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Pesquisa da Unesc investiga impactos da Covid-19 na saúde física e mental da população de Criciúma

Pesquisa da Unesc investiga impactos da Covid-19 na saúde física e mental da população de Criciúma
Dados serão coletados em 600 domicílios, escolhidos aleatoriamente (Fotos: Milena Nandi) Mais imagens

A Unesc se prepara para sair a campo em mais uma pesquisa para averiguar a saúde da população de Criciúma durante a pandemia de Covid-19. O estudo “Mental Covid – Impacto da Covid-19 sobre a Saúde Mental da População”, realizado pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSCol), vai coletar dados da população adulta e idosa do município para avaliar os impactos da pandemia na saúde física e mental. A partir do dia 28 de setembro, os entrevistadores irão visitar 600 domicílios, escolhidos de maneira aleatória, nos mais diversos bairros de Criciúma. Os resultados de 2020 serão comparados aos dados de um levantamento de base populacional feito pelo PPGSCol em 2019 e concluído em dezembro, antes do início da pandemia no Brasil. 

A reitora da Unesc, Luciane Bisognin Ceretta, que também é professora e pesquisadora do PPGSCol, salienta a importância das atividades de pesquisa desenvolvidas pelos Programas de Pós-Graduação da Universidade na região, especialmente durante a pandemia de Covid-19. “Este estudo é mais uma importante ação da Universidade para utilizar a ciência em favor da vida. Os seus resultados serão de grande importância para apoiar decisões nas políticas públicas, bem como estabelecer novos alvos terapêuticos”. 

A pesquisa será desenvolvida em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS) da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e foi contemplada em um edital da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs). 

Na Unesc, o estudo será coordenado pelos doutores em Epidemiologia e professores do PPGSCol, Fernanda Meller e Antônio Augusto Schafer. Na Furg, a pesquisa terá como líder o doutor Epidemiologia e professor do PPGCS, Samuel de Carvalho Dumith. 

Segundo Schafer, a pesquisa será desenvolvida nos municípios de Criciúma e de Rio Grande e vai servir também para avaliar o comportamento perante a Covid-19 em moradores de cidades de tamanhos similares, mas em estados diferentes. “A Unesc possui dados de 2019 e a Furg, de 2016 e basicamente a vida das pessoas não sofreu uma influência tão grande de um ano para outro. A diferença foi uma pandemia, algo pelo qual todos estão passando, independentemente do local que vivem e da classe social”. 

Como a pesquisa será feita 

O pesquisador da Unesc explica que para se ter uma amostra que possa realmente representar a cidade, é preciso que seja aleatória. Por isso, a escolha dos domicílios a serem visitados foi realizada através de um sorteio. 

Entre os pontos que serão abordados pela pesquisa, segundo Fernanda, estão a alimentação, a realização de atividades físicas, a qualidade de vida, e qual o público mais afetado pela pandemia. “Vamos avaliar também questões de saúde como o desenvolvimento ou agravamento de algumas doenças crônicas durante a pandemia. A coleta de informações vai durar de dois a três meses, e será realizada sem contato próximo, já que a pesquisa vai trabalhar apenas com questionário e não haverá coleta de sangue. Também não haverá necessidade de receber os entrevistadores em casa e a conversa pode ser feita na frente da residência”, afirma Fernanda. “Os entrevistadores estarão identificados com camiseta da pesquisa, crachá, máscara e face shield e todos os cuidados de biossegurança serão tomados para que os moradores não precisem se aproximar. Pensamos em fazer assim para que as pessoas se sentissem mais seguras em receber o entrevistador e colaborar com esta pesquisa, tão relevante para a comunidade”, complementa a pesquisadora do PPGSCol. 

Todos os entrevistadores já possuem experiência em coleta de dados para pesquisas de base populacional e também receberam capacitação dos pesquisadores da Unesc. Um piloto será realizado antes do início oficial da pesquisa, com o objetivo de avaliar a metodologia e fazer possíveis ajustes necessários. 

Colaboração dos moradores é essencial 

Schafer salienta a importância da colaboração dos moradores de Criciúma para que a pesquisa alcance o objetivo de identificar o quanto a pandemia impactou a saúde das pessoas, em quais aspectos ela influenciou a vida dos entrevistados e quais os grupos mais acometidos nos diversos aspectos da saúde. “Os dados coletados e analisados irão gerar publicação científica e compor um relatório a ser entregue para todos os gestores de saúde pública. A partir destas informações será possível definir ações mais efetivas tanto de prevenção quanto de tratamento dos problemas causados na saúde física e mental pela pandemia”, salienta. 

