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Unesc inicia pesquisa em Criciúma para avaliação de transtornos psiquiátricos relacionados à Covid-19

Unesc inicia pesquisa em Criciúma para avaliação de transtornos psiquiátricos relacionados à Covid-19
Etapa inicial do estudo contará com a participação de pessoas da comunidade (Foto: Divulgação) Mais imagens

A pesquisa da Unesc que vai avaliar a saúde mental da população durante a pandemia teve, nesta segunda-feira (14/9), a primeira saída a campo para a coleta de dados. A partir desta semana, diariamente, a equipe de pesquisadores da Universidade estará visitando a casa tanto de pessoas que contraíram o Sars-CoV-2 nas últimas seis semanas, quanto de pessoas que não tiveram contato com o vírus. O objetivo das visitas é a coleta de amostras de sangue para análise e a aplicação de questionários para contribuir com informações para o estudo.

A pesquisa é realizada em parceria com a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), por isso, além de Criciúma, o município de Chapecó também fará parte da pesquisa. O estudo “Investigação de marcadores neuroinflamatórios e de dano neuronal e suas relações com transtornos neuropsiquiátricos em sujeitos positivos para Covid-19” foi um dos projetos de pesquisa da Unesc para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus e suas consequências contemplados pelo edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e ao Ministério da Saúde. Em Santa Catarina, a Unesc é a única Universidade Comunitária com projetos de pesquisa aprovados (dois no total).

Enquadrado na linha de pesquisa carga da doença, o estudo tem como coordenadora geral a professora doutora do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS) da Unesc, Gislaine Zilli Réus e a contribuição da professora doutora, pesquisadora e reitora da Universidade, Luciane Bisognin Ceretta. Na UFFS, a equipe será liderada pela professora doutora Zuleide Maria Ignácio.

Primeiros resultados em campo

Gislaine afirma que o primeiro dia da pesquisa em campo foi muito positivo para fazer todos os ajustes necessários para as coletas de dados que virão. Em relação à participação da comunidade, a professora comenta que em geral, muitas pessoas estão querendo participar, pois entendem a importância da pesquisa para a ciência e para a sociedade. “As pessoas que aceitam participar da pesquisa têm nos recebido muito bem em suas casas. Eu como pesquisadora e professora, fico imensamente feliz com cada pessoa que participa, cada um é muito importante para nossa pesquisa”, comenta.

Iniciativa tem o apoio popular

A moradora de Criciúma, Sirleia Miranda Pereira, foi a primeira participante da pesquisa. Ela conta que descobriu que estava com o novo coronavírus quando teve febre e foi ao pronto socorro. Após exames, veio o diagnóstico de Covid-19 e junto com ele, a insegurança. “Fiquei com muito medo. Sou paciente renal crônica transplantada e não sabia o que poderia acontecer”, conta. Sobre a pesquisa da Unesc, Sirleia considera importante iniciativas que possam colaborar com a saúde da população, especialmente neste momento de pandemia.

Piloto para avaliação da metodologia foi realizado

Na última quarta-feira (10/9), a equipe de pesquisadores da Unesc realizou um piloto para ajustar os últimos detalhes antes do início das atividades oficiais do projeto. Segundo Gislaine, é uma etapa é importante em todas as pesquisas, pois nela são feitos os processos e procedimentos que seriam realizados na pesquisa oficial. “Esses dados não entram oficialmente para a pesquisa, mas sim subsídio para qualquer ajuste necessário para a pesquisa oficial”, explica.

Nesta etapa de projeto piloto, o casal Marlene Borges Lima e Joventino dos Santos Lima, de Criciúma, contribuíram com o estudo, recebendo a equipe da Unesc em sua casa. Lima faz hemodiálise e o seu médico resolveu fazer o teste de Covid-19. O aposentado estava com o vírus e a esposa pegou também. “Tive dor de garganta e tremor de frio. Fiquei muito fraco e nem conseguia subir esse morrinho até o portão de casa. O nervosismo foi grande. Achei que não ia escapar porque sou do grupo de risco”, conta.

