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Encontro promove intercâmbio de conhecimentos entre Brasil e Holanda

Encontro promove intercâmbio de conhecimentos entre Brasil e Holanda
Conversa ocorreu na tarde desta sexta-feira (Fotos: Leonardo Ferreira) Mais imagens

A pesquisa do doutor e professor do Mestrado em Direito da Unesc Jackson da Silva Leal ganhou notoriedade dentro e fora do Brasil. Na tarde desta sexta-feira (14/6), a Unesc recebeu a mestranda Annekaat Van Welsen, da Universidade de Leiden na Holanda, para conhecer o trabalho do pesquisador. “É uma produção rica, em embasamento teórico e perspectivas. O objetivo é agregar o que foi compartilhado aqui às pesquisas que estou desenvolvendo”, explica a pesquisadora em estudos latino americanos.

O encontro, realizado no PPGD (Programa de Pós-Graduação em Direito), promoveu uma roda de conversas, onde foram apresentadas as atividades do Grupo de Pesquisa em Criminologia, o trabalho do mestrando em Direito e Annekaat teve a oportunidade de realizar uma entrevista técnica.

O contato da mestranda com o representante da Unesc se deu com a publicação do estudo “A Justiça Restaurativa: multidimensionalidade humana e seu convidado de honra”, realizado em conjunto com o pesquisador João salm. Para ler a publicação clique aqui.

A pesquisa

Formulada como uma alternativa ao atual sistema criminal e penitenciário, o objeto de estudo de Leal foi a Justiça Restaurativa. Segundo o pesquisador, é uma resolução de conflitos que concilia envolvidos através do conhecimento e diálogo.

“Consideramos que a prisão é o epicentro da violência social. A remoção de um indivíduo da sociedade o pune, mas não reflete na realidade positivamente como se espera. A Justiça Restaurativa é olhar para a frente, buscando restaurar laços sociais e levando em consideração a situação social apresentada”, explica Leal.

Segundo o estudioso, se em um espaço existir um déficit de duas mil vagas prisionais, até a construção de novos espaços a necessidade será de quatro mil. Leal conclui elencando dois grandes desafios para a justiça no Brasil: deixar de lado o neoconservadorismo e repensar a pena criminal.  

Leonardo Ferreira – Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

Por: Leonardo Ferreira Barbosa 14 de junho de 2019 às 18:33
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Unesc faz parte de rede internacional de pesquisa da Universidade de Barcelona

Unesc faz parte de rede internacional de pesquisa da Universidade de Barcelona
Professor da Unesc e pesquisadora da UFRGS participam dos estudos (Fotos: Milena Nandi) Mais imagens

O Laboratório de Neurologia Experimental, vinculado ao PPGCS (Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde), está recebendo esta semana, a pesquisadora e doutora pelo Programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Controle de Medicamentos da Universidade de Barcelona, Luciana Tallini, que desenvolve um estudo com o objetivo de estabelecer bases para o aproveitamento sustentável de recursos naturais na busca de novos princípios ativos para o tratamento de doenças neurodegenerativas.

Luciana, que faz pós-doutorado na UFRGS, é uma dos pesquisadores de uma rede internacional de pesquisa da Universidade de Barcelona, da qual fazem parte instituições de Portugal e da América Latina. No Brasil, UFRGS e Unesc participam do projeto.

Até esta sexta-feira, Luciana e o professor doutor do PPGCS, Eduardo Rico, estarão unindo seus conhecimentos para avaliarem atividades neuroprotetoras de novas substâncias alcaloides extraídas de plantas da família Amaryllidaceae (amaralidáceas). No trabalho, utilizarão o peixe-zebra, organismo considerado ideal para a varredura (screening) e identificação de novas substâncias biologicamente ativas para o tratamento de doenças neurológicas.

A pesquisa faz parte de um projeto financiado pelo governo espanhol coordenado pelo professor doutor Jaume Bastida, da Universidade de Barcelona. “Meu orientador de Barcelona é referência mundial em isolamento de alcaloides nas amaralidáceas. O estudo dele aponta como as moléculas dessas plantas são. Na Espanha, quase todas as plantas dessa família foram estudadas e por isso foi estabelecido uma rede com Portugal e América Latina, onde há muitas plantas que ainda não foram estudadas”, afirma.

Além de Bastida, Luciana e Rico, o programa denominado Cyted Bifrenes conta com a participação do professor doutor do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da UFRGS, José Angelo Silveira Zuanazzi.

Segundo o professor da Unesc, Eduardo Pacheco Rico, a Universidade ingressou no programa por utilizar o zebrafish em pesquisas. “Para poder entender a validação cerebral das substâncias das amaralidáceas e a sua atividade biológica em doenças degenerativas, o modelo para varredura de fármacos utilizados é o zebrafish (peixe-zebra)”.