Universidade Comunitária 


Segundo o pesquisador da Unesc, o laboratório do epidemiologista é o campo, a casa das pessoas. “As perguntas e as respostas estão lá. Estamos em uma universidade comunitária que se preocupa em dar essas respostas, um retorno para a sociedade”. 

Neste sentido, a relevância do estudo se amplia e além de beneficiar a sociedade, auxilia também o trabalho do PPGSCol. Segundo a coordenadora do Programa de Pós-Graduação, Cristiane Damiani Tomasi, a pesquisa mostra pontos importantes do trabalho do PPGSCol, como as relações que ele tem com outras instituições nacionais e internacionais, o que inclui a região na rota das pesquisas científicas. “No caso deste estudo que será iniciado, conhecer a população de Criciúma, entender qual o impacto e como ela está vivendo este período é de muita relevância. Por ser um Programa de Mestrado Profissional, as pesquisas desenvolvidas podem se desdobrar em outras atividades que tenham impacto na vida da população e nos serviços de saúde da nossa região”. 

Milena Nandi – Agência de Comunicação da Unesc

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

24 de setembro de 2020 às 08:53
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Unesc inicia pesquisa em Criciúma para avaliação de transtornos psiquiátricos relacionados à Covid-19

Unesc inicia pesquisa em Criciúma para avaliação de transtornos psiquiátricos relacionados à Covid-19
Etapa inicial do estudo contará com a participação de pessoas da comunidade (Foto: Divulgação) Mais imagens

A pesquisa da Unesc que vai avaliar a saúde mental da população durante a pandemia teve, nesta segunda-feira (14/9), a primeira saída a campo para a coleta de dados. A partir desta semana, diariamente, a equipe de pesquisadores da Universidade estará visitando a casa tanto de pessoas que contraíram o Sars-CoV-2 nas últimas seis semanas, quanto de pessoas que não tiveram contato com o vírus. O objetivo das visitas é a coleta de amostras de sangue para análise e a aplicação de questionários para contribuir com informações para o estudo.

A pesquisa é realizada em parceria com a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), por isso, além de Criciúma, o município de Chapecó também fará parte da pesquisa. O estudo “Investigação de marcadores neuroinflamatórios e de dano neuronal e suas relações com transtornos neuropsiquiátricos em sujeitos positivos para Covid-19” foi um dos projetos de pesquisa da Unesc para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus e suas consequências contemplados pelo edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e ao Ministério da Saúde. Em Santa Catarina, a Unesc é a única Universidade Comunitária com projetos de pesquisa aprovados (dois no total).

Enquadrado na linha de pesquisa carga da doença, o estudo tem como coordenadora geral a professora doutora do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS) da Unesc, Gislaine Zilli Réus e a contribuição da professora doutora, pesquisadora e reitora da Universidade, Luciane Bisognin Ceretta. Na UFFS, a equipe será liderada pela professora doutora Zuleide Maria Ignácio.

Primeiros resultados em campo

Gislaine afirma que o primeiro dia da pesquisa em campo foi muito positivo para fazer todos os ajustes necessários para as coletas de dados que virão. Em relação à participação da comunidade, a professora comenta que em geral, muitas pessoas estão querendo participar, pois entendem a importância da pesquisa para a ciência e para a sociedade. “As pessoas que aceitam participar da pesquisa têm nos recebido muito bem em suas casas. Eu como pesquisadora e professora, fico imensamente feliz com cada pessoa que participa, cada um é muito importante para nossa pesquisa”, comenta.

Iniciativa tem o apoio popular

A moradora de Criciúma, Sirleia Miranda Pereira, foi a primeira participante da pesquisa. Ela conta que descobriu que estava com o novo coronavírus quando teve febre e foi ao pronto socorro. Após exames, veio o diagnóstico de Covid-19 e junto com ele, a insegurança. “Fiquei com muito medo. Sou paciente renal crônica transplantada e não sabia o que poderia acontecer”, conta. Sobre a pesquisa da Unesc, Sirleia considera importante iniciativas que possam colaborar com a saúde da população, especialmente neste momento de pandemia.