Marlene teve sintomas mais amenos que os do marido, mas a incerteza pelo que aconteceria e a dificuldade de não ver pessoas queridas também fizeram parte de seus dias. “Não pude ver meu filho, minhas irmãs e isso me afetou muito. Fiquei desanimada. Mesmo tendo cuidado, meu marido e eu pegamos e digo para todos que se cuidem ao máximo, porque esta doença precisa ser levada a sério”.

Como a pesquisa é feita

A professora da Unesc, Gislaine Zilli Réus, explica que a pesquisa é um caso-controle em que os casos são pessoas sintomáticas e assintomáticas positivas para Covid-19 e os controles são indivíduos negativos para o novo coronavírus. O estudo aplica escalas para avaliação da presença de estresse, depressão, ansiedade e transtornos do sono. Além disso, é investigado perifericamente marcadores de dano neuronal, bem como de inflamação, dano mitocondrial e microbiota intestinal, os quais também se relacionam com inflamação. Esses marcadores serão correlacionados com a ocorrência de transtornos psiquiátricos.

O estudo será feito com pessoas doentes que foram diagnosticadas nas últimas seis semanas. Já as pessoas que farão parte do controle, serão testadas para o vírus (os testes serão feitos pela própria Universidade). Gislaine explica que os pesquisadores estão ligando para agendar as visitas na casa dos indivíduos diagnosticados como positivos para a Covid-19. Para a parte do controle, a pesquisa aceita voluntários – os interessados devem entrar em contato pelos telefones (48) 3431-2618 ou 99807-2526.

Os participantes da pesquisa receberão a visita de dois profissionais ligados à Unesc: psicólogo do Programa de Residência Multiprofissional ou psiquiatra do Laboratório de Psiquiatria Translacional, para realizar as entrevistas e aplicar as escalas; e outro da área de Biomedicina ou Enfermagem para coletar o sangue, que servirá para análise da correlação do vírus com os transtornos mentais.

Também haverá coleta de fezes para a avaliar a microbiota intestinal e correlacionar os resultados com os transtornos psiquiátricos. “A ideia é usar várias escalas para avaliar pontos como depressão e ansiedade. A nossa hipótese é que o cenário da pandemia vai alterar de alguma maneira o cérebro, possivelmente a memória, o sono, o grau de ansiedade e estresse e até gerar depressão, não apenas em quem teve a doença”, afirma Gislaine. 

Segundo a professora, os resultados da pesquisa poderão trazer o entendimento de como o vírus afeta o sistema nervoso central, além de identificar a presença de transtornos que já são um problema de saúde pública. Além disso, as correlações entre os escores de transtornos e a expressão de marcadores biológicos serão relevantes, tanto para subsídio dos serviços de saúde, quanto para elencar novos estudos que apontem para possíveis tratamentos.

Universidade no protagonismo de ações no combate à pandemia

A professora doutora, pesquisadora e reitora da Unesc, Luciane Bisognin Ceretta, que também integra a equipe do projeto, afirma que o estudo é mais uma importante ação da Universidade que utiliza a ciência em favor da vida. Luciane lembra que ao longo da pandemia, a Instituição está sendo protagonista no enfrentamento ao vírus, realizando uma série de ações internas e com a comunidade, incluindo pesquisas desenvolvidas por professores e estudantes de graduação, mestrado e doutorado.

“Os resultados desta pesquisa serão de grande importância para apoiar decisões nas políticas públicas, bem como estabelecer novos alvos terapêuticos. Enquanto reitora estou orgulhosa de nossa universidade, mas enquanto pesquisadora estou convicta de que nosso grupo está produzindo ciência de excelência e contribuindo com a manutenção da vida. Isso tem muito valor e nos motiva a enfrentar estes tempos desafiadores buscando respostas às questões que ainda não conhecemos relacionadas aos transtornos neuroquímicos provocados pelo vírus”, salienta. A reitora lembra ainda a importância da parceria da Secretaria de Saúde de Criciúma para a realização desta pesquisa.  

