Grupo de Pesquisa em Educação Matemática

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Unesc é a segunda melhor universidade brasileira não pública, segundo índice inédito

Unesc é a segunda melhor universidade brasileira não pública, segundo índice inédito
Estudo foi realizado pela Brasil Júnior, com apoio da consultoria McKinsey Mais imagens

Formar empreendedores tem sido um desafio no cenário educacional. E a Unesc foi reconhecida como a segunda melhor Instituição de Ensino Superior do Brasil, entre as não-públicas, segundo o Índice das Universidades Empreendedoras. O estudo inédito foi realizado pela Brasil Júnior, com apoio da consultoria McKinsey, e divulgado em novembro pela revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

“Ser reconhecida em segundo lugar no índice das universidades empreendedoras do Brasil é resultado do trabalho de qualidade desenvolvido há 48 anos pela Unesc. Somos uma Instituição comunitária preocupada com a formação de nossos alunos e a comunidade regional e reconhecida frequentemente pela excelência em diversos aspectos, incluindo ensino de qualidade, pesquisa, extensão, estrutura e qualificação dos professores”, destaca o reitor Gildo Volpato.

Destaque para a Infraestrutura e Cultura Empreendedora

Nos critérios avaliados pelo Índice das Universidades Empreendedoras, a Unesc se destaca, entre todas as universidades, públicas e privadas, em dois. A Instituição aparece como a segunda melhor do Brasil, no critério “Cultura Empreendedora, e a terceira melhor no segmento “Infraestrutura”, entre todas as universidades, públicas e privadas.

Quando o assunto é “Infraestrutura”, a Unesc aparece ao lado da PUC-Rio (1º) e Unicamp (2ª). Neste critério foi avaliado a qualidade da infraestrutura física e internet, além da instalação de um parque tecnológico e suas parcerias. “É um reconhecimento a estrutura que temos, com os laboratórios de alto nível; uma Biblioteca recém-inaugurada; o Iparque (Parque Científico e Tecnológico), e todos os espaços: salas de aula, Clínicas Integradas, Centros de Práticas, Sala de Negócios, Espaço das Empresas Juniores, Sala de Metodologia Ativas, entre outras”, ressalta a pró-reitora de Administração e Finanças, Kátia Sorato.

No critério “Cultura Empreendedora” a Unesc ficou atrás apenas da UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco). Nele foi avaliado a postura empreendedora dos professores e alunos, além da quantidade de disciplinas de empreendedorismo durante os cursos de graduação. “Introduzir o empreendedorismo para melhorar o ambiente de vida da geração atual e futura é algo muito próximo da nossa missão. Na Unesc ajudamos a preparar os alunos para sua vida e também para o mundo profissional. Um exemplo é o trabalho desenvolvido pelo Núcleo de Empreendedorismo. Nos orgulha muito receber esse reconhecimento nacional”, comenta a pró-reitora de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão, Luciane Ceretta.

A melhor do Sul do Brasil entre as não-públicas

Entre as instituições avaliadas, a Unesc é a melhor Universidade não pública da região Sul do Brasil (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Ela aparece no Índice das Universidades Empreendedoras entre as 5 melhores da região, junto com UFSM (Universidade Federal de Santa Maria), UEM (Universidade Estadual de Maringá), UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).

Como foi feito o estudo

A pesquisa foi realizada por meio de um questionário online que ouviu 5.975 alunos e 318 professores de 43 universidades de todo Brasil. Para elaborar o Índice das Universidades Empreendedoras foram selecionadas as 100 melhores universidades presentes na última edição do RUF (Ranking Universitário da Folha de São Paulo). Dessas, foram excluídas aquelas que não possuíam Empresas Juniores associadas, Enactus (organização internacional sem fins lucrativos dedicada a inspirar os alunos a melhorar o mundo através da Ação Empreendedora), Aiesec (Associação Internacional de Estudantes em Ciências Econômicas e Comerciais) ou núcleo da Rede CsF (Ciência sem Fronteiras), entidades que estimulam o empreendedorismo no ambiente universitário.