Piloto para avaliação da metodologia foi realizado

Na última quarta-feira (10/9), a equipe de pesquisadores da Unesc realizou um piloto para ajustar os últimos detalhes antes do início das atividades oficiais do projeto. Segundo Gislaine, é uma etapa é importante em todas as pesquisas, pois nela são feitos os processos e procedimentos que seriam realizados na pesquisa oficial. “Esses dados não entram oficialmente para a pesquisa, mas sim subsídio para qualquer ajuste necessário para a pesquisa oficial”, explica.

Nesta etapa de projeto piloto, o casal Marlene Borges Lima e Joventino dos Santos Lima, de Criciúma, contribuíram com o estudo, recebendo a equipe da Unesc em sua casa. Lima faz hemodiálise e o seu médico resolveu fazer o teste de Covid-19. O aposentado estava com o vírus e a esposa pegou também. “Tive dor de garganta e tremor de frio. Fiquei muito fraco e nem conseguia subir esse morrinho até o portão de casa. O nervosismo foi grande. Achei que não ia escapar porque sou do grupo de risco”, conta.

Marlene teve sintomas mais amenos que os do marido, mas a incerteza pelo que aconteceria e a dificuldade de não ver pessoas queridas também fizeram parte de seus dias. “Não pude ver meu filho, minhas irmãs e isso me afetou muito. Fiquei desanimada. Mesmo tendo cuidado, meu marido e eu pegamos e digo para todos que se cuidem ao máximo, porque esta doença precisa ser levada a sério”.

Como a pesquisa é feita

A professora da Unesc, Gislaine Zilli Réus, explica que a pesquisa é um caso-controle em que os casos são pessoas sintomáticas e assintomáticas positivas para Covid-19 e os controles são indivíduos negativos para o novo coronavírus. O estudo aplica escalas para avaliação da presença de estresse, depressão, ansiedade e transtornos do sono. Além disso, é investigado perifericamente marcadores de dano neuronal, bem como de inflamação, dano mitocondrial e microbiota intestinal, os quais também se relacionam com inflamação. Esses marcadores serão correlacionados com a ocorrência de transtornos psiquiátricos.

O estudo será feito com pessoas doentes que foram diagnosticadas nas últimas seis semanas. Já as pessoas que farão parte do controle, serão testadas para o vírus (os testes serão feitos pela própria Universidade). Gislaine explica que os pesquisadores estão ligando para agendar as visitas na casa dos indivíduos diagnosticados como positivos para a Covid-19. Para a parte do controle, a pesquisa aceita voluntários – os interessados devem entrar em contato pelos telefones (48) 3431-2618 ou 99807-2526.

Os participantes da pesquisa receberão a visita de dois profissionais ligados à Unesc: psicólogo do Programa de Residência Multiprofissional ou psiquiatra do Laboratório de Psiquiatria Translacional, para realizar as entrevistas e aplicar as escalas; e outro da área de Biomedicina ou Enfermagem para coletar o sangue, que servirá para análise da correlação do vírus com os transtornos mentais.

Também haverá coleta de fezes para a avaliar a microbiota intestinal e correlacionar os resultados com os transtornos psiquiátricos. “A ideia é usar várias escalas para avaliar pontos como depressão e ansiedade. A nossa hipótese é que o cenário da pandemia vai alterar de alguma maneira o cérebro, possivelmente a memória, o sono, o grau de ansiedade e estresse e até gerar depressão, não apenas em quem teve a doença”, afirma Gislaine. 

Segundo a professora, os resultados da pesquisa poderão trazer o entendimento de como o vírus afeta o sistema nervoso central, além de identificar a presença de transtornos que já são um problema de saúde pública. Além disso, as correlações entre os escores de transtornos e a expressão de marcadores biológicos serão relevantes, tanto para subsídio dos serviços de saúde, quanto para elencar novos estudos que apontem para possíveis tratamentos.

Universidade no protagonismo de ações no combate à pandemia

A professora doutora, pesquisadora e reitora da Unesc, Luciane Bisognin Ceretta, que também integra a equipe do projeto, afirma que o estudo é mais uma importante ação da Universidade que utiliza a ciência em favor da vida. Luciane lembra que ao longo da pandemia, a Instituição está sendo protagonista no enfrentamento ao vírus, realizando uma série de ações internas e com a comunidade, incluindo pesquisas desenvolvidas por professores e estudantes de graduação, mestrado e doutorado.