Aprendizado em primeiro lugar

A enfermeira Luana Campos, participa do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva da Unesc e é uma das pesquisadoras do projeto. Para ela, poder compor a equipe é uma grande oportunidade de aprendizado. “Está sendo maravilhoso participar da pesquisa e aprender com profissionais tão incríveis e capacitados. A residência foi uma porta que me oportunizou um mundo de possibilidades de crescimento profissional, uma delas é adentrar ainda mais no mundo da pesquisa, em uma universidade que tem como pilares o ensino, pesquisa e extensão e que comprometidos com a população e comunidade acadêmica, executam tudo com tamanha excelência. A pesquisa será um marco e nos trará respostas a esse momento de tanta complexidade”, afirma Luana.

Participação internacional

Além da Unesc e da UFFS, a pesquisa científica terá a participação de instituições de outros países. A avaliação dos marcadores biológicos terá a parceria da MCGill Univesity, de Montreal, no Canadá e The University of Texas Health Science Center at Houston, nos Estados Unidos. Já a análise dos dados, terá a participação da McMaster University, do Canadá.

Na Unesc, o estudo será desenvolvido no Laboratório de Psiquiatria Translacional da Unesc por uma equipe multiprofissional, formada por estudantes e profissionais das áreas de Biomedicina, Enfermagem, Biologia, Psiquiatria e Psicologia, todos ligados aos PPGCS e ainda com contribuição dos participantes do Programa de Residência Multiprofissional da Universidade.

A investigação científica foi contemplada pelo CNPq com recursos que incluíram bolsas de apoio técnico, de iniciação científica e de estudos. A pesquisa ainda foi contemplada pelo edital da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Santa Catarina (Fapesc) com duas bolsas de pós-doutorado.

Milena Nandi – Agência de Comunicação da Unesc

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

15 de setembro de 2020 às 17:03
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Unesc inicia em setembro coleta de dados de pesquisa para avaliar danos neuropsiquiátricos relacionados à Covid-19

Unesc inicia em setembro coleta de dados de pesquisa para avaliar danos neuropsiquiátricos relacionados à Covid-19
Etapa inicial do estudo contará com a participação de pessoas da comunidade (Foto: Divulgação) Mais imagens

Quais os efeitos da pandemia da Covid-19 na saúde mental das pessoas? O questionamento, feito por muitos, será respondido por uma pesquisa realizada pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), de Criciúma, em parceria com a UFFS (Universidade Federal da Fronteira Sul, campus Chapecó. O estudo irá ocorrer em Criciúma e Chapecó e vai trabalhar tanto com pessoas que contraíram o Sars-CoV-2 quanto pessoas que não tiveram contato com o vírus. A primeira etapa do projeto tem previsão de início em 3 de setembro, quando pesquisadores da Unesc irão à campo para coletar amostras de sangue e realizar entrevistas.

O estudo “Investigação de marcadores neuroinflamatórios e de dano neuronal e suas relações com transtornos neuropsiquiátricos em sujeitos positivos para Covid-19” foi um dos projetos de pesquisa da Unesc para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus e suas consequências contemplados pelo edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Em Santa Catarina, a Unesc é a única Universidade Comunitária com projetos de pesquisa aprovados (dois no total). Os outros quatro projetos pertencem à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC).

Enquadrado na linha de pesquisa carga da doença, o estudo tem como coordenadora geral a professora doutora do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS) da Unesc, Gislaine Zilli Réus. Na UFFS, a equipe será liderada pela professora doutora Zuleide Maria Ignácio.

Gislaine conta que a preparação para o início da saída dos pesquisadores a campo tem sido realizada há meses e que os últimos detalhes serão finalizados ao longo dos próximos dias, para que a partir da primeira semana de setembro, as atividades externas à Universidade iniciem.

“Nesse período temos articulado tudo entre as equipes de pesquisa e comprado os equipamentos de segurança. Neste momento, a psiquiatra que integra o grupo está treinando a equipe da Unesc para que possa ir à campo no dia 3 de setembro. A pesquisa vai iniciar por Criciúma, com um piloto de dois dias de coleta para uma avaliação inicial e possíveis ajustes. Em Chapecó ela iniciará um pouco depois. Será realizado um treinamento com os pesquisadores da UFFS e tanto aqui quanto lá, os padrões de investigação científica serão os mesmos. Já sabemos que vamos encontrar muitas respostas com este projeto e o que queremos é que ele seja o mais completo possível”, comenta.