Milena Nandi – Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

Por: Milena Spilere Nandi 08 de maio de 2019 às 17:57
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Unesc decreta luto de cinco dias em razão do falecimento do seu ex-reitor Antônio Milioli Filho

Unesc decreta luto de cinco dias em razão do falecimento do seu ex-reitor Antônio Milioli Filho
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A Unesc, com imenso pesar, lamenta a morte do seu ex-reitor e professor Antônio Milioli Filho, ocorrida na tarde desta sexta-feira (19/04). Informamos que, em razão do ocorrido, a Unesc decreta luto oficial por cinco dias. Aos familiares e amigos do professor Antônio Milioli Filho, bem como a toda comunidade acadêmica da Unesc, nossas sinceras condolências. As atividades na Universidade continuam a ocorrer normalmente neste período.

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

Por: Ana Sofia Schuster 19 de abril de 2019 às 21:14
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Plantas Medicinais no SUS: Grupo de pesquisa e extensão da Unesc contribui com Secretarias de Saúde por meio da Fitoterapia

Plantas Medicinais no SUS: Grupo de pesquisa e extensão da Unesc contribui com Secretarias de Saúde por meio da Fitoterapia
Iniciativa já gerou resultados positivos nas Unidades Básicas de Saúde Siderópolis (Foto: Leonardo Ferreira) Mais imagens

O projeto de extensão Quinta do Chá, desenvolvido na Unesc pelo Gepaf (Grupo de Extensão e Pesquisa em Assistência Farmacêutica), está contribuindo para a inserção de plantas medicinais na atenção básica de saúde do Sul Catarinense e possibilitando o acesso da comunidade às novas opções de tratamentos terapêuticos e de saúde. Desenvolvido desde 2014, a iniciativa iniciou em formato de pesquisas e em 2018 gerou resultados positivos nas UBS (Unidades Básicas de Saúde) Siderópolis, gerando procura de outras cidades do sul de Santa Catarina.

A ideia, segundo a coordenadora adjunta do curso de Farmácia e líder do Gepaf, Angela Rossato, é promover diálogos entre professores pesquisadores, professores extensionistas, profissionais da área de saúde e comunidade, esclarecendo dúvidas e atendendo as recomendações da Fitoterapia como uma das Práticas Integrativas do SUS (Sistema Único de Saúde). “A realização destes encontros está aproximando as pessoas ao acesso de recursos terapêuticos medicinais. Assim, também podemos ter a certeza de que a planta medicinal está sendo usada corretamente e foi manuseada e recomendada de forma segura”, esclarece.

Segundo a professora, a iniciativa também busca resgatar conhecimentos presentes na cultura local e atender uma recorrente demanda popular sobre tratamentos em saúde. “Até à industrialização dos medicamentos, o conhecimento sobre plantas estava presente como alternativa mais acessível de tratamento. Agora, com a realização destes encontros, estamos resgatando essa cultura e facilitando o acesso a um tratamento de qualidade”, afirma.  

Angela explica que um aspecto importante em relação à implantação da Fitoterapia no SUS é atender às normas do Ministério da Saúde e da Anvisa e a correta identificação botânica. Para realizar a identificação botânica correta, o grupo conta com o apoio da equipe do Herbário Raulino Reitz da Unesc. “É importante no caso das hortas de plantas medicinais no SUS, chamadas de Farmácia Viva, o apoio técnico de um membro atuante da área, como um engenheiro agrônomo, técnico agrícola ou profissional com expertise na Fitoterapia Baseada em Evidências, para elaboração dos materiais de apoio aos profissionais de saúde habilitados a prescrever fitoterápicos”, esclarece.

Pesquisa e prática em nome da saúde

O projeto, desenvolvido em forma de extensão, conta a temática “Troca de saberes sobre Plantas Medicinais na Atenção Primária à Saúde” e tem em seu início uma pesquisa de diagnóstico. Segundo a coordenadora do projeto, a necessidade de abordar o assunto se fez presente após um estudo realizado no Sul Catarinense, envolvendo 672 pessoas. Os dados apontaram que 81% dos entrevistados são favoráveis a aplicação da Fitoterapia no SUS e 90% afirmou curiosidade em receber informações sobre as plantas medicinais. Já a relação entre agentes de saúde e a Fitoterapia apontam números ainda mais fortes, com 100% de aprovação a inclusão da alternativa no município.