“Os resultados desta pesquisa serão de grande importância para apoiar decisões nas políticas públicas, bem como estabelecer novos alvos terapêuticos. Enquanto reitora estou orgulhosa de nossa universidade, mas enquanto pesquisadora estou convicta de que nosso grupo está produzindo ciência de excelência e contribuindo com a manutenção da vida. Isso tem muito valor e nos motiva a enfrentar estes tempos desafiadores buscando respostas às questões que ainda não conhecemos relacionadas aos transtornos neuroquímicos provocados pelo vírus”, salienta. A reitora lembra ainda a importância da parceria da Secretaria de Saúde de Criciúma para a realização desta pesquisa.  

Aprendizado em primeiro lugar

A enfermeira Luana Campos, participa do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva da Unesc e é uma das pesquisadoras do projeto. Para ela, poder compor a equipe é uma grande oportunidade de aprendizado. “Está sendo maravilhoso participar da pesquisa e aprender com profissionais tão incríveis e capacitados. A residência foi uma porta que me oportunizou um mundo de possibilidades de crescimento profissional, uma delas é adentrar ainda mais no mundo da pesquisa, em uma universidade que tem como pilares o ensino, pesquisa e extensão e que comprometidos com a população e comunidade acadêmica, executam tudo com tamanha excelência. A pesquisa será um marco e nos trará respostas a esse momento de tanta complexidade”, afirma Luana.

Participação internacional

Além da Unesc e da UFFS, a pesquisa científica terá a participação de instituições de outros países. A avaliação dos marcadores biológicos terá a parceria da MCGill Univesity, de Montreal, no Canadá e The University of Texas Health Science Center at Houston, nos Estados Unidos. Já a análise dos dados, terá a participação da McMaster University, do Canadá.

Na Unesc, o estudo será desenvolvido no Laboratório de Psiquiatria Translacional da Unesc por uma equipe multiprofissional, formada por estudantes e profissionais das áreas de Biomedicina, Enfermagem, Biologia, Psiquiatria e Psicologia, todos ligados aos PPGCS e ainda com contribuição dos participantes do Programa de Residência Multiprofissional da Universidade.

A investigação científica foi contemplada pelo CNPq com recursos que incluíram bolsas de apoio técnico, de iniciação científica e de estudos. A pesquisa ainda foi contemplada pelo edital da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Santa Catarina (Fapesc) com duas bolsas de pós-doutorado.

Milena Nandi – Agência de Comunicação da Unesc

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

15 de setembro de 2020 às 17:03
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Unesc realiza pesquisa sobre prevalência de Covid-19 na população adulta de Siderópolis

Unesc realiza pesquisa sobre prevalência de Covid-19 na população adulta de Siderópolis
Pesquisa de campo iniciou nesta segunda-feira com população da área central do município (Fotos: Milena Nandi/Marcelo De Bona/Comunicação Município de Siderópolis) Mais imagens

A prevalência de Covid-19 na população adulta de Siderópolis é tema de uma nova pesquisa a ser desenvolvida pela Unesc. Nesta segunda-feira (14/9), o município recebeu pesquisadores da equipe multiprofissional da Universidade, para a coleta de dados a serem avaliados para a elaboração de um diagnóstico. As atividades são lideradas pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSCol) e realizado em parceria com os cursos de Biomedicina e Enfermagem da Unesc e a Secretaria Municipal de Saúde de Siderópolis.

A equipe de pesquisadores é formada pelas professoras do PPGSCol e do curso de Enfermagem, Cristine Damiani Tomasi e a reitora Luciane Bisognin Ceretta; pelo coordenador do curso de Biomedicina, Emanuel de Souza; pela coordenadora adjunta do curso de Enfermagem, Mira Dagostim e pela professora do PPGSCol, Vanessa Iribarrem Avena Miranda. A equipe é formada ainda por acadêmicos dos cursos de Biomedicina e Enfermagem da Unesc, que atuarão na coleta de materiais e informações na comunidade.

Para a reitora, Luciane Bisognin Ceretta, a pesquisa é de grande valia para todos os agentes envolvidos e irá colaborar com o desenvolvimento de estratégias que impliquem em boas práticas para o cuidado das pessoas durante a pandemia. “Temos uma equipe de pesquisadores altamente competente, com estratégias metodológicas bem elaboradas e de reconhecimento nacional. Por isso estou muito certa dos resultados positivos que essa pesquisa terá tanto para a Universidade quanto para o município”, afirma Luciane. A reitora ainda enfatiza a importância do trabalho comunitário da Unesc, que neste momento de pandemia coloca a ciência produzida na Universidade a serviço da vida e dos municípios da região. “Isso só uma universidade comprometida com o desenvolvimento regional e do tamanho da Unesc, com seus valores e a missão muito solidificados, consegue realizar”.