Para a reitora da Unesc, Luciane Bisognin Ceretta, que também integra a equipe de pesquisadores do projeto, o estudo é mais um importante investimento da equipe a Unesc para utilizar a ciência em favor da vida. “Os seus resultados serão de grande importância para apoiar decisões nas políticas públicas, bem como estabelecer novos alvos terapêuticos. Enquanto reitora estou orgulhosa de nossa universidade, mas enquanto pesquisadora estou convicta de que nosso grupo está produzindo ciência de excelência e contribuindo com a manutenção da vida. Isso tem muito valor e nos motiva a enfrentar estes tempos desafiadoras buscando respostas às questões que ainda não conhecemos relacionadas aos transtornos neuroquímicos provocados pelo vírus. Neste estudo teremos parceiros valiosos e agradecemos muito também a sensibilidade da Secretaria de Saúde de Criciúma, que se colocou como importante parceira neste estudo.

Como a pesquisa será feita

A professora da Unesc explica que a pesquisa será um caso-controle em que os casos serão pessoas sintomáticas e assintomáticas positivas para Covid-19 e os controles serão indivíduos negativos para o coronavírus. Para isso, serão aplicadas escalas para avaliação da presença de estresse, depressão, ansiedade e transtornos do sono. Além disso, será investigado perifericamente marcadores de dano neuronal, bem como de inflamação, dano mitocondrial e microbiota intestinal, os quais também se relacionam com inflamação. Será correlacionado esses marcadores com a ocorrência dos transtornos psiquiátricos.

O estudo será feito com pessoas doentes que foram diagnosticadas nas últimas seis semanas. Já as pessoas que farão parte do controle, serão testadas para o vírus (os testes serão feitos pela própria Universidade). Gislaine explica que os pesquisadores irão ligar e agendar as visitas na casa dos indivíduos diagnosticados como positivo para a Covid-19. Para a parte do controle, a pesquisa aceita voluntários – os interessados devem entrar em contato pelos telefones (48) 3431-2618 ou 99807-2526.

Os participantes da pesquisa receberão a visita de dois profissionais ligados à Unesc: psicólogo do Programa de Residência Multiprofissional ou psiquiatra do Laboratório de Psiquiatria Translacional, para realizar as entrevistas e aplicar as escalas e outro da área de Biomedicina ou Enfermagem para coletar o sangue, que servirá para análise da correlação do vírus com os transtornos mentais. Também haverá coleta de fezes para a avaliar a microbiota intestinal e correlacionar os resultados com os transtornos psiquiátricos. “A ideia é usar várias escalas para avaliar pontos como depressão e ansiedade. A nossa hipótese é que o cenário da pandemia vai alterar de alguma maneira o cérebro, possivelmente a memória, o sono, o grau de ansiedade e estresse e até gerar depressão, não apenas em quem teve a doença”, afirma Gislaine.  

Segundo a professora, os resultados da pesquisa poderão trazer o entendimento de como o vírus afeta o sistema nervoso central, além de identificar a presença de transtornos que já são um problema de saúde pública. Além disso, as correlações entre os escores de transtornos e a expressão de marcadores biológicos serão relevantes, tanto para subsídio dos serviços de saúde, quanto para elencar novos estudos que apontem para possíveis tratamentos.

Pesquisa com participação internacional


Além da Unesc e da UFFS, a pesquisa científica terá participação de instituições de outros países. A avaliação dos marcadores biológicos terá a parceria da MCGill Univesity, de Montreal, no Canadá e The University of Texas Health Science Center at Houston, nos Estados Unidos. Já a análise dos dados, terá a participação da McMaster University, do Canadá.

Na Unesc, o estudo será desenvolvido no Laboratório de Psiquiatria Translacional da Unesc por uma equipe multiprofissional, formada por estudantes e profissionais das áreas de Biomedicina, Enfermagem, Biologia, Psiquiatria e Psicologia, todos ligados aos PPGCS e ainda com contribuição dos participantes do Programa de Residência Multiprofissional da Universidade.

A investigação científica foi contemplada pelo CNPq com recursos que incluíram bolsas de apoio técnico, de iniciação científica e de estudos. A pesquisa ainda foi contemplada pelo edital da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Santa Catarina (Fapesc) com duas bolsas de pós-doutorado.

