Direito

Em pauta, os direitos das mulheres com câncer de mama

Em pauta, os direitos das mulheres com câncer de mama
Evento faz parte das comemorações dos 25 anos do curso de Direito da Unesc (Foto: Reprodução / Agecom) Mais imagens

“Estamos juntos na luta contra o câncer de mama”. Com esse slogan, a Unesc vem demonstrando seu total apoio a essa importante bandeira, alinhada ao combate permanente à doença que atinge muitas mulheres. Com uma campanha maciça e uma programação recheada com palestras e bate papos educativos, o assunto vem sendo abordado por especialistas e defensores da causa.

Até o fim do mês, a Universidade vem levando adiante as suas mobilizações relacionadas ao Outubro Rosa, com iluminação especial em vários pontos do campus e o canal da Unesc TV no YouTube voltado à transmissão de diversas palestras sobre o tema. De forma online já foram abordadas discussões sobre mastologia, o câncer de mama e estratégias para saúde emocional e o estresse feminino. Muito mais está programado para o resto do mês.

O curso de Direito da Unesc se incorporou a esses momentos de informação às mulheres. Na tarde desta segunda-feira (18/10), foi levantado o tema “Direitos das Mulheres com Câncer”, com a participação da coordenadora do curso de Direito, Márcia Piazza, das professoras Mariana Mazuco Carlessi, Mônica Ovinski de Camargo Cortina e Rosângela Del Mouro. e da aluna e vice-presidente do Centro Acadêmico de Direito, Natana Daminelli.

“Este mês simboliza a luta mundial contra o câncer de mama. Neste período se costuma vestir rosa, usar laço rosa e iluminar fachadas com a cor rosa, tempo de conscientização sobre o assunto. No entanto, não é muito comum falar sobre os direitos das pessoas acometidas por essa doença. Pode ser estranho em um primeiro momento falar em câncer de mama e falar em direito mas, muito pelo contrário, o direito começa com o direito fundamental à vida e junto dele traz o direito social, o direito à saúde. Quando falamos em doenças, estamos falando também em medidas políticas e econômicas que o Estado se compromete a concretizar para garantir esse direito” explicou a professora Márcia.

A professora Mariana levantou a discussão sobre a relação entre médico-paciente, tratando da necessidade do diálogo entre as partes para que a enferma possa escolher o melhor tratamento. A docente Mônica Cortina falou sobre o atendimento da prevenção pelo SUS e a Política de Saúde para a mulher. Já a professora Marja Feuser apresentou os direitos trabalhistas para as pacientes com câncer de mama e as Leis que garantem a reconstituição das mamas para as mulheres mastectomizadas. O encerramento da mesa de conversa foi com a educadora Rosângela Del Mouro, comentando sobre as isenções fiscais que estão em vigor, em benefício das pessoas portadoras de câncer.

Para assistir ao conteúdo dessa mesa virtual basta clicar aqui

Campanha

O curso de Direito está neste mês alusivo ao combate ao câncer de mama, com uma campanha solidária para arrecadar lenços de cabeça. Os interessados em participar podem entregar sua doação na coordenação do curso que fica no Bloco XXI-B, 2º piso. No período da manhã das 7h15min às 11h15min e à tarde, das 13h às 17h.

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

19 de outubro de 2021 às 19:29
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Tecnologia conecta mestrandos da Unesc com México e Colômbia

Tecnologia conecta mestrandos da Unesc com México e Colômbia
Programa de Pós-graduação em Direito promoveu aula inaugural internacional(Foto: Reprodução/Agecom) Mais imagens

O Programa de Pós Graduação em Direito da Unesc (PPGD) está exportando conhecimento e transpondo fronteiras. Nesta segunda-feira (18/10) foi realizada a primeira aula em parceria com o mestrado em Direitos Humanos da Universidade Autônoma de San Luis Potosí (UASLP) no México e com a Universidade Autônoma Latino-americana (Unaula) de Medellín, na Colômbia.