Pesquisa prioriza testagem em pessoas do grupo de risco


Cristiane explica que a Secretaria de Saúde de Siderópolis entrou em contato com a Unesc porque viu a necessidade de fazer um levantamento com a população para determinar a prevalência de Covid-19. Segundo a coordenadora do PPGSCol, a pesquisa será realizada com pessoas acima de 18 anos e que estejam no grupo de risco, com prioridade de testagem dada para pessoas idosas e com doenças crônicas. Os testes rápidos para o coronavírus serão feitos pelo curso de Biomedicina e a coleta de dados, pelos professores do PPGSCol e do curso de Enfermagem.

A pesquisa teve início com a população da área central de Siderópolis e posteriormente, o estudo será realizado também com moradores da área rural do município. Além da coleta de sangue, os pesquisadores irão aplicar um questionário para o levantamento de dados relativos ao comportamento das pessoas neste período, saber se cumpriram o isolamento social e como se sentem em relação à pandemia. O acesso das pessoas à atenção primária à saúde também será avaliado.

Para a enfermeira da Vigilância Epidemiológica de Siderópolis, Laurinês Budel Possebon, a pesquisa se faz necessária para identificar as pessoas que estão positivas ou negativas para a Covid-19. “O estudo nos auxiliará a estabelecer o endurecimento ou afrouxamento das medidas de distanciamento social, evitando a disseminação do novo coronavírus”, afirma.

Segundo a professora da Unesc, Cristiane Tomasi, a pesquisa será importante também para o PPGSCol. “Para o Mestrado Profissional em Saúde Coletiva da Unesc, a pesquisa vai ao encontro do o PPGSCol quer: a interação com os serviços de saúde e também dar resposta para a sociedade nesse momento de pandemia”, afirma Cristiane.

Primeiros participantes

Uma das primeiras casas visitadas pela equipe da Unesc foi a de Sheila Regina Marques, que considera o levantamento uma iniciativa positiva para a população. “A pesquisa é importante para avaliar o número de moradores que já tiveram o vírus ou que ainda possam estar contaminados. É algo muito bom e ajudará a analisar por mais quanto tempo deve seguir a pandemia. Achei muito interessante, foi rápido e as meninas foram muito atenciosas”, conta a moradora do bairro Tereza Cristina.

Curso será responsável pelos testes sorológicos


O curso de Biomedicina da Unesc será o responsável pela realização dos testes sorológicos para Covid-19. As amostras de sangue coletadas serão enviadas para o Lenac (Laboratório de Análises Clínicas) da Universidade, onde serão processadas e analisadas.

O coordenador do curso de Biomedicina, Emanuel de Souza, explica que os exames irão detectar a presença de anticorpos que indicarão se o indivíduo está com o vírus ativo (pode infectar outras pessoas) ou se já adquiriu imunidade ao coronavírus. “A pesquisa que será desenvolvida em Siderópolis é de extrema significância, uma vez que quanto mais a população for testada, mais teremos condições de controlar e diminuir a expansão da pandemia no novo coronavírus”, afirma.

Acadêmicos das últimas fases de Biomedicina participarão do projeto, desde a realização da coleta sanguínea até o processamento das amostras e auxílio na realização dos testes junto ao coordenador do curso.

Ampliação do conhecimento

A coordenadora adjunta do curso de Enfermagem, Mira Dagostim, chama a atenção para a oportunidade de aprendizado para os estudantes que estão participando do estudo. “Esta é uma pesquisa de extrema importância. Com ela, a Unesc vai estar ainda mais próxima do município e os nossos alunos que estão participando ativamente do estudo, terão uma oportunidade de ampliar o conhecimento e a sua formação acadêmica. Averiguar através da pesquisa como está o perfil do município em relação à Covid-19 é extremamente importante para nosso cenário acadêmico, como prestação de serviço e para reforçar o papel comunitário da Unesc”, afirma.

