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Artigo de pesquisadores do PPGD emplaca em revista internacional

Artigo de pesquisadores do PPGD emplaca em revista internacional
Trabalho do professor doutor Gustavo Silveira Borges e do mestrando Benício Fagner foi aceito para publicação na revista The Journal of Global Health (Foto: Reprodução) Mais imagens

O artigo “Covid-19 Vaccine As Common Good”, de autoria do professor doutor Gustavo Silveira Borges e do mestrando Benício Fagner, do Programa de Pós-Graduação em Direito (PPGD) da Unesc, foi aceito para publicação na renomada revista internacional The Journal of Global Health (JoH). A pesquisa, que se debruçou sobre o direito à saúde no contexto global, discorre sobre a vacina contra a Covid-19 a partir dos bens comuns, um dos eixos trabalhados no Grupo de Pesquisa "Novos Direitos e Litigiosidade”.

Conforme o coordenador adjunto do PPGD, Reginaldo de Souza Vieira, a JoH é uma revista internacional revisada por pares que tem dentre seus principais objetivos a pesquisa e a publicação de temas relacionados à saúde global. “É uma revista vinculada a International Society of Global Health (ISoGH), reconhecida organização internacional sem fins lucrativos sediada na cidade de Edimburgo, Reino Unido”, explica.

Na plataforma da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) o periódico é avaliado como revista A1, vinculada aos principais indexadores internacionais como Medline; PubMed Central; DOAJ; Web of Science; COPE e Crossref.

O artigo que levará o nome do PPGD à publicação foi aceito na modalidade “viewpoints”. “Mesmo diante das adversidades impostas com o advento da pandemia da Covid-19, o PPGD tem incentivado a pesquisa e promovido debates em defesa dos direitos humanos, e como fruto dos intensos trabalhos desenvolvidos está essa publicação”, destaca o coordenador dp Programa, Antônio Carlos Wolkmer.

Mayara Cardoso - Agência de Comunicação da Unesc

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

05 de outubro de 2021 às 18:25
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Acadêmicas de Enfermagem apresentam resultado de pesquisa com foco no serviço de saúde de Sombrio

Acadêmicas de Enfermagem apresentam resultado de pesquisa com foco no serviço de saúde de Sombrio
Distrito Boa Esperança conheceu novo projeto para saúde local (Fotos: Divulgação) Mais imagens

A Prefeitura de Sombrio, através da Secretaria Municipal de Saúde, apresentou, na última semana, um projeto novo para a saúde da comunidade do Distrito Boa Esperança e do interior do município. O projeto faz parte da pesquisa de estágio das alunas Rafaela Maciel e Patrícia Maciel, acadêmicas do curso de Enfermagem da Unesc, que tem como objetivo conhecer as demandas da comunidade, apresentar para equipe e as lideranças da comunidade junto à gestão, para que possam planejar as mudanças necessárias conforme solicitação da população.

A pesquisa das estudantes ocorreu do dia 14 a 22 de setembro. Os dados foram coletados presencialmente na Unidade de Saúde e por meio de visitas domiciliares das Agentes Comunitárias durante o período correspondente, entrevistando, no total, 275 pessoas.

Como resultado do estudo, a principal demanda levantada foi a necessidade de aumento do período para agendamento de consultas, já que anteriormente o serviço era feito uma vez por semana, e, conforme a comunidade, poderia ser alterado para dois dias por semana. “Poderemos até fazer de um dia para o outro para agilizar o serviço e tornar mais cômoda a vida dos pacientes do interior”, comentou a professora orientadora Carine Cardoso, que também é diretora de Planejamento da Saúde de Sombrio.

Conforme a prefeita do Município, Gislaine Cunha, o trabalho realizado pelas acadêmicas foi de grande valia ao serviço de saúde de Sombrio. “A presença de estudantes da Unesc em um momento destes, para ajudar a comunidade e a gestão, é muito importante, pois aumenta nossos braços, aumenta nossa capacidade e nos faz também ter outros olhos para enxergar as necessidades que vão além da demanda diária. Foi uma apresentação muito boa e certamente daqui sairão ações concretas que vão fazer aquilo que temos como objetivo: melhorar a vida do sombriense”, comentou a prefeita.