Via Google Meet, os acadêmicos assistiram a aula proferida em espanhol dentro da disciplina Derecho Humanos, Pensamiento Crítico y Constitucionalismo Latinoamericano. A aula remota durou cerca de quatro horas e foi dirigida pelos professores Lucas Fagundes e Antônio Carlos Wolkmer. O professor Lucas é coordenador de Internacionalização do PPGD da Unesc e professor convidado das duas instituições parceiras, do México e Colômbia. O professor Wolkmer coordena o PPGD.

Para o professor Lucas, essa é uma experiência única entre três programas de mestrado em Direitos Humanos de diferentes países. “Estamos realizando essa experiência conectando Brasil, Colômbia e México para debater sobre a questão dos direitos humanos entre os países e os estudos e pesquisas que estão sendo desenvolvidos. Os mestrandos participantes fazem parte do convênio internacional que pretende intercambiar conhecimentos e práticas entre as Universidades participantes. Enfim, é uma importante atividade de colaboração internacional sobre Direitos Humanos no contexto latino-americano”, avaliou.

Quatro eixos temáticos e duas derivações permearam o conteúdo apresentado pelo professor Wolkmer aos mestrandos. O primeiro tópico abordou a temática “Para um marco teorico e em estudio del Derecho” (Um quadro teórico no estudo do Direito). O segundo eixo tratou de “La modernidad occidental y la formación del derecho” (Crises e novos paradigmas no Direito) e encerrou explicando Teoria crítica y Derecho (Teoria crítica e o Direito).

A programação continua nesta terça-feira (19/10) com “Críticas libertadoras”, conteúdo ministrado pelo professor Lucas Fagundes. Na quarta-feira (20/10), “Antropologia jurídica del dolor y corrientes críticas del Derecho”, com a professora Diana Molina, da Unaula. Na próxima segunda-feira (25/10), o professor Juan Paulo Acosta, da Unaula, apresentará “Los Derechos Humanos desde una perspectiva crítica en clave relacional” e “Derechos Humanos y twail: una aproximación latino-americana”. Os últimos encontros serão na terça-feira (26/10) com os professores Guilhermo Bustamante (UASLP) e a aula de encerramento, na quarta-feira (27/10) com o professor Alejandro Rosillo.

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

19 de outubro de 2021 às 14:10
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O boa sorte da Unesc aos candidatos à OAB

O boa sorte da Unesc aos candidatos à OAB
Divulgação Mais imagens

Ocorreram no último domingo (17/10) a primeira etapa das provas de mais um exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Como de praxe, os candidatos foram recepcionados no campus pelos professores do curso de Direito da Unesc antes do exame. A ação faz parte da preparação promovida pelo curso e oportuniza um último contato com os docentes, que entregam água, canetas, barras de cereais e aproveitam o momento para tirar todas as dúvidas dos participantes.

A coordenadora do curso de Direito, Márcia Piazza, destaca que em todas as provas são montados um espaço pelo curso onde os alunos podem conversar e descontrair. Eles também clicaram a selfie da sorte, uma tradição antes do exame na Unesc.

Além da recepção, o curso promove aulas preparatórias com palestras para potencializar os estudos. “Realizamos, antes da prova, 10 encontros do projeto OAB, com o intuito de auxiliar os alunos na prova e proporcionar melhor desempenho. E fazemos a recepção para desejar boa sorte e incentiva-los”, ressaltou Márcia. 

Como funciona o exame

O exame é dividido em duas etapas. Na primeira, com 80 questões objetivas de múltipla escolha em 17 disciplinas, o postulante deve alcançar o percentual mínimo de 50% de acertos. Só assim estará apto para realizar a segunda etapa, que consiste na elaboração de uma peça prático-profissional dirigida especificamente para a sua área de atuação futura.

Todos os estudantes que estejam cursando no mínimo a nona fase do curso de Direito ou os já formados podem realizar o exame. A segunda etapa da prova será no dia 12 de dezembro.