A partir das respostas dos questionários online concluiu-se que uma universidade empreendedora leva em conta os seguintes critérios: Cultura Empreendedora (postura empreendedora dos professores e alunos, disciplinas de empreendedorismo); Inovação (pesquisa, patentes, proximidade IES-empresas); Extensão (redes de contato, projetos de extensão); Infraestrutura (qualidade, parque tecnológico); Internacionalização (intercâmbio, publicações e citações internacionais); Capital Financeiro (orçamento, endowment/doação da sociedade civil).

Saiba mais sobre o Índice

 

Fonte: Setor de Comunicação Integrada

Por: Davi Carrer 06 de dezembro de 2016 às 10:57
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Defesa de TCC

Acontecerá no dia 03/07/2012 às 20:00h, no bloco T, sala 11 a defesa de TCC intitulado “O conceito de passe: do empírico ao teórico” de autoria da acadêmica do curso de Licenciatura em Educação Física e integrante do GPEMAHC, Milaine Euzébio da Rosa, sob orientação do Prof. Dr. Vidalcir Ortigara e coorientação do Prof. Dr. Ademir Damazio. A banca examinadora será composta por orientador, coorientador, pelo Prof. MSC. Carlos Augusto Euzébio e pela Prof.ª Vânia Vitório.

 

RESUMO

 

No presente trabalho de conclusão de curso realizamos um estudo bibliográfico sobre o conceito teórico de ‘passe’ no esporte com a finalidade de distingui-lo do seu conceito empírico. O problema de investigação foi: Quais os elementos constituidores do conceito empírico e teórico de passe? Objetivamos estudar o sistema de conexões teóricas em que se insere o fundamento de passe com base na Teoria Histórico-Cultural, particularmente, nos pressupostos de Davydov. Os pressupostos da Teoria Histórico-Cultural nos guiaram na análise das obras utilizadas pelos cursos de formação inicial de Educação Física do sul de Santa Catarina que apresentam o conceito passe. A partir da análise crítica do conceito apresentado nas mencionadas obras, elaboramos o conceito teórico de passe. Revelamos a formação de um sistema de conexões em que se insere o fundamento passe, tais como: atividade interna e externa, ação, operação, objeto, motivo, necessidade, finalidade, idealização, concretização; abstração, causalidade, universalidade, particularidade, singularidade, entre outros. Foi somente nesse sistema de conexões que elaboramos o seguinte conceito: passe é o lançamento do instrumento de jogo ao colega de equipe em condições que a recepção seja efetivada, envolvendo necessariamente as operações de lançamento, deslocamento e recepção do instrumento. No processo de efetivação do passe, se um desses três componentes gerais não se objetiva, impossibilita a sua existência. Em vez disso, ocorreu somente a intencionalidade ou o seu processo parcial que não se objetivou e, portanto, não existe como um ente que possa ser considerado existente objetivamente. Esse conceito, dado seu caráter universal, contempla todos os tipos singulares de passe, independentemente de uma modalidade esportiva particular. Distingue-se de seu conceito empírico, que abrange apenas alguns tipos de passes singulares, nos limites de uma modalidade esportiva particular.

 

  

Palavras-chave: Educação Física; Conceito de passe; Teoria Histórico-Cultural; Davydov.

01 de julho de 2012 às 21:16
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Defesa de Dissertação


O Programa de Pós-Graduação em Educação convida toda comunidade acadêmica para assistir a Defesa Pública de Dissertação da mestranda Silvana Citadin Madeira, intitulada:

 

“Prática” no Ensino de Matemática: uma Leitura com Base na Objetivação das Proposições Davydovianas para o Conceito de Multiplicação

 

Banca Examinadora:

 

Prof. Dr. Ademir Damazio (Orientador – UNESC)
Profa. Dra. Ledina Lentz Pereira (Membro – UNESC)
Profa. Dra. Josélia Euzébio da Rosa

 

 

Data: 29/6/2012
Horário: 14h
Local: Bloco “P” 18

  

