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Unesc faz parte do grupo que avalia mestrados e doutorados brasileiros

Unesc faz parte do grupo que avalia mestrados e doutorados brasileiros
Pesquisadora do PPGCS faz parte da comissão da Capes (Foto: Divulgação) Mais imagens

A Unesc faz parte do grupo de IES (Instituições de Ensino Superior) com professores participantes da avaliação dos Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu (mestrados e doutorados) do Brasil. A professora doutora e pesquisadora Vanessa Moraes de Andrade, do PPGCS (Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Unesc) está em Brasília esta semana (17 a 21/7) para colaborar com as avaliações dos mestrados e doutorados em Medicina.

O processo é realizado pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e a avaliação tem validade de quatro anos. Os cursos recebem conceitos que variam de 1 a 7. Pontos como proposta do programa, professores, alunos, produção intelectual e inserção social do programa são analisados. Em todo o país, serão avaliados de 3 de julho a 4 de agosto, 4.178 Programas de Pós-Graduação nas mais diversas áreas do conhecimento.

Vanessa faz parte da comissão de 26 pesquisadores convidados pela Capes para avaliar os mestrados e doutorados na área Medicina 1, onde se enquadra também o PPGCS da Unesc. “É uma grande honra poder participar de um grupo tão seleto. É um reconhecimento para mim e para a Unesc”, comenta Vanessa. “Esta avaliação é muito esperada por todos os pesquisadores do Brasil, pois é a partir dela que sabemos a nota do programa e o resultado do trabalho desenvolvido por toda a equipe dos PPGs”, afirma.

PPG de excelência


A Unesc é a única universidade não estatal de Santa Catarina a ter um PPG (Programa de Pós-Graduação) na área da saúde a aparecer no catálogo da Capes de 2016 na lista dos programas considerados como de excelência em todo o Brasil.

Só os programas considerados de excelência (notas 6 e 7) foram listados, por região do país e por área do conhecimento. O PPGCS da Unesc foi indicado por possuir nota 6.

No Sul do Brasil, o catálogo citou dez Instituições de Ensino Superior, sendo seis no Rio Grande do Sul, duas em Santa Catarina e duas no Paraná. No Estado, apenas a UFSC e a Unesc apareceram na publicação.

Fonte: Setor de Comunicação Integrada

Postado por: Milena Spilere Nandi 18 de julho de 2017 às 18:18
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Professores participam do 6º Diálogo com as Ciências

Professores participam do 6º Diálogo com as Ciências
Apresentação foi feita pelo PPGCS (Fotos: Milena Nandi) Mais imagens

Professores doutores da Unesc participaram na tarde desta segunda-feira (29/5), da sexta edição do “Diálogos com as Ciências”, que neste encontro abordou as Ciências da Saúde. Os professores do PPGCS (Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde) Eduardo Rico e Emílio Streck foram os responsáveis pela apresentação do encontro, que tratou sobre a pesquisa “Impacto do uso de estratégias investigativas sobre as emoções e a motivação dos alunos e as suas concepções de ciência e cientista”.

O estudo apresentado mostra o impacto da introdução de atividades investigativas sobre a emoção, a motivação e a concepção de ciência e cientista em alunos do Ensino Médio brasileiro.

O evento é realizado pela Propex (Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão) da Universidade, pelas Unidades Acadêmicas e pelos Programas de Pós-Graduação Strictu Sensu, sempre com um PPG diferente – o próximo será o PPGD (Programa de Pós-Graduação em Direito). O evento desta segunda-feira teve a presença da assessora da Propex, Gisele Coelho Lopes, que deu as boas-vindas aos professores.

Fonte: Setor de Comunicação Integrada

Postado por: Milena Spilere Nandi 29 de maio de 2017 às 21:33
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Universidade realiza pesquisa sobre reabilitação de crianças com paralisia cerebral

Universidade realiza pesquisa sobre reabilitação de crianças com paralisia cerebral
Estudo foi realizado para Mestrado em Saúde Coletiva da Unesc (Foto: Milena Nandi) Mais imagens

A Unesc concluiu uma pesquisa científica sobre a eficácia do PediaSuit (uma vestimenta terapêutica ortopédica) na reabilitação de crianças com paralisia cerebral. O estudo realizado no CER (Centro Especializado em Reabilitação), localizado nas Clínicas Integradas da Universidade, foi desenvolvido como uma dissertação no PPGSCol (Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva). O trabalho trouxe evidências científicas de que o tratamento embasado pelo Protocolo PediaSuit pode potencializar a função motora grossa e o desempenho funcional da criança com paralisia cerebral.

