PPGCEM - Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia de Materiais

Meleiro tem Plano de Desenvolvimento Socioeconômico lançado com grandes expectativas

Meleiro tem Plano de Desenvolvimento Socioeconômico lançado com grandes expectativas
Fotos: Mayara Cardoso/Agecom/Unesc Mais imagens

Chegou a vez de Meleiro celebrar um passo significativo na caminhada para o desenvolvimento socioeconômico acelerado. Nesta segunda-feira (02/05), a chuva que insistiu em cair em toda a região não foi o suficiente para afastar a comunidade do Lançamento do Plano de Desenvolvimento Socieconômico, primeiro passo do projeto realizado pela Unesc em parceria com o Sebrae e a Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (Amesc).

A metodologia a ser aplicada pela Unesc ao longo dos próximos meses foi apresentada pela pró-reitora de Planejamento e Desenvolvimento Institucional da Unesc, Gisele Coelho Lopes. Apesar de dominar as técnicas de planejamento e de análise de dados, conforme Gisele, não será a Unesc a responsável pelo sucesso da ação. “Nós iremos nortear esse processo, mas ele será um sucesso graças ao envolvimento de todos vocês que estão aqui no lançamento e dos que estarão conosco nas próximas etapas de trabalho. Unesc, Sebrae/SC, Amesc e Município estão unindo forças para esse resultado. Quando grandes atores como essas se unem em prol de um objetivo os frutos são inevitavelmente bons”, destacou no evento.

A noite de lançamento do sexto Plano entre os municípios da Amesc, para Gisele, marca mais um momento de grande honra para a Universidade. “A cada encontro como este me sinto privilegiada por podermos estar juntos dos municípios pensando de forma consciente o cenário no qual queremos estar daqui a dez anos. Cada uma das pessoas que participar estará ajudando a definir as rotas a serem percorridas para alcançar os objetivos vislumbrados”, pontuou.

Em mensagem transmitida no evento, a reitora Luciane Bisognin Ceretta deixou também seu recado à comunidade de Meleiro. “Tenho certeza de que o Plano de Desenvolvimento será um divisor de águas para esta cidade de povo guerreiro e engajada. Estamos juntos nesse desafio, ancorados em instituições dispostas a dar o seu melhor pelo objetivo comum. Contem conosco sempre”, enfatizou Luciane.

Oportunidade ímpar

A expectativa no Município é das melhores. Ao menos é o que garante o vice-prefeito Pedro Luiz Schuvartz, que vê no desafio uma grande oportunidade. “Não é algo que já vem elaborado. Não vem em um pacotinho. Vai ser feito com a participação do município, do empresário, agricultor, do varejista. Acho que isso é o mais importante. Se precisamos crescer e sermos melhores, vamos começar com nós mesmos e com planejamento”, pontuou.

Para o prefeito Eder Mattos, este é o momento de analisar os motivos que fizeram com que a cidade deixasse de se desenvolver e, paralelamente, aprender com as lideranças para tomar atitudes ainda mais acertadas daqui em diante. “Cabe neste momento a comparação com os demais municípios e o resgate histórico. Se olharmos os dados atuais vamos observar que Meleiro se destaca em muitas áreas, fruto da dedicação do povo daqui. Nossa raça é trabalhadora e é por ela também que precisamos prospectar o futuro”, acrescentou.

Representando a Regional Sul do Sebrae/SC, Marcos Tondin destacou o significado da participação ativa da comunidade no evento. “Vocês todos poderiam estar confortáveis em casa neste dia de frio e chuva, mas estão aqui dispostos a participar de um movimento que olha para o futuro. Tenho certeza de que é esse empenho que fará a diferença para o sucesso dessa iniciativa na qual Unesc e Sebrae estão juntos dos municípios”, pontuou, enaltecendo ainda a beleza da apresentação que marcou a abertura do evento.

Do TCC à realidade

A egressa do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unesc, Cristina Zeni, natural de Meleiro, já é uma representante ativa da Universidade no Município. Ela estudou minuciosamente um Plano de Mobilidade Urbana como tema do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da graduação e já apresentou no gabinete do prefeito para implementação na cidade. Na noite de lançamento do Plano, a egressa e o prefeito apresentaram ao público o projeto e mostraram que a pesquisa já será valiosa para as diretrizes que serão definidas a partir de agora.