Milena Nandi – Agência de Comunicação da Unesc

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

27 de agosto de 2020 às 10:14
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Unesc tem projetos de pesquisa para o enfrentamento da Covid-19 contemplados em edital do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações

Unesc tem projetos de pesquisa para o enfrentamento da Covid-19 contemplados em edital do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações
Estudos serão realizados pela Unesc e instituições parceiras nacionais e internacionais (Foto: Divulgação) Mais imagens

A semana tem sido de ótimas notícias para a Unesc e a região. Após figurar entre as melhores universidades da América Latina, na lista da revista inglesa Times Higher Education (THE), a Universidade teve dois projetos de pesquisa para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2) e suas consequências contemplados pelo edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Em Santa Catarina, a Unesc é a única Universidade Comunitária com projetos de pesquisa aprovados. Os outros quatro projetos pertencem à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC).

Mais de 2.200 projetos foram inscritos no edital lançado em abril pelo CNPq. Destes, 90 foram aprovadas pela chamada pública e receberão R$ 45 milhões em recursos para o desenvolvimento dos estudos que terão duração de dois anos. Cinquenta instituições de ensino e pesquisa foram contempladas. No Sul do país, 11 projetos foram aprovados, sendo seis de Santa Catarina, três do Paraná e dois do Rio Grande do Sul.

Em Santa Catarina, os integrantes dos grupos de pesquisa poderão ainda ser beneficiados com bolsas de pós-doutorado ou mestrado, oferecidas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Santa Catarina (Fapesc), por meio de edital a ser lançado na sequência.

Na Unesc, os projetos de pesquisa liderados pelos professores doutores vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS), Gislaine Zilli Réus e Felipe Dal Pizzol estão entre os selecionados para receber os recursos para o desenvolvimento de ações que colaborem com o enfrentamento da pandemia. Os estudos são multicêntricos, ou seja, terão a Universidade como principal local, mas ocorrerão em parceria com instituições brasileiras e internacionais. 

A reitora da Unesc, Luciane Bisognin Ceretta, recebeu a notícia com muito entusiasmo. Ela, que também fará parte da equipe de pesquisadores em um dos estudos, afirma que o resultado do edital confirma a excelência da Unesc também quando o assunto é pesquisa e colabora para reforçar o posicionamento dela como uma instituição inovadora. “A Unesc acabou de completar 52 anos e recebe mais este importante fomento para o desenvolvimento de pesquisas de excelência e cujos resultados contribuirão muito com a vida das pessoas. É fruto de muito trabalho e uma construção coletiva. Neste momento de pandemia, a Instituição assumiu mais uma vez o protagonismo na região, estando ao lado do setor produtivo, do setor público e da comunidade, com diversas ações. Agora, vai colaborar ainda mais, com novas pesquisas para o enfrentamento da Covid-19. O momento é de grandes desafios, mas também de oportunidade de colocar o conhecimento que produzimos, a favor da vida”, afirma.

As propostas aprovadas pelo CNPq contemplam sete linhas de pesquisa: tratamentos; vacina; diagnóstico; patogênese e história natural da doença; carga da doença; atenção à saúde e prevenção e controle.

Dados científicos auxiliarão profissionais de saúde

O projeto “Estudo prospectivo e multicêntrico dos fatores preditivos de mortalidade hospitalar e carga de doença da Síndrome Respiratória Aguda Grave”, liderado pelo professor da Unesc Felipe Dal Pizzol, se enquadra dentro da linha de pesquisa carga da doença, e terá a participação de pesquisadores e profissionais de diversas instituições: Hospital São José e da Unimed, de Criciúma; Hospital Nereu Ramos e Hospital Universitário (HU), de Florianópolis; Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Hospital das Clínicas, de Porto Alegre; Universidade da Região de Joinville (Univille); Hospital Regional de Joiville e Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (Uniarp), de Caçador.

A ideia é, segundo o Dal Pizzol, acompanhar pessoas com Covid-19 tanto durante a internação hospitalar até 1 ano após, avaliar a mortalidade e as consequências da doença, como incapacidade pulmonar, neurocognitiva e conexões do sistema nervoso central. “Vamos analisar informações dos pacientes antes de passaram pela UTI durante o período de internação e fazer um sequenciamento completo do RNA De leucócitos, além de proteínas relacionadas com imunidade e coagulação”, afirma o pesquisador.