O PediaSuit é uma vestimenta ortopédica composta por colete, calção, joelheiras e calçados especiais que são interligados por tiras elásticas. Ele ajuda a alinhar o corpo o mais próximo do funcional possível, restabelecendo a postura correta e a distribuição do peso. A roupa fica ligada a uma “gaiola”, onde fisioterapeutas ou terapeutas ocupacionais desenvolvem exercícios e atividades com os pacientes.

Comprovação científica

O trabalho foi realizado por uma equipe de profissionais vinculados ao CER/UNESC, e a fisioterapeuta e funcionária do CER Unesc Elaine Meller Mangilli utilizou a pesquisa para a sua dissertação “Efeitos Musculares do Protocolo PediaSuit em Crianças com Paralisia Cerebral Espástica”, defendida em março de 2017. Ela faz parte da equipe habilitada para desenvolver atividades terapêuticas utilizando o equipamento PediaSuit e conta que na literatura científica há poucas pesquisas que evidenciem os efeitos decorrentes deste equipamento no tratamento de crianças com disfunções motoras. Segundo Eliane, até então nenhum dos estudos faz referências as alterações fisiológicas do sistema muscular, ou seja, nenhuma pesquisa realizada anteriormente mostrava como os músculos dessas crianças se comportavam diante do tratamento de reabilitação utilizando o PediaSuit.

A dissertação foi orientada pela professora doutora Lisiane Tuon, que conta que até então o equipamento era usado de forma empírica. “Os profissionais usavam, viam o resultado, mas não sabiam como ele agia no corpo para chegar a esse resultado. Ele é um tratamento intensivo e as evidências clínicas de sua eficácia foram encontradas, tanto na avaliação clínica, como também em nível muscular, através de marcadores biológicos avaliados mediante exames de sangue”, explica Lisiane. A análise dos marcadores biológicos foi realizada pelo professor doutor do PPGCS (Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde), Paulo da Silveira.

Pode ser alternativa para o SUS
A ideia da pesquisa surgiu de uma conversa entre Lisiane, que também é coordenadora do CER Unesc, com o presidente da Federação das APAEs do Estado de Santa Catarina, Júlio de Aguiar. “Hoje, o PediaSuit está disponível em algumas APAEs do Estado. A intenção é aprofundar a pesquisa e colaborar para que o tratamento seja incorporado pelo SUS e, assim, mais crianças possam ser beneficiadas e passem a ter condições de alcançar uma qualidade de vida melhor”, comenta a professora.

O que é PC
PC (Paralisia Cerebral) é qualquer distúrbio caracterizado por alteração do movimento e anormalidades neuropatológicas não progressiva do cérebro em desenvolvimento. Em boa parte dos casos, a paralisia afeta apenas a questão motora da pessoa, sendo que o desenvolvimento cognitivo ocorre normalmente. “A criança pode nascer com paralisia cerebral ou ter uma queda, por exemplo, e passar a ter. Ela é uma das doenças de maior incidência entre as crianças com incapacidades motoras. Pessoas com PC têm alteração do tônus muscular, alterações nos músculos e no esqueleto, dificuldade para executar movimentos voluntários e déficit no desenvolvimento das habilidades funcionais”, explica Eliane Meller Mangilli, a autora da pesquisa.

Como o estudo foi desenvolvido

Em seu estudo, a agora mestre em Saúde Coletiva, destaca que tratamentos intensivos de reabilitação como o Protocolo PediaSuit, vem sendo aplicados com o intuito de potencializar os ganhos motores e funcionais, apresentando-se como uma nova possibilidade de reabilitação, independência, qualidade de vida, autonomia e inclusão.

Para a pesquisa, Eliane acompanhou dez meninos e meninas dos 3 aos 12 anos, encaminhadas pelas APAEs da região, com problemas motores decorrentes da paralisia cerebral do tipo espástica (corresponde a até 70% dos casos. Neles, os músculos estão em contração contínua, e os movimentos executados pela criança são bruscos. Com o tempo a criança desenvolve deformidades nas articulações).

Os participantes do estudo passaram um mês sendo analisados. Cada um realizou cinco sessões por semana de quatro horas diárias (com apenas 15 minutos de pausa para um lanche) no PediaSuit. Ao todo, as crianças foram submetidas ao tratamento de reabilitação por 20 dias. Este é o procedimento estabelecido pelo Protocolo PediaSuit, que prevê que após esse período, as crianças passem as próximas duas semanas realizando os exercícios na “gaiola” por um tempo que some seis horas por semana.