Dentro da apresentação, Rafaela e Patrícia também solicitaram alterações físicas na Unidade de Saúde, apresentando, inclusive, projeto de reforma, que deve sair do papel no máximo em 2022, conforme as projeções do Município. Entre as sugestões esteve ainda a reabertura de microunidades nas comunidades de Garuva e Retiro da União.

“Vamos reabrir estes pequenos postos para atender demandas locais rotineiras, pelo menos um período por semana em cada uma das comunidades. Assim a saúde vai se aperfeiçoando e continuamos tendo Sombrio como referência na região em saúde pública”, conclui Gislaine.

Além da prefeita, o Secretário Municipal de Saúde, Rafael dos Santos Silva, os vereadores Dimi Cardoso e Juvenil Colares, servidores da Secretaria Municipal de Saúde e do próprio posto do bairro, como a enfermeira responsável Daiane Zocche Daros, participaram da reunião.

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

28 de setembro de 2021 às 16:29
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Unesc tem projeto de pesquisa sobre saúde de pessoas com diabetes aprovado em edital do CNPq

Unesc tem projeto de pesquisa sobre saúde de pessoas com diabetes aprovado em edital do CNPq
Professora doutora Luciane Bisognin Ceretta será a líder do estudo (Foto: Arquivo) Mais imagens

A qualidade da pesquisa realizada pela Unesc tem sido cada vez mais reconhecida em âmbito nacional, dada a quantidade de projetos aprovados em editais de órgãos de apoio e fomento à ciência. Recentemente, a Universidade recebeu a notícia da aprovação do projeto de pesquisa “Avaliação da Efetividade da Atenção Primária em Saúde” (Avaliação DM) junto ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O estudo, que tem como líder a professora doutora e reitora da Unesc, Luciane Bisognin Ceretta, foi contemplado com o segundo maior recurso financeiro entre os selecionados.

Foram submetidos ao processo seletivo do edital do CNPq, 117 projetos de todo o país, sendo apenas 21 aprovados. Os recursos previstos para o projeto da Unesc são da ordem de R$ 296 mil reais, que serão distribuídos também em uma bolsa de pós-doutorado e outras de iniciação científica para estudantes de cursos de graduação da Universidade.

Luciane, que é pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSCol) da Unesc e atua na linha de Modelos de Atenção em Saúde, explica que o projeto tem o objetivo de avaliar a efetividade de um conjunto de intervenções associadas sobre a saúde dos pacientes com diabetes, levando em consideração que as doenças crônicas estão sendo fortemente atingidas pela pandemia de Covid-19.

A “Avaliação DM” será desenvolvida no município de Criciúma com pacientes cadastrados no Sistema Único de Saúde (SUS) e que utilizem a atenção primária para tratamento de saúde. O projeto iniciará ainda em 2020 e a conclusão é estimada para o fim de 2021.

“Os resultados deste estudo vão contribuir muito com a organização dos serviços de saúde, que precisarão se reinventar para atender às demandas reprimidas do sistema de saúde, sobretudo no que se refere a pessoas com doenças crônicas e diabetes”, afirma.

Comprometimento e dedicação

Luciane ressalta que o projeto é resultado do trabalho de uma equipe de pesquisadores muito comprometida e dedicada a fazer ciência de excelência, de modo a contribuir com a vida das pessoas. “As nossas pesquisas com organização de serviços de saúde e com diabetes são amplamente conhecidas e a aprovação deste projeto confirma este reconhecimento da qualidade do que produzimos em nossa Unesc. Em um ano difícil como o de 2020, com a pandemia em curso, dispor deste recurso para a continuidade das nossas pesquisas é fantástico. Para nós pesquisadores, é motivador e nos convoca a fazermos sempre melhor”, salienta.

Além de Luciane, o projeto será desenvolvido pelos professores doutores e pesquisadores da Unesc, Lucas Helal, Vanessa Iribarrem Avena Miranda, Vanessa Pereira Corrêa, Joni Márcio de Farias, Lisiane Tuon Generoso Bitencourt e Cristiane Damiani Tomasi e o professor mestre e pesquisador da Universidade, Emanuel de Souza.