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

19 de outubro de 2021 às 12:57
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Unesc forma a primeira turma de tecnólogos em Gestão de Turismo

Unesc forma a primeira turma de tecnólogos em Gestão de Turismo
Cerimônia de colação de grau deste e outros sete cursos da Universidade foi realizada na noite de quinta-feira (14/10) (Fotos: Décio Batista) Mais imagens

Na véspera do dia em que se comemora o Dia do Professor, dia 15 de outubro, a Unesc realizou mais uma formatura, entregando à sociedade mais 25 graduados altamente qualificados para o exercício da profissão nas áreas de Administração com habilitação em Comércio Exterior, Enfermagem, Nutrição, Medicina, Tecnologia em Design de Moda, Tecnologia em Gestão Comercial, e Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos. A noite de quinta-feira (14/10) foi marcada também pela colação de grau da primeira turma de Tecnologia em Gestão de Turismo do polo do Balneário Rincão.O evento presencial foi realizado no Auditório Ruy Hulse com a presença dos formandos e familiares. Uma noite que vai entrar para a história da Universidade e na vida de cada bacharelando e bacharelanda.

A mensagem deixada pelo orador da turma, Richard Trajano da Rosa, bacharel de Medicina, a todos que ali se formaram foi de confiança em seus propósitos. “Acreditem no seu profissionalismo, no seu potencial, pois nos graduamos na Unesc, uma das melhores universidades do país, da América Latina e do mundo. Acreditem nas suas intuições e fiquem atentos as coincidências, pois esses são os pequenos milagres que Deus opera em nossas vidas”, destacou. Ainda na sua fala, o graduando comentou sobre as dificuldades de concluir o curso durante a pandemia do Covid-19, homenageando os 600 mil mortos no Brasil pelo vírus.

“Quem poderia imaginar que nós iríamos concluir nossos cursos em meio a uma pandemia? O Coronavírus chegou causando-nos medo e mudou totalmente a nossa rotina, mas vocês, amigos e colegas, ajudaram-nos a nos adaptar a essa nova realidade. Álcool-gel, máscaras, distanciamento social, aulas online. Com tudo isso conseguimos superar mais esse obstáculo para chegarmos até aqui hoje, obrigado por serem a nossa guarida fora de casa. Quantas lições essa pandemia nos ensinou. Com ela aprendemos que ciência é fundamental na construção do conhecimento e que ela deve ser o alicerce das decisões que devemos tomar principalmente como profissionais que agora somos”. O bacharelando também fez questão de agradecer a todos os professores pelos ensinamentos repassados e aos familiares, pelo apoio durante a caminhada.

A reitora e paraninfa da turma de formandos, Luciane Besognin Ceretta, iniciou a sua fala elogiando o discurso do orador pela sua capacidade de traduzir o que é a nossa Universidade Comunitária, em um momento de formação coletiva, com tantas diferenças de áreas do conhecimento. “Parabéns Richard você me alegra o coração e nos diz que estamos no caminho da formação que este mundo precisa”, destacou.

Na continuidade de seu discurso, a reitora fez um cumprimento aos familiares e professores, com mensagem especial aos seus afilhados e afilhadas. “A vida é feita de fluxos contínuos, de mudanças de rotas, de momentos, de rupturas. Nesta noite, estamos celebrando um desses momentos de transformação. Cada um de vocês superou seus limites e está concluindo a trajetória formativa. Agora vão em busca de sua própria realização pessoal e profissional. Vocês passam a ter mais autonomia, mais liberdade e quanto maior a liberdade, também maior a responsabilidade. Que não lhes faltem jamais a técnica, mas tão pouco a ética profissional e o espírito de uma gestão e de um cuidado humanizado, tendo sempre as pessoas em primeiro lugar”, aconselhou a paraninfa.