Para Cristina, ver seu projeto sendo apresentado em um evento de tamanha importância e, principalmente, vislumbrar sua implementação, é emocionante. “Fiquei realmente emocionada vendo meu trabalho sendo levado em consideração dessa forma. É muito bom ser ouvida e saber que meu estudo poderá ajudar na prática de uma cidade melhor”, destacou.

A participação da profissional é motivo de inspiração para o adolescente Gabriel Cauã Longaretti Toldo, presidente do Grêmio Estudantil da Escola Inês Tonelli Nápoli, de Araranguá, que cediou o evento. O aluno da rede municipal de ensino foi convidado a compor a mesa de autoridades da noite e aproveitou a oportunidade. “Acho muito importante participarmos desses encontros e das decisões que farão parte do nosso futuro. Vou incentivar a todos os jovens que participem dos workshops e acompanhem de perto este projeto que fará a diferença na vida de todos nós”, pontuou.

Esporte e arte

Os participantes foram presenteados com a participação especial do Grupo de Capoeira Armada Brasil, formado por crianças do Grupo de Convivência do CRAS 1 de Meleiro.

O próximo encontro de trabalho do Plano de Desenvolvimento Socioeconômico será realizado no dia 17 de maio às 14h de forma virtual para o primeiro Workshop.

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

03 de maio de 2022 às 12:05
Compartilhar Comente

Presidente do DCE da Unesc assume conselho de estudantes da Acafe

Presidente do DCE da Unesc assume conselho de estudantes da Acafe
Foto: Divulgação Mais imagens

O presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE), da Unesc, Vittor Teixeira, assumiu a presidência do Conselho dos DCE’s da Acafe. Ele permanece no cargo até o fim de 2022. “O meu nome foi escolhido em reunião realizada em Itajaí. Permanecerei nesta função até o fim do ano”, salienta Teixeira.

O conselho representa todos os DCEs das Universidades Comunitárias, integrantes do Sistema Acafe, e Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Antes de Teixeira, o presidente era Leandro Freitas, do DCE da Univale, que estava no cargo desde o ano passado. “Fico muito honrado e feliz em poder representar a Unesc neste espaço e poder também fortalecer as lutas das comunitárias. Presidir o conselho será um grande desafio e vai exigir muita responsabilidade e trabalho, o qual me sinto muito confortável para encabeçar, pois os conselheiros são muito presentes e atentos às demandas dos estudantes”, enfatiza.

Vittor foi eleito presidente do DCE da Unesc após receber 1.919 votos, em eleição realizada no ano passado. “Ficamos felizes pelo reconhecimento do nosso movimento estudantil, tendo como resultado a escolha para presidir o Conselho dos DCE’s da Acafe. É um reconhecimento que nos enche de orgulho, pois os alunos nos ajudam a construir o ser e o fazer de uma Universidade Comunitária como a Unesc”, destaca a Reitora Luciane Bisognin Ceretta.

Bandeira

Teixeira revela que a principal bandeira frente ao conselho será ampliar a defesa do Programa Uniedu e continuar dialogando com os DCE’s da Acafe. “Tudo isso para garantir a manutenção do 90/10 das bolsas Uniedu, que são fundamentais para a permanência estudantil e manutenção das nossas universidades, que todo recurso investido reverte para a comunidade através dos seus programas de pesquisa e extensão”, pontua.

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

03 de maio de 2022 às 11:58
Compartilhar Comente

Unesc integra diretoria da ADVB Santa Catarina

Unesc integra diretoria da ADVB Santa Catarina
Fotos: Mayara Cardoso/Agecom/Unesc Mais imagens

Em mais uma ação que demonstra a importância da Unesc em nível estadual e a presença da Instituição no ecossistema do desenvolvimento, a Universidade passa a ocupar cadeira na diretoria da Associação de Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil em Santa Catarina (ADVB SC). A diretoria da Associação tomou posse na noite desta segunda-feira (07/03), tendo a pró-reitora de Planejamento e Desenvolvimento Institucional da Unesc, Gisele Coelho Lopes, entre os empossados.

A presidência da ADVB passa a estar sob comando do também criciumense Claiton Pacheco. A diretoria que estará ao seu lado é comporta por 40 lideranças do setor, divididas em sete regiões: Grande Florianópolis, Litoral, Meio-Oeste, Norte, Oeste, Sul, Vale do Itajaí e Serra.