Milena Nandi – Agência de Comunicação da Unesc

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

29 de dezembro de 2020 às 09:00
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Unesc inicia pesquisa em Criciúma para avaliação de transtornos psiquiátricos relacionados à Covid-19

Unesc inicia pesquisa em Criciúma para avaliação de transtornos psiquiátricos relacionados à Covid-19
Etapa inicial do estudo contará com a participação de pessoas da comunidade (Foto: Divulgação) Mais imagens

A pesquisa da Unesc que vai avaliar a saúde mental da população durante a pandemia teve, nesta segunda-feira (14/9), a primeira saída a campo para a coleta de dados. A partir desta semana, diariamente, a equipe de pesquisadores da Universidade estará visitando a casa tanto de pessoas que contraíram o Sars-CoV-2 nas últimas seis semanas, quanto de pessoas que não tiveram contato com o vírus. O objetivo das visitas é a coleta de amostras de sangue para análise e a aplicação de questionários para contribuir com informações para o estudo.

A pesquisa é realizada em parceria com a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), por isso, além de Criciúma, o município de Chapecó também fará parte da pesquisa. O estudo “Investigação de marcadores neuroinflamatórios e de dano neuronal e suas relações com transtornos neuropsiquiátricos em sujeitos positivos para Covid-19” foi um dos projetos de pesquisa da Unesc para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus e suas consequências contemplados pelo edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e ao Ministério da Saúde. Em Santa Catarina, a Unesc é a única Universidade Comunitária com projetos de pesquisa aprovados (dois no total).

Enquadrado na linha de pesquisa carga da doença, o estudo tem como coordenadora geral a professora doutora do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS) da Unesc, Gislaine Zilli Réus e a contribuição da professora doutora, pesquisadora e reitora da Universidade, Luciane Bisognin Ceretta. Na UFFS, a equipe será liderada pela professora doutora Zuleide Maria Ignácio.

Primeiros resultados em campo

Gislaine afirma que o primeiro dia da pesquisa em campo foi muito positivo para fazer todos os ajustes necessários para as coletas de dados que virão. Em relação à participação da comunidade, a professora comenta que em geral, muitas pessoas estão querendo participar, pois entendem a importância da pesquisa para a ciência e para a sociedade. “As pessoas que aceitam participar da pesquisa têm nos recebido muito bem em suas casas. Eu como pesquisadora e professora, fico imensamente feliz com cada pessoa que participa, cada um é muito importante para nossa pesquisa”, comenta.

Iniciativa tem o apoio popular

A moradora de Criciúma, Sirleia Miranda Pereira, foi a primeira participante da pesquisa. Ela conta que descobriu que estava com o novo coronavírus quando teve febre e foi ao pronto socorro. Após exames, veio o diagnóstico de Covid-19 e junto com ele, a insegurança. “Fiquei com muito medo. Sou paciente renal crônica transplantada e não sabia o que poderia acontecer”, conta. Sobre a pesquisa da Unesc, Sirleia considera importante iniciativas que possam colaborar com a saúde da população, especialmente neste momento de pandemia.

Piloto para avaliação da metodologia foi realizado

Na última quarta-feira (10/9), a equipe de pesquisadores da Unesc realizou um piloto para ajustar os últimos detalhes antes do início das atividades oficiais do projeto. Segundo Gislaine, é uma etapa é importante em todas as pesquisas, pois nela são feitos os processos e procedimentos que seriam realizados na pesquisa oficial. “Esses dados não entram oficialmente para a pesquisa, mas sim subsídio para qualquer ajuste necessário para a pesquisa oficial”, explica.

Nesta etapa de projeto piloto, o casal Marlene Borges Lima e Joventino dos Santos Lima, de Criciúma, contribuíram com o estudo, recebendo a equipe da Unesc em sua casa. Lima faz hemodiálise e o seu médico resolveu fazer o teste de Covid-19. O aposentado estava com o vírus e a esposa pegou também. “Tive dor de garganta e tremor de frio. Fiquei muito fraco e nem conseguia subir esse morrinho até o portão de casa. O nervosismo foi grande. Achei que não ia escapar porque sou do grupo de risco”, conta.

