandes e em muitas vezes a rede fica inutilizada”, conta o professor da Unesc.

A pesquisa foi realizada por Machado, com apoio de profissionais e organizações como o Grupo de Estudos de Mamíferos Aquáticos do Rio Grande do Sul (Gemars), do qual o biólogo também faz parte. Entre março de 2011 e março de 2012, Machado realizou 104 embarques, totalizando 100 dias no mar. No período, nas localidades de Passo de Torres e Torres, o pesquisador realizou 58 embarques e acompanhou 161 redes puxadas do mar, verificando que em 68 vezes os leões-marinhos acompanharam os barcos e atacaram as redes, estando o animal sozinho na maioria das vezes, ou em grupo de até oito leões.

Machado explica que as interações dos animais tem sazonalidade. “No verão não vi interação com a rede e no outono, pouca. A maior quantidade é no inverno e na primavera. Nos meses de inverno, por exemplo, na região entre Araranguá (SC) a Tramandaí (RS) todo barco que estiver no mar está suscetível à interação com os animais, que se aproxima da rede de pesca quando o barco está puxando ela para cima”, conta.

Para entender a quantidade de peixes ingerida pelos animais durante as interações e estimar o prejuízo para os pescadores, o pesquisador além de utilizar parâmetros existentes, de consumo diário de alimento pelos leões-marinhos em cada categoria etária a partir de animais em cativeiro. Machado também aferiu a quantidade de peixes consumida pelos leões-marinhos a partir da análise do estômago de animais que apareceram mortos na costa.

Somou e mediu os ossos dos peixes (otólitos) que estavam presentes no estômago dos leões e estimou a quantidade em quilos das presas presentes nos estômagos, encontrando até 18 quilos de peixe consumidos, no caso de machos adultos. Já animais subadultos, consomem até 8 quilos e juvenis, 5 quilos. Por fim, com estas informações, Machado pode calcular o prejuízo em quilos de peixes e monetário que os leões marinhos causavam ao setor pesqueiro, pois cada macho adulto que ele observou em uma rede, atribuiu uma redução de peixes em 18 quilos aquela rede, e assim por diante para todos os animais e suas respectivas categorias etárias.  Para fins de pesquisa, quando o animal avistado não era identificado em alguma categoria, o cálculo foi feito em cima do consumo médio de 10 quilos de peixe.

Confira a matéria da Revista da Fapesp


Milena Nandi – Agência de Comunicação da Unesc

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

19 de março de 2021 às 15:56
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