A reitora também prestou uma singela homenagem aos docentes da Unesc. “Quero também agradecer aos coordenadores dos cursos, na conclusão da sua trajetória formativa. Pela dedicação e pelo compromisso na condução dos seus respectivos cursos e a todos os professores pela incrível dedicação e capacidade de superação nesses tempos tão diferentes que fomos convocados a transitar e a sobreviver. Por desenvolverem de um modo sem igual, a capacidade de exercer esta nobre e complexa, mas absolutamente encantadora, tarefa de ensinar e de aprender, formando melhores cidadãos. A esses colegas professores e professoras da nossa Unesc e de todos os lugares e modalidades, eu deixo o reconhecimento da nossa Universidade pelo Dia do Professor, que na verdade se reproduz todos os dias”, salientou.

Tecnólogo aos 69 anos

Graduando em Tecnologia em Gestão de Turismo pelo polo do Balneário Rincão, Malaquias Adílio da Silveira, aos 69 anos, está na expectativa de agora, formado, colocar em prática tudo o que aprendeu, mostrando a beleza do seu Balneário. Nativo e morador do município, ele falou que foi a sua família que o incentivou a estudar. “Foi uma experiência muito boa, possível graças a minha família que me incentivou a aproveitar a oportunidade. Quero agradecer a Unesc e a Prefeitura. Antes tinha experiência pela idade, hoje tenho experiência pelo que estudei. Agora quero mostrar as belezas da nossa cidade que tem bastante coisa bonita para se ver”, comentou o formando.

Parceria consolidada

Para a secretária de Educação do Balneário Rincão, prestigiando a cerimônia e representando o prefeito Jairo Viana, a noite significa um marco para a cidade. “A formatura da primeira turma de Turismo da região com certeza é uma grande conquista para o nosso município. Queremos mais, já temos outros cursos implantados no Balneário e pretendemos ampliar ainda mais essa parceria para 2022. O curso foi de fundamental importância, tendo em vista que o nosso município tem um foco no turismo. Alguns dos formandos já fazem parte da administração municipal e por isso foram incentivados a fazer essa formação. Com certeza temos, a partir de agora, uma mão de obra qualificada, preparada por uma Universidade conceituada, como é a Unesc”, ressaltou a secretária.

Homenagem póstuma

No transcorrer do curso de Tecnologia em Gestão de Turismo a turma perdeu um aluno: Giovani de Souza Benélli. O falecimento dele foi lembrado durante a cerimônia desta quinta-feira com a presença dos pais do saudoso acadêmico, Márcio Figueredo Benélli e Maria Madalena de Souza, acompanhados do filho Lucas de Souza Benélli. Eles receberam das mãos da professora e tutora dos cursos EAD, Mariane Martins Cunha, uma placa em homenagem ao universitário, eternizando o carinho e o reconhecimento em nome da Unesc e do curso. No momento da homenagem, o cerimonialista Laênio Ghisi leu a seguinte reflexão: “o Giovani não morreu. Ele agora é uma estrela e estrelas não morrem, apenas mudam de lugar”.

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

15 de outubro de 2021 às 20:25
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Docência no ensino superior ultrapassa a preparação para o mundo do trabalho

Os professores passam boa parte de seu dia em contato direto com os alunos. Engana-se quem pensa que o docente é apenas o transmissor de informações. Ele também é agente de troca de experiências, que podem ser muito ricas e compensadoras. E é nesse aprendizado e num vasto campo de possibilidades que nascem oportunidades. O dia 15 de outubro, data em que se comemora o Dia do Professor é uma grande oportunidade para uma reflexão sobre a formação de novos professores. E nesse sentido, a Unesc, vem buscando aprimorar e realizar um trabalho de excelência junto ao seu corpo docente, na busca de novas alternativas que visem o aprimoramento da educação e o seu enriquecimento.

Para isso é fundamental acolher o professor e dar todo o suporte necessário para o processo enriquecedor da aprendizagem, e isso é o que a Unesc faz com toda a sua expertise, como conta a professora Indianara Reynaud Toreti Becker, pró-reitora Acadêmica da Universidade. De acordo com ela, o professor jovem e iniciante ou o de carreira de longa data têm um papel fundamental que é o de mediar todo o processo de aprendizagem. “O que difere é o tempo de experiência e o quanto se aprende com esse processo. O professor é um ser em construção, e o processo de aprendizagem se dá pela troca de experiências, de afetividade, de conhecimento técnico”, explicou.