RESUMO

O presente estudo é decorrente de preocupações sobre a compreensão de argumentos dicotômicos sobre prática e teoria, no contexto de formação continuada e inicial de professores. Dentre tantos, o foco foi para a reflexão sobre a veemência dos discursos defensores da necessidade de que o ensino escolar de todos os conceitos matemáticos deve priorizar: a prática, a aplicação e cotidiano. Esse princípio pedagógico, no entanto, é entendido de outro modo pela Pedagogia Histórico Crítica e Teoria Histórico-Cultural, bases da Proposta Curricular do Estado de Santa Catarina, bem como outras proposições das Redes Municipais de Ensino. Assim, o problema de pesquisa foi definido como: Qual a interpretação de prática da Pedagogia Histórico-Crítica e da Teoria Histórico-Cultural, com objetivação na proposta de Davydov para a introdução do ensino do conceito de multiplicação? Como objetivo: analisar questões relativas à alusão da prática, veiculados no contexto de formação de professores de Matemática. Para tanto, a pesquisa caracteriza-se na modalidade bibliográfica e adota como base teórica os autores da Pedagogia Histórico Crítica e Teoria Histórico-Cultural. Além disso, toma como referencial de objetivação no contexto escolar as proposições davydovianas para o ensino do conceito de multiplicação. O estudo traz argumentos de que não é possível uma coexistência dicotômica de prática e teoria. A apropriação de um conceito, no caso a multiplicação, faz com que ele seja prático/teórico pelo seu teor conceitual que permite os estudantes a adotá-los como elemento de análise e leitura das situações que se apresentam tanto visualmente quanto em pensamento ou atividade exclusivamente metal.

 

Palavras-Chave: Prática; Pedagogia Histórico Crítica; Teoria Histórico-Cultural; Davydov; Multiplicação

28 de junho de 2012 às 15:40
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MEMBROS DO GPEMAHC (GRUPO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA: UMA ABORDAGEM HISTÓRICO-CULTURAL) DEF

 1) TESE DE DOUTORADO:

TÍTULO: PROPOSIÇÕES DE DAVYDOVY PARA O ENSINO DE MATEMÁTICA NO PRIMEIRO ANO ESCOLAR: INTER-RELAÇÕES DOS SISTEMAS DE SISTEMA DE SIGNIFICAÇÕES NUMÉRICAS

DOUTORANDA: JOSÉLIA EUZÉBIO DA ROSA

LOCAL: UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ – PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO

DATA: 24/02/2012 ÀS 14:00 HORAS

BANCA EXAMINADORA:

Maria Teresa Carneiro Soares (Orientadora - UFPR)
Ademir Damazio (Coorientador - UNESC)

 Manoel Oriosvaldo de Moura (USP),

Elisa Motosino Bernardes (USP)

 José Roberto B. Giardinetto (UNESP),

Ligia Klein (UFPR)

Carlos Roberto Viana (UFPR, suplente).

 

RESUMO

Na presente tese, de natureza teórica, investigamos os possíveis nexos e relações entre os sistemas de significações nas proposições davydovianas, para introdução do conceito de número. Davydov expressa que suas proposições de ensino possibilitam a superação do divórcio existente entre a aritmética e a álgebra. Nesse contexto, definimos a tese de que suas proposições não só minimizam tal divórcio como não permitem o distanciamento, além de incluir as significações geométricas. Os fundamentos teóricos e metodológicos da investigação derivam da Teoria Histórico-Cultural, com ênfase nas questões filosóficas, psicológicas e matemáticas. A referência da análise é o manual das proposições davydovianas para o professor. Durante a investigação, revelamos a base geneticamente inicial da interconexão entre as significações aritméticas, algébricas e geométricas, modelamos sua forma universal e procedemos à síntese. No decorrer da tese ficou demonstrado que, nas proposições davydovianas, as múltiplas relações entre significações algébricas, aritméticas e geométricas do conceito de número são interconectadas no seguinte movimento: geral ↔ particular ↔ universal↔ particular ↔ singular.

 

2) DISSERTAÇÃO DE MESTRADO

TÍTULO: A RELAÇÃO ENTRE ATIVIDADE DE ENSINO DE MATEMÁTICA E A FORMAÇÃO DA INDIVIDUALIDADE DISCENTE

MESTRANDO: Iuri Kieslarck Spacek

LOCAL: UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE  – PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO

DATA: 27/02/2012 ÀS 14:00 HORAS

BANCA EXAMINADORA:

 Vidalcir Ortigara (Orientador  - UNESC)

Ademir Damazio (UNESC)

Patrícia Laura Torrillglia (UFSC)

 

RESUMO

 