Para Gisele, integrar o grupo de grandes profissionais da área é uma honra, em especial por representar a Universidade e seus princípios. “Estaremos a frente da diretoria de Desenvolvimento Socioeconômico, uma área que faz parte parte também da missão da nossa Unesc. Estamos muito felizes por integrar ainda mais de perto esse ecossistema, contribuindo com nossa experiência e aprendendo com os colegas e suas vivências”, destacou.

O grupo trabalhará a frente da ADVB no biênio 2022/2023.

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

08 de março de 2022 às 08:34
Compartilhar Comente

Aulas na Unesc serão retomadas na quarta-feira

Aulas na Unesc serão retomadas na quarta-feira
Neste sábado (26/02), as turmas devem comparecer à universidade normalmente (Foto: Marciano Bortolin/Agecom/Unesc) Mais imagens

Devido ao feriado de Carnaval, conforme Calendário Acadêmico, a Unesc estará em recesso. Por isso, não haverá aulas de graduação e pós-graduação na segunda-feira (28/02). Neste sábado (26/02) as turmas devem comparecer à universidade normalmente.

A Central de Atendimento ao Estudante (Centac), a Biblioteca Central Professor Eurico Back e os setores administrativos seguem o mesmo calendário.

O Iparque funcionará normalmente na segunda-feira (28/02), das 8h às 12h e das 13h às 17h.

Já nas Clínicas Integradas, o Estomizados, a Farmácia Escola, o Ambulatório de Feridas e o Nuprevips funcionarão normalmente.

O Colégio Unesc também acompanhará o recesso da Universidade.

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

25 de fevereiro de 2022 às 17:36
Compartilhar Comente

Fruto das mais diferentes realidades, pesquisadoras da Unesc contribuem diariamente para o desenvolvimento da ciência

Fruto das mais diferentes realidades, pesquisadoras da Unesc contribuem diariamente para o desenvolvimento da ciência
Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência evidência a importância das pesquisas lideradas pelo público feminino em múltiplas áreas do conhecimento (Fotos: Mayara Cardoso) Mais imagens

O interesse pela ciência pode surgir por meio do contato com a natureza, do gosto pela leitura, da curiosidade aguçada na infância, da admiração por alguém ou até pelo simples desejo de inventar. Na Unesc as histórias que hoje têm em comum o sucesso na pesquisa, a realização profissional e a contribuição ao universo científico se multiplicam e inspiram. Nesta sexta-feira (11/2), Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, a Universidade exalta a história de dedicação de algumas das pesquisadoras que representam a equipe feminina da Instituição.

Nos anos 90 em Timbé do Sul a pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia de Materiais (PPGCEM) da Unesc Sabrina Arcaro mostrava os primeiros sinais do futuro na ciência ao lado da irmã caçula nas brincadeiras ao redor de casa. A diversão das duas não estava nos brinquedos e bonecas, mas, sim, na descoberta de curiosidades sobre as peças que formavam os eletrodomésticos ou os efeitos de determinados produtos nas cores das plantas. “Sempre tive curiosidade em saber como as coisas funcionavam. Na escola gostava de matemática, química e física, mas jamais imaginava seguir uma carreira acadêmica. Foi na Universidade que conheci o que era ciência, pesquisa feita com ética e metodologias próprias, e foi aí que me apaixonei”, relembra.

Egressa do curso de Tecnologia em Cerâmica na Unesc, Sabrina teve a possibilidade de cursar a graduação por meio de um programa de bolsas de estudo do Governo Federal e a partir de então nunca mais deixou de estudar. “Cheguei a trabalhar em uma indústria cerâmica, mas sentia que era algo monótono. Ao me desafiar a entrar no mestrado e mergulhar no mundo da pesquisa percebi que ali eu poderia usar toda a minha curiosidade e vontade de descobrir coisas novas fazendo todo dia algo diferente”, acrescenta com brilho nos olhos a pesquisadora que hoje atua na área de nanotecnologia e biomateriais.

Entre as pesquisas lideradas por ela estão estudos sobre o desenvolvimento de um tipo de osso criado em laboratório que poderia substituir partes de ossos humanos danificados ou perdidos por algum motivo como acidentes ou doenças e ainda a utilização de um campo magnético alternado no tratamento de diversos tipos de câncer. Problemas reais no radar das pesquisas realizadas sob seu comando.