Para a pró-reitora, todo professor que recém ingressa na carreira universitária vem, normalmente, com toda esperança e o desejo de promover a transformação. E o que ele vai desenvolver ao longo da carreira é a habilidade técnica de fazer docência. “Nosso papel é promover todo o processo de aprendizagem, de desenvolvimento, de habilidades para a área de docência”, ressaltou, abordando ainda a riqueza no que tange a troca de experiências em todo esse processo modificador.

Por falar em transformação e possibilidades, Elaine Guglielmi Pavei Antunes, 40 anos, é um desses grandes exemplos. Quando ainda estava na quinta fase do curso de Engenharia Civil ouviu de um professor, quando estava apresentando um trabalho, a seguinte frase: “você será professora”.

Esse presságio, quando ela tinha 21 anos, foi ganhando força à medida que o tempo avançava. Hoje, Elaine soma nove anos de carreira na docência na Unesc. A chance dessa carreira, que para ela, atualmente, é parte crucial da sua trajetória, ocorreu porque a Unesc abriu as portas.

“Estava fazendo mestrado em Engenharia Civil, em 2012, e recebi o convite para dar aula na Unesc, para os cursos de Engenharia Civil e Arquitetura. Paralelo a isso tinha meu escritório e a família, e sempre fiz tudo muito planejado, assim como deve ser em uma construção”, analisou.

Por amar a profissão de engenheira civil, ela também sentia a necessidade de ressignificar e dar um sentido ainda maior à sua vida. E foi pelo motivo de poder repassar os seus conhecimentos da construção civil, e por gostar tanto da área que mais a motivou e a motiva na sua vida acadêmica.

“Todo início é desafiador, mas com apoio de toda equipe da Universidade eu pude enxergar e aproveitar cada oportunidade que foi surgindo”, sinalizou. Foi quando veio a chance de fazer doutorado e, com determinação, Elaine conseguiu conciliar as suas tarefas. “Eu dava as minhas aulas aqui e fazia o doutorado na UFSC”, referiu, citando a instituição da qual é egressa.

Atualmente, a professora Elaine é coordenadora do curso de Engenharia Civil e dá aula na área. Foi membro da Comissão Assessora de Avaliação (CAA) de Engenharia Civil (Enade 2019), sendo que já fez parte do CAA de Engenharia Civil no Enade 2017.

No Direito, o crescimento do professor Leandro

Quem também tinha vontade de contextualizar seus conhecimentos e imergir para o mundo acadêmico foi o advogado criminalista Leandro Alfredo da Rosa, 42 anos. A ideia de poder transmitir a prática que tinha surgiu em 2011, quando somava nove anos de advocacia. Ele foi convidado para substituir um professor no estágio do curso de Direito da Unesc, e foi aí que esse universo transformador passou a fazer parte da sua vida.

“Como era praticamente o que eu fazia todo dia, ou seja, a prática da advocacia criminal, aceitei o convite. Sabia que se tratava de um grande desafio, pois lecionar em uma Universidade referência e com tamanha qualidade no corpo docente, certamente necessitaria de preparação, estudo e dedicação”, pontuou.

Porém, a vontade de continuar e estar cada vez mais inserido no ambiente universitário era a força que fazia buscar e se preparar mais para as aulas e proporcionar aos alunos o melhor que eles poderiam receber. “Pois se eu estava me sentindo acolhido e incentivado, então por que não proporcionar a eles o meu melhor? Estar atualizado, transmitir informações diárias, seguir um plano de ensino e conseguir vencer o conteúdo foi desafiador”, comentou.