O estudo será desenvolvido com um grupo de 300 pacientes internados na UTI – 50 pessoas já estão sendo monitoradas – e os pesquisadores irão calcular também os dias de vida de cada paciente que foram perdidos por conta do vírus. “Além de levantar dados científicos para fins acadêmicos, o projeto irá desenvolver um aplicativo com as informações mais relevantes para o Sistema Único de Saúde (SUS), colaborando assim com o trabalho dos profissionais da saúde pública no enfrentamento da doença”.

A pesquisa ainda irá fazer um comparativo entre pacientes com Sars-CoV-2 e com Síndrome Respiratória Aguda Grave, para verificar semelhanças e diferenças, como o grau de letalidade e sequelas.

Avaliação de transtornos mentais

O estudo que será liderado pela professora Gislaine Zilli Réus “Investigação de marcadores neuroinflamatórios e de dano neuronal e suas relações com transtornos neuropsiquiátricos em sujeitos positivos para Covid-19” está enquadrado na linha de pesquisa carga da doença e irá abordar os transtornos neuropsiquiátricos como depressão causadas pela pandemia. O estudo será realizado pela Unesc em parceria com a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). “Isso só vem a fortalecer o posicionamento da nossa Universidade como protagonista também na produção científica. Estamos muito felizes pelo resultado do edital e por poder colaborar com a saúde da população, especialmente neste período tão difícil. Esse destaque que temos também é fruto do investimento da Instituição em pesquisa. Para mim que estou na Unesc desde a graduação, o gosto é ainda mais especial”.

Gislaine explica que a pesquisa será um caso-controle em que os casos serão pessoas sintomáticas e assintomáticas positivas para Covid-19 e os controles serão indivíduos negativos para o coronavírus. Para isso, serão aplicadas escalas para avaliação da presença de estresse, depressão, ansiedade e transtornos do sono. Além disso, será investigado perifericamente marcadores de dano neuronal, bem como de inflamação, dano mitocondrial e microbiota intestinal, os quais também se relacionam com inflamação. Será correlacionado esses marcadores com a ocorrência dos transtornos psiquiátricos.

A avaliação dos marcadores terá a parceria da MCGill Univesity, de Montreal, no Canadá, The University of Texas Health Science Center at Houston, nos Estados Unidos e McMaster University, do Canadá.

“Os resultados da pesquisa poderão trazer o entendimento de como o vírus afeta o sistema nervoso central, além de identificar a presença de transtornos que já são por si um problema de saúde pública. As correlações entre os escores de transtornos e a expressão de marcadores biológicos serão também relevantes, tanto para subsídio dos serviços de saúde, quanto para elencar novos estudos que apontem para possíveis tratamentos”, explica.

A professora da Unesc conta que o estudo será desenvolvido no Laboratório de Psiquiatria Translacional por uma equipe multiprofissional, formada por estudantes e profissionais das áreas de Biomedicina, Enfermagem, Psiquiatria e Psicologia, todos ligados aos PPGCS e ainda com contribuição dos residentes.

Milena Nandi – Agência de Comunicação da Unesc

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

09 de julho de 2020 às 11:07
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Mostra de trabalhos científicos movimenta curso de Ciências Contábeis

Mostra de trabalhos científicos movimenta curso de Ciências Contábeis
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Finanças pessoais, formação de preço na indústria e no varejo, turnover, economia no setor público e muitos outros temas compuseram os trabalhos apresentados na manhã deste sábado na VIII Mostra Científica de Projetos Acadêmicos do curso de Ciências Contábeis da Unesc. O evento reuniu mais de 60 alunos, além de professores do curso, mestrandos e doutorandos do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Sócio Econômico, da Unesc, o PPGDS.

Os temas de estudos foram apresentados em poster, que passaram pela análise de dois avaliadores externos do PPGDS e também pelos professores do curso.