O contato constante com o que há de mais novo e desafiador no mercado da engenharia e, no seu caso, em parceria com colegas pesquisadores da área da saúde, conforme Sabrina, a faz cada vez mais apaixonada pela pesquisa e, agora, pelo ensino, já que também atua como professora e orientadora em nível de graduação, mestrado e doutorado. “Todos os dias estamos descobrindo coisas novas e conseguindo aplicar o que a gente faz aqui no laboratório na vida das pessoas. Isso é o que mais nos satisfaz e faz com que eu venha todos os dias trabalhar com brilho nos olhos”, pontua a professora, que cursou o doutorado no Instituto de Cerâmica e Vidro em Madrid.

Da minicompostagem à pesquisa sobre depressão e combate à Covid-19

Gislaine Zilli Réus é também uma das mais reconhecidas pesquisadoras da Unesc. Ela atua na área da saúde, mais especificamente no Laboratório de Psiquiatria Translacional, Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde (PPGCS) da Unesc. Formada em Ciências Biológica também da Instituição, Gislaine mergulha fundo desde as primeiras fases da graduação no universo da pesquisa.

No início as portas que se abriram foram para o estudo de minicompostagem. Como primeira integrante da família por parte de pai e de mãe a buscar uma graduação, ela precisou segurar com unhas e dentes cada uma das oportunidades que surgiram nessa caminhada, literalmente, já que chegou a calcular com a mãe o valor do investimento nos estudos e fazer a escolha de comprar um carro apenas anos depois.

“Eu me imaginava pesquisando alguma coisa, fosse uma planta ou um princípio ativo que pudesse curar algo. Uma ideia distante, sem saber o que esperar. Isso não era comum para minha família. Sempre estudei em escola pública e não tinha contato com nada disso. Quando cheguei e vi a quantidade e a qualidade dos laboratórios que tinha aqui, via os professores dizendo que eram mestres e doutores, o que eu nem sabia que existia ou que significava, coloquei na cabeça que era isso que queria para minha vida”, relembra com emoção.

Tamanho foi o destaque da vida acadêmica de Gislaine que teve a oportunidade de ir direto ao doutorado. Engana-se quem pensa que o título de doutora seria o auge imaginado por ela. Na sequência vieram três pós-doutorados, sendo dois pela Unesc e um nos Estados Unidos, pela University of Texas Medical School at Houston. “Além disso, o estudo me abriu portas para ir para lugares como Itália, Coreia do Sul, Canadá e Alemanha para fazer palestras e participar de cursos, ao mesmo tempo que me faz ter contato com pesquisadores renomados de todo o mundo, algo jamais imaginado por mim lá no início”, acrescenta.

Nas pesquisas orientadas atualmente por Gislaine, natural de Içara, a depressão é o foco principal, segmentada pelo estudo de fatores genéticos e ambientais ligados à doença, assim como causas e outras doenças relacionadas. Mais recentemente, em 2020, a pesquisadora teve um projeto contemplado pelo edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e ao Ministério da Saúde para estudo de transtornos psiquiátricos relacionados à Covid, fato que lhe rendeu novamente destaque internacional.

“O que fazemos aqui são como tijolos que se somam a outros de todo o mundo e nos levam a conclusões e à evolução. É difícil descobrirmos algo completamente novo, mas, o estudo do cérebro em si e o impacto de outros fatores em seu funcionamento, é fascinante. Estamos contribuindo, de fato, para um entendimento e um tratamento cada vez mais efetivo dessa doença que afeta mais e mais pessoas a cada dia”, destaca.

O plano era cuidar do campo

O “bichinho da pesquisa”, como diz a pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Socioeconômico (PPGDS) da Unesc, Melissa Watanabe, a picou também já na graduação. Até então ela jurava que iria continuar os negócios da família no campo, porém encontrou na área das ciências sociais aplicadas o caminho para pesquisar e cumprir sua missão de ensinar e ajudar na promoção do desenvolvimento socioeconômico.

Com a timidez entre as principais características na infância, Melissa percorreu um caminho de autoconhecimento e evolução constante desde então para que hoje demonstre a naturalidade e calma para dar aulas, palestras e entrevistas. Nessa trajetória de desafios foi necessária muita dedicação e, como colaboração “do acaso”, contou apenas com a leitura de um anúncio de vagas abertas para monitoria de disciplinas na faculdade de Agronomia, cursada em Curitiba. “Eu vi esse bilhete e pensei ‘porque não?’. Comecei a dar as monitorias e ajudar professores nas aulas. Anos depois vim pra Criciúma por outro desses ‘bilhetes’. Já com doutorado, recebi um e-mail sobre o processo seletivo para o Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Socieconômico, e cá estou até hoje”, relembra, feliz.