Mas para que tudo saísse da melhor maneira possível, ele ainda contou com a recepção espetacular dos professores que estavam dispostos a auxiliar em todos os momentos. Após a substituição inicial, foi convidado para mais um semestre e em seguida, aberto um processo seletivo, se inscreveu e hoje já soma 10 anos de vida acadêmica que, para ele, uma oportunidade de crescimento dentro da nova carreira que se enraizava junto com a advocacia.

Prática alinhada à docência

O professor não só precisa saber, mas o que ensinar e como ensinar. É por meio das atividades de ensino, pesquisa e extensão, que se manifestam possibilidades de aproximação. A experiência no mercado de trabalho também auxilia os professores a ensinar com exemplos da vida real. E essa habilidade se torna cada vez mais importante. Foi o que explicou a professora Elaine Guglielmi Pavei Antunes. “A prática ajudou muito. No curso de Engenharia Civil, por exemplo, a maioria já trabalha em construção, e muitos são os questionamentos durante as aulas. Se eu não tivesse a experiência de obra, ou seja, da prática, certamente seria mais difícil”, argumentou.

Por falar em alinhamento do exercício da docência, enquanto ação transformadora juntando teoria com a prática, o professor Leandro da Rosa conta que hoje leciona e advoga percebendo o quando as duas atividades as fazem ser um docente em condições de transmitir aos alunos a teoria e a prática. “Falar para eles das vivências profissionais junto com o que o que os livros trazem, possibilitam conduzir os alunos a estarem nos locais que, futuramente, estarão como profissionais”, argumentou.

Para ele, ser professor é uma missão. “Penso que dom todos nós temos para algo. Precisamos ter a sensibilidade de nos colocarmos à disposição para servir, para auxiliar, para ajudar. E ajudar ensinando, é algo verdadeiramente incrível”, sublinhou o advogado.

Essa importante troca de experiências é o pensamento também da professora Elaine. Para ela, o melhor em ser docente é a possibilidade de aprender pela criatividade dos outros. “Quando você se dispõe a dar aula, você se dispõe a escutar o outro, a compartilhar experiências com o outro. Isso é muito importante para a formação e para o crescimento de todos”, enfatizou.

E esse vínculo e a relação com mercado de trabalho é importante e desafiadora, conforme a pró-reitora Acadêmica da Unesc, porque ela aproxima ainda mais com o cenário, sobretudo em uma universidade comunitária. “Quando se fala em uma formação em uma universidade comunitária, se fala de uma formação pautada em um cenário que a gente vive, dos problemas reais, de situações reais. Toda aprendizagem e projetos desenvolvidos tem como objetivo a resolução de problemas reais e o desenvolvimento da região. Esse vínculo e essa relação com o mercado de trabalho que os professores tem, é importante, porque aproxima ainda mais do cenário”, explicou a professora Indianara.

Pandemia muda maneira de dar aula

Mesmo que muitos não tivessem a experiência com as aulas à distância, os professores e alunos toparam os desafios de se reinventarem e mostraram que tem como verdadeira missão: educar.

A pandemia foi um processo desafiador para a gestão, para os acadêmicos, e sobretudo, para os docentes, pois uma das suas atribuições é planejar esse processo de aprendizagem. “Toda essa etapa de planejamento do processo de aprendizagem, avaliação, mediação, mudou por conta da tecnologia que entrou como instrumento primordial para que se pudesse manter os vínculos, e o professor teve um papel preponderante nesse processo todo”, enalteceu Indianara.

Hoje temos a satisfação de dizer que estamos numa Universidade que se adaptou de uma maneira muito rápida no desenvolvimento do processo de aprendizagem. “Os professores foram incansáveis, encararam os desafios com muita dedicação e coragem. Vários processos metodológicos, de experiências foram compartilhadas porque cada um foi descobrindo e encontrando possibilidades. Não tenho dúvidas de que isso qualificou muito o nosso processo acadêmico. Isso aconteceu não só no ensino, mas na pesquisa e na extensão. Crescemos muito e encontramos soluções e caminhos, que dificilmente vamos deixar de percorrer porque foram construídos, deram certo, e qualificaram o processo”, emendou Indianara.