Os participantes são acadêmicos da oitava fase, que estão na fase de preparação para a elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso, o TCC. O coordenador da disciplina de projeto, professor Leonel Luiz Pereira, explica que o evento, que já está na oitava edição, traz vários resultados práticos para o acadêmico. “O projeto aproxima o aluno da pesquisa e também da apresentação e defesa do seu artigo no final do curso, proporcionando uma vivência prática da postura, organização do trabalho, bem como orientação para esta atividade no semestre de conclusão do curso”, analisa.

Ao todo 60 trabalhos foram apresentados, onde os acadêmicos têm a oportunidade de receber o feedback  dos examinadores externos, colhendo instruções e dicas de como melhorar ainda mais a proposta. No caso do acadêmico Mateus Marangoni Kestering, o projeto são as finanças pessoais. Presente na vida de todos, a temática também é uma das bases no curso. “Independente de ser rico ou pobre, as finanças pessoais estão presentes na vida de todas as pessoas. Ao longo do curso aprendemos muito sobre esse tema, principalmente no que tange às empresas. E eu sempre procurei levar para a minha vida, fazendo planejamento do que eu tenho para gastar e como posso gastar”, destaca Mateus, que pretende dar seguimento à ideia fazendo uma pesquisa entre os colegas de curso.

O Diretor de Pesquisa e Pós-Graduação da Unesc, Oscar Montedo, salientou que a atividade promove uma relação extremamente importante entre pesquisa, prática e teoria, por meio da consolidação de projetos que se transformarão em TTCs. “Gostaria de salientar a importância de todo o movimento que o curso de Ciências Contábeis vem fazendo ao longo do tempo, como revisão da matriz curricular, inserção de elementos ligados à inovação curricular e pedagógica, que é um grande movimento institucional e o curso tem se engajado nesta ideia de modernizar a sua matriz de formação acadêmica e isso nos deixa muito estimulados ao ver isso acontecer”, destacou. Montedo ressaltou também a união entre o curso e a área de pesquisa, consolidada através da parceria com o PPGDS. “Percebemos elementos importantes da estruturação do trabalho, que fica melhor construído e apresentado”, observa.

O coordenador da atividade, professor do curso de Ciências Contábeis e integrante do PPGDS, Sílvio Parodi Oliveira Camilo, destaca a qualidade dos trabalhos de conclusão, que têm impressionado outros professores da universidade que compõem as bancas de TCC. “Tudo isso representa a evolução e um sinal de que há uma maturidade científica nos estudantes de Ciências Contábeis e isso nós precisamos valorizar”, salientou.

A coordenadora do curso, Milla Lucia Ferreira Guimarães, destaca a importância do projeto sob diversas áreas, mas sobretudo na aplicação prática do estudo no último semestre do curso e aplicando toda a metodologia científica nestes trabalhos de conclusão de curso. “Todo esse trabalho envolvendo ensino, pesquisa e extensão que temos no curso é para construir um egresso melhor. Porque a nossa região merece e demanda por contadores qualificados, competentes, não só para o exercício profissional, mas também para o exercício da cidadania”, salientou.

Ana Sofia Schuster - Assessoria de Imprensa - AICOM Unesc

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

Por: Ana Sofia Schuster 30 de novembro de 2019 às 19:20
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Premiados no Inova Criciúma, acadêmicos da Unesc iniciam implantação de chatbot humanizado

Premiados no Inova Criciúma, acadêmicos da Unesc iniciam implantação de chatbot humanizado
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Uma ideia inovadora e uma excelente participação na Startup Weekend Criciúma foram o ponto de partida para um grupo de alunos da Unesc no desenvolvimento de um projeto de inteligência artificial, contemplado com R$ 25 mil no edital do Fundo Municipal de Inovação de Criciúma. Classificados entre as dez ideias selecionadas no Programa Inova Criciúma, o grupo agora trabalha no desenvolvimento do chatbot humanizado "RoBot". O grupo formado pelos estudantes de Ciências da Computação, Jeanluca Fernandes Pereira, Iury Dia Piva e Murilo Leffa, mais a acadêmica de ciência contábeis, Jessica Tavares, também apresentou a proposta na Feira da Inovação, da X Semana de Ciência e Tecnologia da Unesc, onde mais uma vez foi destaque.