No âmbito das pesquisas educacionais atuais, assim como para a grande maioria dos professores, é indubitável que a atividade de ensino de Matemática contribui para a formação da individualidade dos alunos. No entanto, o que nem sempre se tem clareza é qual indivíduo se pretende formar. Partindo dessa questão, começamos a delinear o objeto da pesquisa referindo-se à relação entre a atividade educativa de ensino de Matemática para a formação da individualidade discente, sintetizado no seguinte problema: Qual contribuição para a formação da individualidade discente está presente na atividade de ensino dos professores de Matemática? Nosso objetivo foi investigar a concepção de formação da individualidade intrínseca a atividade de ensino de Matemática. Para atingir os nossos objetivos, se fez necessário analisar as atividades desses professores. Como o documento oficial que regula as atividades educativas do estado de Santa Catarina (Proposta Curricular de Santa Catarina) tem como base o mesmo referencial adotado pela presente pesquisa, - o materialismo histórico e dialético - optamos por adotá-lo como um dos critérios para a escolha dos sujeitos, a saber: professores de Matemática da rede pública estadual que lecionam no ensino fundamental – séries finais, formados e efetivados do período de 1991 a 2011, que atuam nas escolas com sede no município de Criciúma(SC). Com base na teoria da atividade de Leontiev (1978,1988, 2004) elegemos três categorias para analisar a atividade de ensino de Matemática: 1) os motivos e as necessidades; 2) Os sentidos atribuídos à atividade; 3) A concepção de indivíduo subjacente à finalidade. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas que foram gravadas, transcritas e organizadas para fins de análise. O estudo nos mostra que a perspectiva de formação do indivíduo colocada como fim da atividade docente se desenvolve em dois sentidos: de um lado um sujeito voltado para a competição no mercado de trabalho; por outro um cidadão que saiba seus direitos e deveres, assim como os limites para não prejudicar os outros cidadãos. Para atingir essa finalidade, as atividades de ensino se estruturam com base nas necessidades e interesses imediatos dos alunos. Com isso o ensino contribui para a formação de indivíduos voltados para a vivência cotidiana. Dessa forma, o aluno tem limitada a possibilidade de seu desenvolvimento, pois a vida cotidiana se estrutura pragmática e utilitariamente, o que não contribui para que o sujeito forme sua individualidade estabelecendo uma relação consciente com o gênero humano.

 

 

3) DISSERTAÇÃO DE MESTRADO

 

TÍTULO: PROJETO OU ATIVIDADE DE ENSINO E DE APRENDIZAGEM? MANIFESTAÇÕES DA IMPLANTAÇÃO DA PROPOSTA CURRICULAR DO ESTADO DE SANTA CATARINA

MESTRANDA: JOSIANI BARBOZA BUNELLI

LOCAL: UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE  – PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO

DATA: 28/02/2012 ÀS 14:00 HORAS

BANCA EXAMINADORA:

 Ademir Damazio (Orientador  -UNESC)

Alexander da Silva ( UNESC)

Maria da Graça Bolmann (UNISUL)

 

RESUMO

Neste estudo, volta-se à análise dos encaminhamentos da Secretaria Estadual de Educação do Estado de Santa Catarina relacionado ao modo de organização do ensino, no processo de implantação da sua Proposta Curricular. A referência é o teor dos cursos de capacitação docente e os documentos produzidos que explicitam como opção teórica o materialismo histórico e dialético, bem como a Teoria Histórico-Cultural. O foco principal é a pertinência em relação à base teórica anunciada em um procedimento de ensino, difundido pelo órgão central e adotado pelos professores: atividade de aprendizagem que, aos poucos, assumiu a denominação e conotação de ‘projetos’. A fundamentação teórica que norteou o estudo pautou-se na Psicologia Histórico-Cultural. Como procedimento de análise da base empírica do estudo, utilizou-se a modalidade metodológica de análise de conteúdo. Delimitou-se, para a análise, atividades de aprendizagem/projetos elaborados e executados por professores de Matemática, que lecionam em escolas da rede estadual de ensino, localizadas na cidade de Criciúma/SC. Também, em alguns exemplos contidos nas publicações da Secretaria Estadual de Educação e Desporto (SED). A interpretação inferencial foi desenvolvida com base nas seguintes categorias: distanciamentos/aproximações dos projetos com o referencial teórico, foco conceitual e regularidades conceituais. Com o desenvolvimento da pesquisa, sobretudo, no momento da análise explicita-se as incoerências ou traduções teóricas duvidosas tanto por parte da SED, quanto dos professores. A mais evidente delas está no conteúdo de ensino, ou seja, a ênfase em um tema, que secundariza os conceitos científicos de Matemática e, por extensão, se apegar aos conhecimentos cotidianos. O destaque para o enfoque temático atribui ao ensino um papel distinto daquele conferido pela Teoria Histórico-Cultural, qual seja: é função da escola colocar o aluno em atividade de estudo, cujas tarefas primem pelo que é de mais atual do que a humanidade produziu cientificamente. Como decorrência, o estudante desenvolve o pensamento teórico e elabora as formas de generalizações teóricas.     