Com as aulas mediadas por tecnologia ganhando mais força, principalmente em virtude da Covid, o quadro foi deixado de lado e apareceram outros protagonistas: a câmera, o computador, o pincel marcador de quadro branco e o microfone. Mas, se a Universidade não tivesse agido rápido, esse novo método não seria possível.

Para isso a Unesc ofereceu vários cursos e muitos tutoriais. Estagiários também foram colocados à disposição dos professores com menos habilidades com a parte tecnológica, e isso foi muito importante para o desenvolvimento e o engajamento da Universidade, do professor e do aluno. Todos os processos foram reorganizados, desde a recepção de calouros, aulas, e até a formatura tiveram que ser adaptados, e a gestão passou a encontrar outras possibilidades de trocas de experiências.

A professora Elaine comenta que as redes sociais também foram grandes aliadas para o contato do docente com o aluno, o que vai além da sala de aula e seguindo para a vida. “Hoje tenho muitos alunos que já se formaram, por exemplo, e que ainda mantemos contato e trocamos experiências. Muitos até são convidados para dar palestras e contar as suas experiências”, comemorou.

Essa transformação também foi reforçada pelo professor do curso de Direito. A vinda de novos equipamentos, cursos de aperfeiçoamento, equipes sempre dispostas a ajudar, professores se auxiliando, tudo muito bem montado pela Universidade, foi o respaldo necessário. “Estávamos dando aulas pelo computador, gravando e mantendo o contato, porém mediados pela tecnologia”, lembrou Leandro, que teve que lidar com outro desafio. Ele testou positivo para a Covid, e junto com a sua esposa, teve que ficar internado por 20 dias.

O oxigênio que necessitava

Nesse período, novamente a força de equipe se destacou e a vida falou mais alto. Leandro da Rosa contou que lembra até hoje da visita que recebeu da reitora Luciane Bisognin Ceretta e da frase dela: “Professor, precisamos de você”. “Era o oxigênio que me faltava. Parecia que estava sendo suprido por essa frase e por cada mensagem que recebia de alunos, professores, colaboradores, familiares. Lembro que quando saí da UTI no meu celular tinham mais de 70 mensagens de Whatsapp”, rememorou. “Esse momento peculiar da minha trajetória, teve um suporte humano por parte da nossa reitora, da pró-reitoria, da coordenação do curso, e de todos os professores e alunos, além dos colaboradores”, acrescentou.

Desafios pós pandemia

Aproveitar esse movimento para a qualificação do processo aprendizagem será um grande desafio e um diagnóstico será importante para o processo de qualificação com todo o processo da pandemia, na busca pelos novos métodos, e a integração entre a presencialidade e a virtualidade, pois houve toda uma mudança no cenário, no vínculo com o estudante e o espaço com a aprendizagem, já que tudo ficou mediado por tecnologia.

Mas para que isso fosse, de certa forma, suprido, a universidade passou a encontrar outras possibilidades para a aproximação. A presencialidade é importante e a instituição que é caracterizada por maior número de atividades, cursos presenciais, mas conseguiu identificar que a virtualidade pode auxiliar o processo como fator qualificador do processo-aprendizagem.

A pró-reitora Acadêmica Indiana, ressaltou que as atividades vão se retornando aos poucos, e vai ser necessário, inclusive ressignificar a presencialidade, verificar como a virtualidade pode auxiliar em todo processo.

“Nosso docente volta com toda a experiência que o ensino mediado à tecnologia proporcionou, volta com novo olhar e com certeza vai impactar na política acadêmica, de ensino, pesquisa e extensão”, enfatizou.

Além disso, com a experiência aplicada, o profissional vai poder aproveitar esse movimento para a qualificação do ensino-aprendizagem, e o que se pode fazer para adaptar e qualificar ainda mais o processo, sobretudo por meio da pesquisa, e no fortalecimento das áreas, com decisões coletivas de avaliação e de prospecção de novos cenários.

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

14 de outubro de 2021 às 19:41
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