Marlene teve sintomas mais amenos que os do marido, mas a incerteza pelo que aconteceria e a dificuldade de não ver pessoas queridas também fizeram parte de seus dias. “Não pude ver meu filho, minhas irmãs e isso me afetou muito. Fiquei desanimada. Mesmo tendo cuidado, meu marido e eu pegamos e digo para todos que se cuidem ao máximo, porque esta doença precisa ser levada a sério”.

Como a pesquisa é feita

A professora da Unesc, Gislaine Zilli Réus, explica que a pesquisa é um caso-controle em que os casos são pessoas sintomáticas e assintomáticas positivas para Covid-19 e os controles são indivíduos negativos para o novo coronavírus. O estudo aplica escalas para avaliação da presença de estresse, depressão, ansiedade e transtornos do sono. Além disso, é investigado perifericamente marcadores de dano neuronal, bem como de inflamação, dano mitocondrial e microbiota intestinal, os quais também se relacionam com inflamação. Esses marcadores serão correlacionados com a ocorrência de transtornos psiquiátricos.

O estudo será feito com pessoas doentes que foram diagnosticadas nas últimas seis semanas. Já as pessoas que farão parte do controle, serão testadas para o vírus (os testes serão feitos pela própria Universidade). Gislaine explica que os pesquisadores estão ligando para agendar as visitas na casa dos indivíduos diagnosticados como positivos para a Covid-19. Para a parte do controle, a pesquisa aceita voluntários – os interessados devem entrar em contato pelos telefones (48) 3431-2618 ou 99807-2526.

Os participantes da pesquisa receberão a visita de dois profissionais ligados à Unesc: psicólogo do Programa de Residência Multiprofissional ou psiquiatra do Laboratório de Psiquiatria Translacional, para realizar as entrevistas e aplicar as escalas; e outro da área de Biomedicina ou Enfermagem para coletar o sangue, que servirá para análise da correlação do vírus com os transtornos mentais.

Também haverá coleta de fezes para a avaliar a microbiota intestinal e correlacionar os resultados com os transtornos psiquiátricos. “A ideia é usar várias escalas para avaliar pontos como depressão e ansiedade. A nossa hipótese é que o cenário da pandemia vai alterar de alguma maneira o cérebro, possivelmente a memória, o sono, o grau de ansiedade e estresse e até gerar depressão, não apenas em quem teve a doença”, afirma Gislaine. 

Segundo a professora, os resultados da pesquisa poderão trazer o entendimento de como o vírus afeta o sistema nervoso central, além de identificar a presença de transtornos que já são um problema de saúde pública. Além disso, as correlações entre os escores de transtornos e a expressão de marcadores biológicos serão relevantes, tanto para subsídio dos serviços de saúde, quanto para elencar novos estudos que apontem para possíveis tratamentos.

Universidade no protagonismo de ações no combate à pandemia

A professora doutora, pesquisadora e reitora da Unesc, Luciane Bisognin Ceretta, que também integra a equipe do projeto, afirma que o estudo é mais uma importante ação da Universidade que utiliza a ciência em favor da vida. Luciane lembra que ao longo da pandemia, a Instituição está sendo protagonista no enfrentamento ao vírus, realizando uma série de ações internas e com a comunidade, incluindo pesquisas desenvolvidas por professores e estudantes de graduação, mestrado e doutorado.

“Os resultados desta pesquisa serão de grande importância para apoiar decisões nas políticas públicas, bem como estabelecer novos alvos terapêuticos. Enquanto reitora estou orgulhosa de nossa universidade, mas enquanto pesquisadora estou convicta de que nosso grupo está produzindo ciência de excelência e contribuindo com a manutenção da vida. Isso tem muito valor e nos motiva a enfrentar estes tempos desafiadores buscando respostas às questões que ainda não conhecemos relacionadas aos transtornos neuroquímicos provocados pelo vírus”, salienta. A reitora lembra ainda a importância da parceria da Secretaria de Saúde de Criciúma para a realização desta pesquisa.  

Aprendizado em primeiro lugar

A enfermeira Luana Campos, participa do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva da Unesc e é uma das pesquisadoras do projeto. Para ela, poder compor a equipe é uma grande oportunidade de aprendizado. “Está sendo maravilhoso participar da pesquisa e aprender com profissionais tão incríveis e capacitados. A residência foi uma porta que me oportunizou um mundo de possibilidades de crescimento profissional, uma delas é adentrar ainda mais no mundo da pesquisa, em uma universidade que tem como pilares o ensino, pesquisa e extensão e que comprometidos com a população e comunidade acadêmica, executam tudo com tamanha excelência. A pesquisa será um marco e nos trará respostas a esse momento de tanta complexidade”, afirma Luana.