Agora, com os recursos do Inova Criciúma, a futura startup trabalha para cumprir os prazos determinados pelo edital e colocar a ideia em prática. “Segundo o site Reclame Aqui, o mau atendimento no SAC corresponde ao segundo maior motivo de reclamação dos clientes das empresas de software. Pesquisamos 90% das empresas de software e ERP de Criciúma e todas elas relataram problema de superlotação no atendimento do suporte, onde a maioria destes atendimentos são dúvidas que qualquer um poderia resolver, mas a empresa precisa colocar um funcionário para dar atenção a esses chamados, gerando fila nos atendimentos, aumento de custos e impaciência por parte dos clientes”, conta um dos integrantes do grupo, Iury Piva. A partir dessa realidade, o grupo decidiu trabalhar na criação e um chatbot de inteligência emocional, onde o cliente poderá trocar mensagens com a empresa e te suas dúvidas resolvidas por esta IA. A ideia já é adotada por muitas empresas pelo mundo e já vinha sendo trabalhada também em nível de Trabalho de Conclusão de Curso de um dos integrantes do grupo. Segundo Jeanluca Fernandes Pereira ele era um deste clientes que tinha aversão a ficar na fila de atendimento. Então em seu TCC propôs uma ideia de atendimento via ChatBot para a própria central de atendimento da universidade.

Entre os diferenciais da RoBot está a humanização e personalidade individual para cada empresa, bem como um relatório com os problemas mais frequentemente recebidos pelo sistema. Na equipe o grupo conta com um desenvolvedor especialista em IA para chatbots, um desenvolvedor especialista em integração com os serviços de mensagens e arquitetura de servidores, um profissional da área de atendimento ao cliente, um designer especialista em experiência do usuário e uma contadora, responsável pela área de negócios.

Os próximos passos do projeto incluem a validação do plano de negócio e o público alvo da ferramenta e a escolha da incubadora, que fará a capacitação e orientação ao longo do projeto. “O edital viabilizou algo que ninguém pensou e que teríamos muitas dificuldades em levantar esse valor. Tivemos um grande impulso com essa verba”, salienta Jeanluca.

Os recursos do edital serão liberados em três parcelas, onde o grupo precisa atender aos requisitos. Em três meses deve ser feita a primeira entrega, com plano de negócios, a segunda, onde será criado o produto, e a terceira, já com a empresa pronta para adentrar ao mercado de forma autossustentável.

Para a coordenadora do curso de Ciência da Computação da Unesc, Ana Claudia Garcia Barbosa, o projeto comprova a conexão com o curso. “As novas metodologias de ensino trazem a ideia a inovação curricular onde os alunos devem experimentar a prática do mercado de trabalho antes da conclusão de seu curso. As ações como Startup Weekend e Feira da Inovação incentivam a trabalhar em sala de aula as práticas para desenvolvimento de projetos. As parcerias da universidade com os eventos externos e internos são fundamentais”, salienta.

Além deste, vários projetos de acadêmicos da Unesc foram apresentados. “Mas esta equipe, como está em fases mais avançadas teve a maturidade para seguir em frente.  Acreditamos que em breve novos projetos dos nossos acadêmicos terão destaque. Essa premiação incentiva a mim e aos professores a continuar o trabalho com dedicação para que novas práticas no curso desperte e encorajem os alunos a participarem cada vez mais”, conclui.

Para o gerente de inovação da Unesc, Evânio Ramos Nicoleit, a proposta representa uma inovação que soluciona um problema de atendimento e é um negócio escalável que pode atender a diversas plataformas online de produtos e serviços. De acordo com o professor Evanio o projeto vinha sendo aprimorado tecnicamente e apresentado à comunidade por meio de espaços tais como Startup Weekend, Feira da Inovação da Unesc e Programa Inova. “Com a aprovação no edital, o grupo vai receber apoio financeiro e técnico para desenvolver a ideia ainda mais, se consolidar como um negócio inovador para a geração de riquezas, emprego e renda no município e fortalecer o ecossistema de Inovação de Criciúma e região como mais uma startup bem sucedida”, analisa.

Ana Sofia Schuster - Assessoria de Imprensa - AICOm Unesc

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

Por: Ana Sofia Schuster 20 de novembro de 2019 às 17:11
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