Metodologia


A professora do PPGSCol, Vanessa Iribarrem Avena Miranda, responsável pelo desenho da metodologia a ser aplicada, explica que a seleção da amostra foi realizada de forma aleatória a partir de todos os setores censitários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), resultando em 616 domicílios a serem visitados. “Será realizado teste sorológico para Covid-19 e a aplicação de um questionário a todos participantes”, comenta.

Milena Nandi – Agência de Comunicação da Unesc

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

14 de setembro de 2020 às 15:47
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Unesc participa de pesquisa multicêntrica para avaliar sequelas da Covid-19 em pessoas que contraíram o vírus

Unesc participa de pesquisa multicêntrica para avaliar sequelas da Covid-19 em pessoas que contraíram o vírus
Professor doutor Felipe Dal Pizzol lidera pesquisa envolvendo instituições brasileiras (Foto: Arquivo) Mais imagens

O estudo multicêntrico liderado pela Unesc sobre os danos que o vírus Sars-CoV-2 (novo coronavírus) pode causar no organismo de pessoas que desenvolveram a doença já começou. Nesta etapa, a pesquisa já avalia 100 pacientes nos três centros ativos de recrutamento de pacientes em Santa Catarina: Criciúma, Joinville e Florianópolis. Os pesquisadores irão avaliar os pacientes com Covid-19 da internação até 1 ano após a alta hospitalar e verificar não apenas a taxa de mortalidade da doença, mas as possíveis sequelas no campo neurológico e como ela afetou a qualidade de vida dos pacientes. 

A pesquisa de enfrentamento da pandemia de Covid-19 e suas consequências foi contemplada pelo edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Em Santa Catarina, a Unesc foi a única Universidade Comunitária com projetos de pesquisa aprovados.

O projeto “Estudo prospectivo e multicêntrico dos fatores preditivos de mortalidade hospitalar e carga de doença da Síndrome Respiratória Aguda Grave” é liderado pelo professor doutor do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Unesc (PPGCS), Felipe Dal Pizzol. O estudo terá a participação de pesquisadores e profissionais de diversas instituições: Hospital São José e da Unimed, de Criciúma; Hospital Nereu Ramos e Hospital Universitário (HU), de Florianópolis; Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Hospital das Clínicas, de Porto Alegre; Universidade da Região de Joinville (Univille); Hospital Regional de Joiville e Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (Uniarp), de Caçador.

Dal Pizzol explica que a o projeto quer monitorar um grupo de 300 pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com Covid-19 tanto durante a internação hospitalar até 1 ano após, para avaliar a mortalidade e as consequências da doença, como incapacidade pulmonar, neurocognitiva e conexões do sistema nervoso central. “Vamos analisar informações dos pacientes antes de passarem pela UTI durante o período de internação e fazer um sequenciamento completo do RNA de leucócitos, além de proteínas relacionadas com imunidade e coagulação”.

O professor da Unesc conta que os pesquisadores irão calcular também os dias de vida de cada paciente que foram perdidos por conta do vírus. “Além de levantar dados científicos para fins acadêmicos, o projeto irá desenvolver um aplicativo com as informações mais relevantes para o Sistema Único de Saúde (SUS), colaborando assim com o trabalho dos profissionais da saúde pública no enfrentamento da doença”.

A pesquisa ainda irá fazer um comparativo entre pacientes com Sars-CoV-2 e com Síndrome Respiratória Aguda Grave, para verificar semelhanças e diferenças, como o grau de letalidade e sequelas.

Professor integrará grupo de nova pesquisa

O médico, professor doutor e pesquisador da Unesc, Felipe Dal Pizzol está envolvido diretamente no trabalho de análise e pesquisa para o enfrentamento da pandemia desde o seu início. Ele integrou a equipe que elaborou as “Diretrizes para Diagnóstico e Tratamento da Covid-19”, publicada em abril pelo Ministério da Saúde. Engajado na pesquisa do grupo Coalizão Brasil Covid-19, participou do estudo sobre o uso da hidroxicloroquina x azitromicina x placebo no tratamento de casos graves de coronavírus. 