Participação internacional

Além da Unesc e da UFFS, a pesquisa científica terá a participação de instituições de outros países. A avaliação dos marcadores biológicos terá a parceria da MCGill Univesity, de Montreal, no Canadá e The University of Texas Health Science Center at Houston, nos Estados Unidos. Já a análise dos dados, terá a participação da McMaster University, do Canadá.

Na Unesc, o estudo será desenvolvido no Laboratório de Psiquiatria Translacional da Unesc por uma equipe multiprofissional, formada por estudantes e profissionais das áreas de Biomedicina, Enfermagem, Biologia, Psiquiatria e Psicologia, todos ligados aos PPGCS e ainda com contribuição dos participantes do Programa de Residência Multiprofissional da Universidade.

A investigação científica foi contemplada pelo CNPq com recursos que incluíram bolsas de apoio técnico, de iniciação científica e de estudos. A pesquisa ainda foi contemplada pelo edital da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Santa Catarina (Fapesc) com duas bolsas de pós-doutorado.

Milena Nandi – Agência de Comunicação da Unesc

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

15 de setembro de 2020 às 17:03
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Unesc inicia em setembro coleta de dados de pesquisa para avaliar danos neuropsiquiátricos relacionados à Covid-19

Unesc inicia em setembro coleta de dados de pesquisa para avaliar danos neuropsiquiátricos relacionados à Covid-19
Etapa inicial do estudo contará com a participação de pessoas da comunidade (Foto: Divulgação) Mais imagens

Quais os efeitos da pandemia da Covid-19 na saúde mental das pessoas? O questionamento, feito por muitos, será respondido por uma pesquisa realizada pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), de Criciúma, em parceria com a UFFS (Universidade Federal da Fronteira Sul, campus Chapecó. O estudo irá ocorrer em Criciúma e Chapecó e vai trabalhar tanto com pessoas que contraíram o Sars-CoV-2 quanto pessoas que não tiveram contato com o vírus. A primeira etapa do projeto tem previsão de início em 3 de setembro, quando pesquisadores da Unesc irão à campo para coletar amostras de sangue e realizar entrevistas.

O estudo “Investigação de marcadores neuroinflamatórios e de dano neuronal e suas relações com transtornos neuropsiquiátricos em sujeitos positivos para Covid-19” foi um dos projetos de pesquisa da Unesc para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus e suas consequências contemplados pelo edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Em Santa Catarina, a Unesc é a única Universidade Comunitária com projetos de pesquisa aprovados (dois no total). Os outros quatro projetos pertencem à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC).

Enquadrado na linha de pesquisa carga da doença, o estudo tem como coordenadora geral a professora doutora do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS) da Unesc, Gislaine Zilli Réus. Na UFFS, a equipe será liderada pela professora doutora Zuleide Maria Ignácio.

Gislaine conta que a preparação para o início da saída dos pesquisadores a campo tem sido realizada há meses e que os últimos detalhes serão finalizados ao longo dos próximos dias, para que a partir da primeira semana de setembro, as atividades externas à Universidade iniciem.

“Nesse período temos articulado tudo entre as equipes de pesquisa e comprado os equipamentos de segurança. Neste momento, a psiquiatra que integra o grupo está treinando a equipe da Unesc para que possa ir à campo no dia 3 de setembro. A pesquisa vai iniciar por Criciúma, com um piloto de dois dias de coleta para uma avaliação inicial e possíveis ajustes. Em Chapecó ela iniciará um pouco depois. Será realizado um treinamento com os pesquisadores da UFFS e tanto aqui quanto lá, os padrões de investigação científica serão os mesmos. Já sabemos que vamos encontrar muitas respostas com este projeto e o que queremos é que ele seja o mais completo possível”, comenta.