Case positivo

Os moldes aprovados para a integração do projeto em regiões do Sul Catarinense já mostraram resultados promissores. A pesquisa foi realizada recentemente em Siderópolis, com participação das acadêmicas Mariana Fraga Costa e Rafaela Ferreira Rocha, do curso de Farmácia. Durante as atividades, profissionais das cinco UBS do município, agentes comunitárias de saúde, enfermeiras, técnicas de enfermagem, dentistas, auxiliares de dentistas e médicos contribuíram com respostas sobre o tema e sobre a situação atual da saúde na região.

Clique aqui para conhecer os resultados

Após a coleta de dados, o Grupo de Pesquisa e Extensão desenvolveu um plano de ação para ser implantado no município. Juntamente com a prefeitura, será selecionada uma Unidade Básica Piloto, que contará com uma horta para o plantio e cultivo das plantas medicinais. A professora salienta que o município está muito engajado em viabilizar o projeto. Estão envolvidos no projeto a Secretaria de Saúde e a Secretaria do Meio Ambiente do Município.

Durante o projeto, os colaboradores da saúde de Siderópolis passarão por capacitações sobre o assunto, ministradas pelo Gepaf da Universidade. O case, realizado em Siderópolis, pode ser implantado em outras cidades de Santa Catarina, a exemplo do Município de Urussanga que iniciará o projeto agora em maio.

Segundo Angela, coordenadora do projeto, as experiências deste, iniciado em setembro de 2018, podem dar origem a um livro. A iniciativa é vinculada a Diretoria de Extensão, Cultura e Ações Comunitárias da Universidade.

Leonardo Ferreira - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

Por: Leonardo Ferreira Barbosa 11 de abril de 2019 às 17:36
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Doutoranda da Unesc realiza pesquisa inédita voltada a crianças em processo de quimioterapia

Doutoranda da Unesc realiza pesquisa inédita voltada a crianças em processo de quimioterapia
Carla Sasso Simon aplicará testes cognitivos em crianças e adolescentes da região atendidos pela Casa Guido (Foto: Mayara Cardoso) Mais imagens

Crianças e adolescentes entre seis e 18 anos atendidas pela Casa Guido serão submetidas a testes cognitivos ao longo de quatro meses em prol de uma pesquisa científica. A responsável pelo estudo é a doutoranda Carla Sasso Simon, aluna do PPGSC (Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde) da Unesc, sob orientação da orientadora Maria Inês da Rosa. Elas realizam uma pesquisa inédita no Brasil com a intenção de avaliar a ação de atividades de memória, atenção, orientação e concentração nas funções cognitivas das crianças que passam pelo tratamento.

Conforme a doutoranda, formada em psicologia e mestre em Saúde Coletiva, o objetivo é estudar a possibilidade de os exercícios evitarem ou diminuírem dados cognitivos nas crianças que enfrentam a quimioterapia. “Vou desenvolver uma revisão sistemática sobre o assunto e aplicar os testes semanalmente para posteriormente fazer a avaliação dos resultados. Os danos cognitivos de uma criança exposta a quimioterapia podem aparecer apenas após alguns anos, mas talvez, se estimulados ao longo do tratamento, seja possível evitá-los”, destacou.

De acordo com Carla, pesquisas sobre o assunto já foram aplicadas no Canadá e nos Estados Unidos, mas ainda são inéditas no Brasil. “Anteriormente cheguei a cogitar que os atrasos apresentados pelos pacientes seriam oriundos de questões como a saída temporária dos estudos na escola e ao isolamento social causado pelo tratamento, por exemplo, mas já temos evidências que mostram que muitas outras questões influenciam nos danos cognitivos”, completou.

A partir desta semana familiares dos pacientes assistidos pela Casa Guido que se enquadram na idade exigida receberão o contato da aluna com o convite a participarem do estudo, que terá dados mantidos em sigilo e não oferece qualquer custo aos integrantes.

Para a psicóloga da Casa Guido, Denise Delpizzo Mazuco, a proposta de Carla se encaixou perfeitamente ao que já vinha sendo trabalhado na instituição. “Como estou me especializando em psicologia clínica e acompanho o quadro das crianças desde o diagnóstico até o pós-tratamento, também via essa necessidade de aprofundamento dos reflexos do tratamento nas funções cognitivas”, comentou. Conforme Denise, esse será um grande passo para o início de um trabalho que certamente contribuirá com os pacientes. “É nesses benefícios que estamos apostando. Queremos ampliar nosso olhar com esse embasamento técnico”, completou.

Interessados em saber mais sobre o assunto podem entrar em contato pelo telefone (48) 3431-2741.

Mayara Cardoso - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

Por: Mayara Cardoso 02 de abril de 2019 às 14:52
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