Dal Pizzol se prepara para iniciar uma nova investigação, dentro do grupo de pesquisa Coalizão Brasil Covid-19. Desta vez, novos medicamentos para o combate ao Sars-CoV-2 serão avaliados. Segundo ele, de 10 a 15 protocolos com drogas novas serão adotados nas próximas semanas. As substâncias virão do exterior e a pesquisa já foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

Cenário da pandemia 

Segundo Dal Pizzol, ao analisarmos o cenário da pandemia no Brasil, é preciso levar em consideração as dimensões do país. “Do primeiro caso, na Itália, até chegar aos outros países da Europa, tivemos em torno de cinco meses. Analisando que o Brasil tem dimensões de um continente, estamos dentro da média dos demais países. Nas regiões mais ao norte tivemos os primeiros casos e lá já estamos vendo os casos diminuírem. Aqui no Sul, o ponto crítico da pandemia chegou depois e a julgar pelo comportamento das demais regiões, devemos estar chegando ao platô e começar a estabilizar em setembro, outubro”, comenta. 

Sobre a vacina, Dal Pizzol comenta que há cerca de 150 em teste e o Brasil tem parceria nas pesquisas envolvendo quatro delas. Segundo o professor, os estudos destas quatro vacinas já estão em fase adiantada e que existe a possibilidade de que ao menos duas sejam colocadas em produção. “Os mais otimistas afirmam que em outubro ou novembro já teremos vacina. Um grupo, do qual eu faço parte acredita que teremos isso para o ano que vem. É preciso levar em consideração que teremos 7 bilhões de pessoas para imunizar e toda a questão que envolve a produção, os grandes laboratórios e o estabelecimento de prioridades do recebimento das doses”, afirma.

Neste cenário, o pesquisador salienta a necessidade da população manter os cuidados. Segundo ele, apesar de um afrouxamento do isolamento social e o retorno de atividades, ainda teremos um período relativamente longo de necessidade de uso de máscara e cuidados reforçados de higiene e distanciamento. 

Milena Nandi – Agência de Comunicação da Unesc

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

31 de agosto de 2020 às 15:52
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Unesc inicia em setembro coleta de dados de pesquisa para avaliar danos neuropsiquiátricos relacionados à Covid-19

Unesc inicia em setembro coleta de dados de pesquisa para avaliar danos neuropsiquiátricos relacionados à Covid-19
Etapa inicial do estudo contará com a participação de pessoas da comunidade (Foto: Divulgação) Mais imagens

Quais os efeitos da pandemia da Covid-19 na saúde mental das pessoas? O questionamento, feito por muitos, será respondido por uma pesquisa realizada pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), de Criciúma, em parceria com a UFFS (Universidade Federal da Fronteira Sul, campus Chapecó. O estudo irá ocorrer em Criciúma e Chapecó e vai trabalhar tanto com pessoas que contraíram o Sars-CoV-2 quanto pessoas que não tiveram contato com o vírus. A primeira etapa do projeto tem previsão de início em 3 de setembro, quando pesquisadores da Unesc irão à campo para coletar amostras de sangue e realizar entrevistas.

O estudo “Investigação de marcadores neuroinflamatórios e de dano neuronal e suas relações com transtornos neuropsiquiátricos em sujeitos positivos para Covid-19” foi um dos projetos de pesquisa da Unesc para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus e suas consequências contemplados pelo edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Em Santa Catarina, a Unesc é a única Universidade Comunitária com projetos de pesquisa aprovados (dois no total). Os outros quatro projetos pertencem à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC).

Enquadrado na linha de pesquisa carga da doença, o estudo tem como coordenadora geral a professora doutora do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS) da Unesc, Gislaine Zilli Réus. Na UFFS, a equipe será liderada pela professora doutora Zuleide Maria Ignácio.

Gislaine conta que a preparação para o início da saída dos pesquisadores a campo tem sido realizada há meses e que os últimos detalhes serão finalizados ao longo dos próximos dias, para que a partir da primeira semana de setembro, as atividades externas à Universidade iniciem.

“Nesse período temos articulado tudo entre as equipes de pesquisa e comprado os equipamentos de segurança. Neste momento, a psiquiatra que integra o grupo está treinando a equipe da Unesc para que possa ir à campo no dia 3 de setembro. A pesquisa vai iniciar por Criciúma, com um piloto de dois dias de coleta para uma avaliação inicial e possíveis ajustes. Em Chapecó ela iniciará um pouco depois. Será realizado um treinamento com os pesquisadores da UFFS e tanto aqui quanto lá, os padrões de investigação científica serão os mesmos. Já sabemos que vamos encontrar muitas respostas com este projeto e o que queremos é que ele seja o mais completo possível”, comenta.