Reabilitação na Unesc
A Unesc possui dois equipamentos PediaSuit. O primeiro foi doado pela APAE de Criciúma ao CER no final de 2015 e utilizado desde o início de 2016 para pesquisa e atendimentos. O segundo chegou à Unesc em 2016 por meio de fomento externo, a partir de um projeto elaborado pelo CER. Em cerca de um ano, 50 crianças fizeram o tratamento de reabilitação por meio do PediaSuit. A intenção é que em 2017 se inicie o trabalho com adultos com paralisia cerebral.

Como surgiu o PediaSuit
Em 1971, o “Penguin suit” foi desenvolvido pelo programa espacial da Rússia. Esta vestimenta especial foi usada pelos astronautas em voos espaciais para neutralizar os efeitos da ausência de gravidade sobre o corpo, como a perda de densidade óssea e problemas motores. Cientistas e especialistas em medicina espacial, depois de uma longa pesquisa, criaram este macacão com ação de carga, o que tornou, longas viagens ao espaço possíveis.

Anos depois terapeutas perceberam que a tecnologia poderia ser usada em pacientes com paralisia cerebral e outros problemas neurológicos. Nos anos 1990, uma clínica na Polônia desenvolveu o “Adeli suit”, a primeira roupa a ser usada em crianças com paralisia cerebral.

Em 2006 o equipamento PediaSuit foi desenvolvido pelo piloto brasileiro Leonardo de Oliveira e por terapeutas, nos Estados Unidos. O grupo desenvolveu PediaSuit com base no “Penguim suit” da Rússia, mas com adaptações e melhorias. Hoje, ele é o tipo mais moderno de macacão terapêutico ortopédico disponível.

Fonte: Setor de Comunicação Integrada

Postado por: Milena Spilere Nandi 21 de março de 2017 às 15:40
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Professor desenvolve pesquisas sobre gênero em universidade espanhola

Professor desenvolve pesquisas sobre gênero em universidade espanhola
Ismael Alves passou os primeiros meses de 2017 na Espanha (Foto: Divulgação) Mais imagens

A Unesc fez parte de estudos sobre gênero desenvolvidos na Espanha. Nos primeiros meses de 2017, o professor do PPGDS (Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Socioeconômico) e do curso de História, Ismael Gonçalves Alves, esteve como pesquisador visitante no Instituto Universitário de Investigação de Estudos das Mulheres e de Gênero da Universidade de Granada. Lá, estudou a Seção Feminina da Falange, um ramo do partido Falange Espanhola, que impôs às mulheres lugares subalternos na sociedade..

Para participar das pesquisas na Espanha, o professor da Unesc passou por uma seleção da Fundação Carolina, que fomenta as relações culturais e a cooperação científica entre a Espanha e os países iberoamericanos. O trabalho de Alves “A Seção Feminina da Falange e Políticas Feminizadoras: A assistência social como transmissora de valores morais e políticos no Primeiro Franquismo” teve a supervisão da professora doutora da Universidade de Granada, Amalia Morales Villena. O resultado da pesquisa sobre os impactos de gênero das políticas sociais franquistas sobre a vida e o cotidiano das mulheres espanholas será publicado no Brasil em uma coletânea sobre estudos de gênero.

“Em Granada estudei a Seção Feminina da Falange e suas políticas feminizadoras entre os anos de 1939-1959. Durante a ditadura espanhola, ou franquismo, as mulheres foram expostas a uma série de políticas que reforçavam seu papel apenas como mãe e esposas, as transformando em dependentes dos homens. E neste sentido, a Seção Feminina da Falange, foi o instrumento utilizado, abrindo espaço para as mulheres a lugares e trabalhos considerados femininos, como assistência social”, explica Alves.

Na Unesc, o professor faz parte do Núcleo Interdisciplinar de Estudos de Gênero e orienta iniciações científicas, Trabalhos de Conclusão de Curso e dissertações na área. Atualmente Alves estuda políticas de assistência e seus impactos de gênero, mais especificamente, as políticas públicas materno-infantis entre 1930 e 1964 e como elas impuseram um modelo normativo de maternidade e infância. Também pesquisa a Legião Brasileira de Assistência, uma instituição parecida com a Seção Feminina da Falange.