Melissa participa ativamente dos trabalhos em Planos de Desenvolvimento Socioeconômicos protagonizados pela Universidade e enxerga, nessas contribuições, uma missão de vida. “Normalmente quando se pensa em pesquisa se pensa em laboratório, jaleco, reagentes, porém na nossa área estamos em constante estudo para entender sujeitos e fenômenos para, a partir de análises, entender os ciclos e mitigar impactos a partir de cenários. Não existe sociedade no mundo que tenha desenvolvimento sem ter ciência e essa é nossa contribuição”, apresenta.

Desde as aulas que ministra na graduação até as orientações de mestrandos e doutorandos, conforme ela, seu papel vai além do compartilhamento de conhecimento e tem entre os pilares principais o incentivo e o respeito a cada aluno como ser humano único e especial. “Tenho em mim que estou cumprindo minha missão na formação de pessoas em todos os aspectos. Eu enxergo que em uma formação estamos formando profissionais e seres humanos. Procuro dizer para meus alunos e, principalmente, alunas, que é possível, sim. Mesmo que já sejam mamães e tenham suas famílias, por exemplo. Cada coisa em seu tempo é possível abraçar essa carreira, que é linda”, garante, com experiência própria de sobra.

O exemplo de que a educação, de fato, transforma

Se para Sabrina, Gislaine e Melissa a trajetória acadêmica começou cedo, mesmo que sem quaisquer perspectivas reais de ingresso na área da pesquisa, para Angela Cristina Di Palma Back, pesquisadora do Pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE), natural de São Paulo, o caminho foi ainda mais surpreendente. Já casada e com o filho nos braços, Angela iniciou a graduação em Letras na Unesc como forma de qualificação pensando no emprego em uma empresa da cidade ou, com a opção de aprendizado da Língua Inglesa, até com algo relacionado à exportação.

O que encontrou ao entrar na Universidade, no entanto, foi muito mais que isso. Hoje ela soma no Currículo Lattes e na bagagem de vida 22 anos de trabalho enquanto professora na Instituição na qual achava que “apenas” garantiria seu diploma de Licenciada em Letras. “A partir desse encontro e do contato com a pesquisa em linguística, mudou totalmente a minha perspectiva”, resume a professora que tem foco voltado à linha de Educação, Linguagem e Memória. 

Entre os incontáveis resultados das pesquisas que fez e orientou ao longo de mais de duas décadas de dedicação à educação, Angela tem algumas certezas: uma das principais é a do potencial de transformação de vidas e cenários por meio do ensino. “Se a educação mudou a minha vida, pode mudar a de todo mundo que estiver disposto a encarar o novo. O investimento em bens materiais é muito importante e faz parte do sentimento de realização de um profissional, porém o investimento no aspecto intelectual é o único que jamais poderá ser tirado de quem o fez. É para sempre”, pontua convicta.

O caminho enquanto mulher, mãe e estudante, conforme ela, esteve longe do que pode ser chamado de fácil. A cultura familiar do marido e o incentivo ao estudo abriram algumas portas e a caminhada a partir desses portais ficou por conta da paixão pelo propósito. “Ser mulher e ser da área da educação são, de fato, complicadores. Porém quem entra para a pesquisa começa a perceber tudo o que é possível fazer por meio dela. Pesquisar é pensar sobre um problema e formas de superá-lo e, quando se trata da escola, dos processos de educar, isso se torna cidadania, inclusão, consciência para a sociedade. A pesquisa em educação desnuda o invisível”, diz, segura do seu papel na sociedade e das lutas enfrentadas em novo do seu propósito.

Liderança que inspira

Entre essas e tantas histórias de pesquisadoras de sucesso que, além de estarem realizadas profissionalmente, contribuem de forma significativa para a humanidade e a ciência, está a reitora da Unesc, Luciane Bisognin Ceretta.

Dedicada ao estudo em Saúde Coletiva, a reitora é uma entusiasta da pesquisa em todos os âmbitos. “Tenho verdadeira paixão pela área e a convicção de que a ciência e, por meio dela, a educação, são os principais fatores capazes de transformar realidades. Me sinto orgulhosa por, enquanto reitora, representar também as mulheres pesquisadoras, suas lutas e desafios e, principalmente, o amor à missão”, destaca.

Acompanhe a matéria especial preparada pela equipe da Unesc TV.

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

10 de fevereiro de 2022 às 21:45
Compartilhar Comente