Para a reitora da Unesc, Luciane Bisognin Ceretta, que também integra a equipe de pesquisadores do projeto, o estudo é mais um importante investimento da equipe a Unesc para utilizar a ciência em favor da vida. “Os seus resultados serão de grande importância para apoiar decisões nas políticas públicas, bem como estabelecer novos alvos terapêuticos. Enquanto reitora estou orgulhosa de nossa universidade, mas enquanto pesquisadora estou convicta de que nosso grupo está produzindo ciência de excelência e contribuindo com a manutenção da vida. Isso tem muito valor e nos motiva a enfrentar estes tempos desafiadoras buscando respostas às questões que ainda não conhecemos relacionadas aos transtornos neuroquímicos provocados pelo vírus. Neste estudo teremos parceiros valiosos e agradecemos muito também a sensibilidade da Secretaria de Saúde de Criciúma, que se colocou como importante parceira neste estudo.

Como a pesquisa será feita

A professora da Unesc explica que a pesquisa será um caso-controle em que os casos serão pessoas sintomáticas e assintomáticas positivas para Covid-19 e os controles serão indivíduos negativos para o coronavírus. Para isso, serão aplicadas escalas para avaliação da presença de estresse, depressão, ansiedade e transtornos do sono. Além disso, será investigado perifericamente marcadores de dano neuronal, bem como de inflamação, dano mitocondrial e microbiota intestinal, os quais também se relacionam com inflamação. Será correlacionado esses marcadores com a ocorrência dos transtornos psiquiátricos.

O estudo será feito com pessoas doentes que foram diagnosticadas nas últimas seis semanas. Já as pessoas que farão parte do controle, serão testadas para o vírus (os testes serão feitos pela própria Universidade). Gislaine explica que os pesquisadores irão ligar e agendar as visitas na casa dos indivíduos diagnosticados como positivo para a Covid-19. Para a parte do controle, a pesquisa aceita voluntários – os interessados devem entrar em contato pelos telefones (48) 3431-2618 ou 99807-2526.

Os participantes da pesquisa receberão a visita de dois profissionais ligados à Unesc: psicólogo do Programa de Residência Multiprofissional ou psiquiatra do Laboratório de Psiquiatria Translacional, para realizar as entrevistas e aplicar as escalas e outro da área de Biomedicina ou Enfermagem para coletar o sangue, que servirá para análise da correlação do vírus com os transtornos mentais. Também haverá coleta de fezes para a avaliar a microbiota intestinal e correlacionar os resultados com os transtornos psiquiátricos. “A ideia é usar várias escalas para avaliar pontos como depressão e ansiedade. A nossa hipótese é que o cenário da pandemia vai alterar de alguma maneira o cérebro, possivelmente a memória, o sono, o grau de ansiedade e estresse e até gerar depressão, não apenas em quem teve a doença”, afirma Gislaine.  

Segundo a professora, os resultados da pesquisa poderão trazer o entendimento de como o vírus afeta o sistema nervoso central, além de identificar a presença de transtornos que já são um problema de saúde pública. Além disso, as correlações entre os escores de transtornos e a expressão de marcadores biológicos serão relevantes, tanto para subsídio dos serviços de saúde, quanto para elencar novos estudos que apontem para possíveis tratamentos.

Pesquisa com participação internacional


Além da Unesc e da UFFS, a pesquisa científica terá participação de instituições de outros países. A avaliação dos marcadores biológicos terá a parceria da MCGill Univesity, de Montreal, no Canadá e The University of Texas Health Science Center at Houston, nos Estados Unidos. Já a análise dos dados, terá a participação da McMaster University, do Canadá.

Na Unesc, o estudo será desenvolvido no Laboratório de Psiquiatria Translacional da Unesc por uma equipe multiprofissional, formada por estudantes e profissionais das áreas de Biomedicina, Enfermagem, Biologia, Psiquiatria e Psicologia, todos ligados aos PPGCS e ainda com contribuição dos participantes do Programa de Residência Multiprofissional da Universidade.

A investigação científica foi contemplada pelo CNPq com recursos que incluíram bolsas de apoio técnico, de iniciação científica e de estudos. A pesquisa ainda foi contemplada pelo edital da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Santa Catarina (Fapesc) com duas bolsas de pós-doutorado.

Milena Nandi – Agência de Comunicação da Unesc

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

27 de agosto de 2020 às 10:14
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