Para a reitora da Unesc, Luciane Bisognin Ceretta, que também integra a equipe de pesquisadores do projeto, o estudo é mais um importante investimento da equipe a Unesc para utilizar a ciência em favor da vida. “Os seus resultados serão de grande importância para apoiar decisões nas políticas públicas, bem como estabelecer novos alvos terapêuticos. Enquanto reitora estou orgulhosa de nossa universidade, mas enquanto pesquisadora estou convicta de que nosso grupo está produzindo ciência de excelência e contribuindo com a manutenção da vida. Isso tem muito valor e nos motiva a enfrentar estes tempos desafiadoras buscando respostas às questões que ainda não conhecemos relacionadas aos transtornos neuroquímicos provocados pelo vírus. Neste estudo teremos parceiros valiosos e agradecemos muito também a sensibilidade da Secretaria de Saúde de Criciúma, que se colocou como importante parceira neste estudo.

Como a pesquisa será feita

A professora da Unesc explica que a pesquisa será um caso-controle em que os casos serão pessoas sintomáticas e assintomáticas positivas para Covid-19 e os controles serão indivíduos negativos para o coronavírus. Para isso, serão aplicadas escalas para avaliação da presença de estresse, depressão, ansiedade e transtornos do sono. Além disso, será investigado perifericamente marcadores de dano neuronal, bem como de inflamação, dano mitocondrial e microbiota intestinal, os quais também se relacionam com inflamação. Será correlacionado esses marcadores com a ocorrência dos transtornos psiquiátricos.

O estudo será feito com pessoas doentes que foram diagnosticadas nas últimas seis semanas. Já as pessoas que farão parte do controle, serão testadas para o vírus (os testes serão feitos pela própria Universidade). Gislaine explica que os pesquisadores irão ligar e agendar as visitas na casa dos indivíduos diagnosticados como positivo para a Covid-19. Para a parte do controle, a pesquisa aceita voluntários – os interessados devem entrar em contato pelos telefones (48) 3431-2618 ou 99807-2526.

Os participantes da pesquisa receberão a visita de dois profissionais ligados à Unesc: psicólogo do Programa de Residência Multiprofissional ou psiquiatra do Laboratório de Psiquiatria Translacional, para realizar as entrevistas e aplicar as escalas e outro da área de Biomedicina ou Enfermagem para coletar o sangue, que servirá para análise da correlação do vírus com os transtornos mentais. Também haverá coleta de fezes para a avaliar a microbiota intestinal e correlacionar os resultados com os transtornos psiquiátricos. “A ideia é usar várias escalas para avaliar pontos como depressão e ansiedade. A nossa hipótese é que o cenário da pandemia vai alterar de alguma maneira o cérebro, possivelmente a memória, o sono, o grau de ansiedade e estresse e até gerar depressão, não apenas em quem teve a doença”, afirma Gislaine.  

Segundo a professora, os resultados da pesquisa poderão trazer o entendimento de como o vírus afeta o sistema nervoso central, além de identificar a presença de transtornos que já são um problema de saúde pública. Além disso, as correlações entre os escores de transtornos e a expressão de marcadores biológicos serão relevantes, tanto para subsídio dos serviços de saúde, quanto para elencar novos estudos que apontem para possíveis tratamentos.

Pesquisa com participação internacional


Além da Unesc e da UFFS, a pesquisa científica terá participação de instituições de outros países. A avaliação dos marcadores biológicos terá a parceria da MCGill Univesity, de Montreal, no Canadá e The University of Texas Health Science Center at Houston, nos Estados Unidos. Já a análise dos dados, terá a participação da McMaster University, do Canadá.

Na Unesc, o estudo será desenvolvido no Laboratório de Psiquiatria Translacional da Unesc por uma equipe multiprofissional, formada por estudantes e profissionais das áreas de Biomedicina, Enfermagem, Biologia, Psiquiatria e Psicologia, todos ligados aos PPGCS e ainda com contribuição dos participantes do Programa de Residência Multiprofissional da Universidade.

A investigação científica foi contemplada pelo CNPq com recursos que incluíram bolsas de apoio técnico, de iniciação científica e de estudos. A pesquisa ainda foi contemplada pelo edital da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Santa Catarina (Fapesc) com duas bolsas de pós-doutorado.

Milena Nandi – Agência de Comunicação da Unesc

Fonte: AICOM - Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing

27 de agosto de 2020 às 10:14
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