Fonte: Setor de Comunicação Integrada

Postado por: Milena Spilere Nandi 15 de março de 2017 às 17:12
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Pacientes com Parkinson têm melhoras significativas com projeto da Unesc

Pacientes com Parkinson têm melhoras significativas com projeto da Unesc
Valdemiro deixou a cadeira de rodas por conta dos exercícios (Foto: Mayra Lima) Mais imagens

Aos 66 anos Valdemiro Henrique foi diagnosticado com o mal de Parkinson, uma doença degenerativa que atinge cerca de 4 milhões de pessoas no mundo. Há alguns meses atrás, ele teve uma complicação e acabou indo parar em uma cadeira de rodas. Mas o que Valdemiro não esperava é que a Unesc poderia ajudar. Hoje ele já consegue andar sozinho, sem nem precisar de muletas, e se sente melhor a cada dia de tratamento.

A melhora se deu por conta dos exercícios físicos desenvolvidos pelo projeto de pesquisa da mestranda do PPGCS (Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde), Hérica Salvaro. Para Valdemiro, que já havia feito diversos outros tratamentos, a melhora foi uma grande surpresa. “Esse foi o único tratamento que deu certo pra mim. Os exercícios me ajudaram a voltar a andar, minhas pernas têm mais força agora, cada dia é uma evolução diferente”, comentou.

Além dos exercícios, Valdemiro também criou um grande vínculo com equipe do projeto e com os seus colegas de tratamento. “Eles atendem a gente muito bem aqui na Unesc. O carinho é o melhor remédio para nós. Sinto falta quando não é o dia de encontro do grupo, somos todos grandes amigos”, ressaltou.

Entenda o Parkinson

Segundo Hérica Salvaro, a principal característica da doença é a degeneração dos neurônios dopaminérgicos. “Esses neurônios são responsáveis principalmente pelo nosso movimento. Por isso que as pessoas com a doença apresentam tremor, dificuldade para caminhar, postura afetada, entre outros sintomas”, contou a mestranda.

Hérica afirmou ainda que diversos estudos apontam o exercício físico como ferramenta para reduzir a degeneração desses neurônios específicos, o que serviu como ponto de partida para o desenvolvimento da pesquisa na Unesc. “Com a prática eles sentem melhora na caminhada, na postura, diminuição do tremor, diminuição do risco de quedas, melhora do equilíbrio e de outros sintomas”, ressaltou.

Pesquisa é a chave para o tratamento

O tratamento é todo baseado em estudos, ele inclui exercícios de aquecimento, fortalecimento muscular, treino de equilíbrio e coordenação, exercícios respiratórios além de exercícios de reabilitação vestibular. As atividades são realizadas três vezes por semana, durante 50 minutos aproximadamente, sempre no período matutino.

Para Hérica, melhorar a vida das pessoas por meio da pesquisa é uma grande conquista. “Quando se trabalha com pesquisa, temos que ter dedicação exclusiva, dias de estudos, de testes, experimentos, temos que ter uma entrega total, porém quando teremos os resultados em mãos e quando olhamos os pacientes felizes e cada vez melhores, com certeza tudo isso vai ter valido a pena. É gratificante saber que não serão só essas pessoas beneficiadas e sim as pessoas com Parkinson do mundo inteiro”, contou a mestranda.

A vida do Ademar também mudou


Outro participante do projeto que sentiu uma evolução grande foi o Ademar Pacheco. Hoje ele sente uma segurança muito maior para caminhar, segurar objetos e diversos outros movimentos diários. “Desde que adotei o exercício a minha vida mudou. O Parkinson muitas vezes trava os meus movimentos, mas quando me sinto assim em casa já faço alguns exercícios orientados pela equipe e me sinto melhor”, comentou.

Ademar também ressaltou a grande família que ganhou com o projeto. “Além de sentir a minha melhora, ver os meus amigos evoluindo diariamente, junto comigo, também traz uma felicidade muito grande. Nós nos unimos muito e isso dá força para todos nós”, afirmou. 

O projeto

O projeto, intitulado “Efeitos do Exercício Físico sobre a Resposta Inflamatória Sistêmica, Parâmetros de Estresse Oxidativo Plasmático e Sistema Vestibular em Pacientes com Doença de Parkinson”, tem orientação do professor Ricardo Pinho e ocorre no Lafibe (Laboratório de Fisiologia e Bioquímica do Exercício) da Unesc.

“Durante anos o meu grupo vem estudando em animais os efeitos do exercício sobre diversos mecanismos celulares na doença de Parkinson. Foi com base nisso que estamos promovendo uma translação daquilo que encontramos neste estudos, aplicando agora em humanos, com o objetivo central em reduzir a progressão da doença e melhorar a condição de vida desses pacientes”, comentou Pinho.

Fonte: Setor de Comunicação Integrada

Postado por: Mayra Lima - mayralima@unesc.net 18 de janeiro de 2017 às 14:38
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