 

27 de fevereiro de 2012 às 15:04
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Participação em evento

O acadêmico e bolsista de iniciação científica pelo PIBIC/UNESC, Lucas Vieira Lemos, apresentará o trabalho Produção Dos Professores Que Ensinam Matemática: Uma Leitura Histórico-Cultural, no dia 22/08/2011, no VII Congresso Internacional de Educação – “Profissão Docente: Há Futuro Para Esse Ofício?”, na UNISINOS, São Leopoldo/RS. O trabalho teve a orientação do professor Dr. Ademir Damazio.

 

Resumo

 

PRODUÇÃO DOS PROFESSORES QUE ENSINAM MATEMÁTICA: UMA LEITURA HISTÓRICO-CULTURAL

 

No presente texto, é adotado o pressuposto da Abordagem Histórico Cultural, de que compete à escola dar condições para que os alunos elaborem o pensamento conceitual científico. A atenção volta-se aos anos iniciais do Ensino Fundamental, nas “ações” docentes de ensinar Matemática. O princípio é que, diante das insatisfações geradas pela aprendizagem dos alunos, o professor produz suas peculiaridades curriculares, que denominamos de produções pedagógicas, como: alternativas didático-metodológicas, formas de organização do ensino e um modo de pensar matematicamente. Nesse contexto de autoria do professor é definida a questão de pesquisa: Quais as produções pedagógicas dos professores de 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental e suas reais possibilidades didáticas para o processo de ensino-aprendizagem da Matemática? O objetivo central é identificar e analisar as produções dos professores que ensinam Matemática, com foco para: as razões que os levam a buscar alternativas próprias e as múltiplas determinações que as geram. Por se tratar de produções humanas, o estudo seguiu o Método de Vigotski, com ênfase: na análise do processo em vez do objeto, no caso, as produções docentes; explicação em vez da descrição; e o problema da conduta fossilizada. Porém, com a precaução para evitar a fragmentação desses princípios, mas unidades que mantém as propriedades em uma totalidade. A análise focou o processo das produções, voltadas ao ensino de Matemática, expressas em entrevistas com vinte professores das séries iniciais do ensino fundamental que atuam em escolas da Rede Estadual de Ensino, localizadas no sul do Estado de Santa Catarina. Também, para a concepção da natureza do conhecimento matemático – empírica ou teórica - que se explicita nas produções, bem como as múltiplas determinações e contextos que as geraram. Com base nas entrevistas que expressaram os esforços dos professores para que os alunos aprendam matemática foram definidas duas categorias de análise: as produções com base no imediato da realidade; e as produções com base em mediações com conceitos. Na primeira, reflete-se sobre a tentativa de atingir a aprendizagem com base em experiências agradáveis, que tornam a aula prazerosa. Consequentemente, secundariza o sistema conceitual cientifico, o que descaracteriza a atividade pedagógica da abordagem Histórico Cultural, explicitada pelos professores como sua base teórica. Na segunda, as falas apontam para produções com cunho teórico, com base nos conceitos aprendidos no decorrer da formação. Porém, não implica diretamente em uma aprendizagem com significações científicas, para os alunos, em face a concepções formadas no processo de formação profissional e condições objetivas da sala de aula, que apontam para a predominância do conhecimento empírico.

Palavras-chave: Produção docente, Ensino de Matemática, Abordagem Histórico-Cultural.

 

16 de agosto de 2011 às 15:36
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